Poema
Ó nobre guerreiro,
escuta em silêncio:
Não me despertes
sem um justo motivo,
não me levantes
sem que a coragem
arda dentro de ti.
Para me empunhar
não basta o querer,
é preciso alma firme,
pois toda lâmina,
por mais pura que seja,
corta também quem a conduz.
A coragem —
ah, doce mãe da razão —
é fogo sagrado,
não fúria em vão.
E aquele que vive em verdade
é prova viva de que
a verdadeira espada
não fere,
ela ilumina.
Ó nobre guerreiro,
vence a ti mesmo —
e terás vencido tudo.
Ó guerreiro sem nome,
que desiste até de vencer:
o golpe final da tua espada
é deixá-la cair —
e rir.
Referências:
– A inscrição da Espada de Geovanni delle Bande Nere: “Não me desembainhe sem razão, não me empunhe sem coragem”
-Tradição arthuriana de Excalibur
