{"id":92170,"date":"2021-11-02T12:26:17","date_gmt":"2021-11-02T12:26:17","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/o-renascimento-e-a-transformacao-espiritual\/"},"modified":"2025-01-02T13:28:37","modified_gmt":"2025-01-02T13:28:37","slug":"o-renascimento-e-a-transformacao-espiritual","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/o-renascimento-e-a-transformacao-espiritual\/","title":{"rendered":"O renascimento e a transforma\u00e7\u00e3o espiritual"},"content":{"rendered":"<p><iframe title=\"Spotify Embed: #67 O renascimento e a transforma\u00e7\u00e3o espiritual\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/1rYPHVNP8Coze1oUhUJ3gk?si=PZBNw5hZSJ6p57YAo-zFBw&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Transforma\u00e7\u00e3o significa mudar de forma. Ou seja: \u00e9 um processo de metamorfose. Na natureza, vemos muitos tipos de metamorfose. As mudan\u00e7as de estado pelas quais a \u00e1gua passa, conforme a temperatura, podem ser consideradas transforma\u00e7\u00f5es. H\u00e1, por\u00e9m, exemplos de impacto muito maior, como o da lagarta que se transforma em borboleta, citado por diversas escolas espirituais para simbolizar a passagem de um ser terrestre para um ser celeste, completamente diferente do primeiro. \u00c9 uma verdadeira transmuta\u00e7\u00e3o: a lagarta se apoia na terra para tentar vislumbrar o alto. A borboleta se abre para o alto e percebe um novo e amplo espa\u00e7o para uma nova vida.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Tr\u00eas fases podem ser consideradas nesse processo de transforma\u00e7\u00e3o espiritual: o estado de consci\u00eancia natural \u2013 a lagarta; o embri\u00e3o de uma consci\u00eancia voltada para o autoconhecimento interior \u2013\u00a0 o casulo; e por fim, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 lagarta nem casulo \u2013 a borboleta est\u00e1 livre para voar.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">A primeira fase \u2013 a da lagarta \u2013 simboliza a vida cotidiana, com suas preocupa\u00e7\u00f5es particulares de sobreviv\u00eancia, em meio a um caldeir\u00e3o de pensamentos e vontade, sentimentos e desejos, a\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es, em total desarmonia.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">J\u00e1 a segunda \u2013 a do casulo \u2013 \u00e9 um per\u00edodo de desmascaramento de seu eu e de autoconhecimento do ser real. \u00c9 a certeza intuitiva de que h\u00e1 algo que vai al\u00e9m de uma vida cotidiana desprovida de sentido interior: um princ\u00edpio espiritual que transcende sua consci\u00eancia natural. Reconhecer essa possibilidade \u00e9 como acender uma pequena vela em um quarto escuro \u2013 e, assim, voc\u00ea passa a ter lampejos para observar seus pontos cegos e come\u00e7a a ver que voc\u00ea \u00e9 muito mais do que um simples \u201ceu\u201d: \u00e9 um pequeno mundo ligado ao universo. A partir dessa luz, voc\u00ea passa a observar a si mesmo com objetividade, sem julgamento, e percebe como voc\u00ea cria e mant\u00e9m seus apegos em um c\u00edrculo de repeti\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos e automatismos subconscientes. Voc\u00ea chega ao limite das possibilidades de sua consci\u00eancia: assim come\u00e7a sua busca. Logo voc\u00ea come\u00e7a a sentir um princ\u00edpio de novo \u00e2nimo, o embri\u00e3o de uma nova alma.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\u00c9 assim que voc\u00ea se prepara para \u201cvirar borboleta\u201d. \u00c9 sobre essa fase que vamos falar mais detalhadamente.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">No in\u00edcio, a cris\u00e1lida ou casulo n\u00e3o sabe bem o que \u00e9, nem tem for\u00e7as para voar. Para ela, tem in\u00edcio uma profunda transforma\u00e7\u00e3o: ela j\u00e1 n\u00e3o rasteja \u00e0 procura de alimento para sobreviver, mas ainda n\u00e3o sabe o que \u00e9 ser uma borboleta. Volta-se para seu interior e se pergunta: \u201cQual ser\u00e1 a minha fun\u00e7\u00e3o nesse mundo? Que instrumentos eu tenho para viver nele? Como vou interagir com os outros seres que vivem por aqui?\u201d<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">De repente, ela se d\u00e1 conta de que morreu como lagarta, voltou-se para o interior de seu casulo que, por sua vez, deixou de existir para dar lugar a uma nova vida: a borboleta. Transformou-se, transmutou-se, transfigurou-se, renasceu!<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Assim \u00e9 o caminho que vamos abrindo conforme caminhamos.