{"id":91867,"date":"2021-05-26T19:15:27","date_gmt":"2021-05-26T19:15:27","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/catarismo-a-religiao-do-amor-parte-4\/"},"modified":"2025-01-03T08:03:44","modified_gmt":"2025-01-03T08:03:44","slug":"catarismo-a-religiao-do-amor-parte-4","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/catarismo-a-religiao-do-amor-parte-4\/","title":{"rendered":"Catarismo, a religi\u00e3o do amor &#8211; Parte 4"},"content":{"rendered":"<p class=\"text-align-justify\"><a href=\"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/catarismo-a-religiao-do-amor-parte-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ir para a parte 1<\/a><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: #88 Catarismo - A religi\u00e3o do amor - Parte 4\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/2mml0KqAelCO7Jf563L7TK?si=3DG88bAgSY2fXsj3F-LQSQ&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<h3>Sobre a cruz e a crucifica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p class=\"text-align-justify\">Uma vez mais, a cita\u00e7\u00e3o nos possibilita compreender o quanto se distanciavam as concep\u00e7\u00f5es de ambas as igrejas e, sobretudo, deixa transparecer, de uma forma sutil, que os c\u00e1taros n\u00e3o concebiam absolutamente a crucifica\u00e7\u00e3o de Cristo no sentido literal que imp\u00f4s a Igreja romana, mas como um trabalho de purifica\u00e7\u00e3o interior, a morte aos desejos e apetites mundanos, uma ren\u00fancia ao egocentrismo.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Os c\u00e1taros consideravam que os sofrimentos de Cristo no G\u00f3lgota foram muito superiores aos que poderia suportar um corpo humano, pois \u201csofreu em esp\u00edrito\u201d; e \u201cteve as torturas da alma, a agonia de Gets\u00eamani. Mas n\u00e3o morreu: um Deus n\u00e3o pode morrer\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Este \u00e9, sem d\u00favida, um dos aspectos mais antag\u00f4nicos das duas igrejas. Enquanto a Igreja romana fundamenta a reden\u00e7\u00e3o no feito hist\u00f3rico ocorrido uma \u00fanica vez no G\u00f3lgota, para os c\u00e1taros a morte de Cristo \u00e9, acima de tudo, um acontecimento simb\u00f3lico que deve se processar diariamente no candidato. Cada homem que aspira \u00e0 salva\u00e7\u00e3o deve morrer para o mundo, para suas vaidades e seus desejos. Pois somente pela morte dos la\u00e7os terrenos \u00e9 poss\u00edvel a \u201cressurrei\u00e7\u00e3o\u201d, n\u00e3o a ressurrei\u00e7\u00e3o do Cristo hist\u00f3rico, \u00e9 claro, mas a do Cristo interior, do Deus pessoal.<\/p>\n<h3>Sobre a reencarna\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p class=\"text-align-justify\">Os c\u00e1taros, por outro lado, acreditavam na reencarna\u00e7\u00e3o, como se constata no depoimento de Sibylle P\u00e9ire perante a Inquisi\u00e7\u00e3o, onde, referindo-se aos cl\u00e9rigos romanos, diz:<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\u201cQue estavam cegos e surdos, uma vez que n\u00e3o viam nem ouviam a voz de Deus por enquanto. Mas no final, ainda que a duras penas, atingiriam a compreens\u00e3o e o conhecimento de sua Igreja, dentro de outros corpos em que reconheceriam a verdade&#8221;Depoimento de Sibylle P\u00e9ire, cita\u00e7\u00e3o do livro \u201cAs mulheres c\u00e1taras\u201d, p. 388..<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">A express\u00e3o \u201cdentro de outros corpos\u201d se refere claramente \u00e0 necessidade de numerosas reencarna\u00e7\u00f5es, antes de poder encontrar a verdadeira compreens\u00e3o. Portanto, a mensagem dos c\u00e1taros, embora \u00e0 primeira vista possa parecer carente de alegria, era uma mensagem cheia de esperan\u00e7a. Recusava plenamente os castigos de um inferno eterno inventado pela igreja de Roma, e preconizava a salva\u00e7\u00e3o de todos os seres humanos, ap\u00f3s um inevit\u00e1vel processo de peregrina\u00e7\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o da alma, realizado em diversos corpos materiais.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Face ao exposto, podemos compreender claramente a animosidade da Igreja de Roma face \u00e0 Igreja do Amor, do Esp\u00edrito Santo, a Igreja c\u00e1tara.<\/p>\n<h3>A Igreja que foge e perdoa e a igreja que possui e mata<\/h3>\n<p class=\"text-align-justify\">Em um dentre os v\u00e1rios depoimentos efetuados diante dos inquisidores, uma das testemunhas cita as palavras que recorda das prega\u00e7\u00f5es de Pierre e Jacques Authi\u00e9, dois dos \u00faltimos c\u00e1taros occitanos. No documento, lemos o que o Bom Homem disse:<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><em>\u201cH\u00e1 duas igrejas: uma foge e perdoa, a\u00a0outra possui e mata. A\u00a0que foge e perdoa \u00e9 a que segue o caminho reto dos ap\u00f3stolos: n\u00e3o mente nem engana. E a Igreja que possui e mata \u00e9 a Igreja romana\u201d.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><em>O herege me perguntou ent\u00e3o qual das duas Igrejas eu considerava a melhor. Respondi que era errado possuir e matar. Ent\u00e3o o herege disse: \u201cN\u00f3s somos os que seguem o caminho da verdade, os que fogem e perdoam\u201d. Respondi-lhe: \u201cSe verdadeiramente seguis o caminho da verdade dos ap\u00f3stolos, porque n\u00e3o pregais, como fazem os padres, nas igrejas?\u201d<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><em>E o herege respondeu a isto: \u201cSe fiz\u00e9ssemos isso, a Igreja romana, que nos detesta, nos queimaria em seguida\u201d.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><em>Disse-lhe ent\u00e3o: \u201cMas porque a Igreja romana os detesta tanto?\u201d<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><em>E o herege respondeu: &#8220;Porque se pud\u00e9ssemos ir por a\u00ed pregando livremente, a dita igreja romana j\u00e1 n\u00