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Primeiro, ultrapassamos nossa consci\u00eancia natural, baseada em valores meramente culturais, assimilados em nossa educa\u00e7\u00e3o ou cren\u00e7as herdadas da fam\u00edlia. Nossa alma ainda \u00e9 mortal, mas deixamos de rastejar atr\u00e1s da sobreviv\u00eancia e nos tornamos pesquisadores. Ainda somos lagartas, mas agora rastejamos atr\u00e1s de alimento espiritual, de transcend\u00eancia. Fazemos perguntas, procuramos respostas nas v\u00e1rias escolas de consci\u00eancia. Aprendemos a nos voltar para dentro, para dentro de nosso casulo. Podemos ficar anos nessa inquieta\u00e7\u00e3o, entre o passado conhecido e o desconhecido que est\u00e1 por vir.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\u00c9 essa inquietude que move a cris\u00e1lida a entender que a borboleta voa porque atirou-se, entregou-se ao desconhecido, j\u00e1 de alma nova. E o desconhecido \u00e9 o indiz\u00edvel, o inef\u00e1vel, o eterno &#8211; que n\u00e3o tem come\u00e7o nem fim. Na verdade, o desconhecido \u00e9 a volta \u00e0 Unidade. Unidade de corpo-alma-Esp\u00edrito. Unidade com o mundo como um todo. Unidade com todos os seres. Unidade com o Uno original.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Isso n\u00e3o quer dizer que voc\u00ea deva ficar esperando esse processo de transfigura\u00e7\u00e3o, como se o renascimento de sua vida interior pudesse ocorrer um belo dia, ou por meio de uma experi\u00eancia m\u00edstica ou imagens. Pelo contr\u00e1rio, essa transforma\u00e7\u00e3o requer um esfor\u00e7o di\u00e1rio que gera novos insights a partir da centelha do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">A transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 consequ\u00eancia do nascimento de uma consci\u00eancia completamente nova, que se percebe a si como parte e todo &#8211; como uma gota que se dissolve no oceano e \u00e9 o pr\u00f3prio oceano. N\u00e3o h\u00e1 mais a velha consci\u00eancia de separatividade de voc\u00ea mesmo em rela\u00e7\u00e3o a tudo o que o cerca. O ser humano, como filho da Terra (o cosmo), \u00e9 um pequeno mundo ou microcosmo. Nessa transforma\u00e7\u00e3o, o microcosmo une-se ao mundo e \u00e0 humanidade, ao cosmo e ao macrocosmo (o Universo). E no centro de tudo, do microcosmo, do cosmo e do macrocosmo, encontra-se a centelha do Esp\u00edrito, que \u00e9 onipresente.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Esse novo ser humano pensa, sente e age em unidade com outros seres humanos que, como ele, j\u00e1 t\u00eam uma alma nova, ligada ao Esp\u00edrito. E \u00e9 em unidade de grupo que ele formar\u00e1 comunidades voltadas para desenvolver sua principal caracter\u00edstica: servir com Amor, em total liberdade. Servir em todos os n\u00edveis: \u00e0s personalidades, \u00e0s almas com consci\u00eancia natural, \u00e0s novas almas, \u00e0s almas-Esp\u00edrito.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Como lemos no livro <em>Transfigura\u00e7\u00e3o e Transmuta\u00e7\u00e3o <\/em>[1]:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"text-align-justify\">A vida divina quer propagar-se, quer compartilhar, quer entregar-se, pois a vida divina \u00e9 o amor, e o amor \u00e9 a chave da liberdade. \u00c9 o amor que d\u00e1, sem nada esperar em troca, e neste dar est\u00e1 oculta a realidade da transfigura\u00e7\u00e3o. Pois, que outra coisa \u00e9 a transfigura\u00e7\u00e3o sen\u00e3o dar o velho para que nas\u00e7a o novo?<\/p>\n<\/blockquote>\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p class=\"text-align-justify\">FREIJO, Francisco Casanueva. <strong>Transfigura\u00e7\u00e3o e Transmuta\u00e7\u00e3o<\/strong>. 1. ed. Jarinu,\u00a0 SP: Pentagrama Publica\u00e7\u00f5es, 2017.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">DE PETRI, Catharose. <strong>O Verbo Vivente<\/strong>. 1. ed. Jarinu, SP: Editora Rosacruz, 2006.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15118,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-92170","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/92170","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15118"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=92170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=92170"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=92170"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=92170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}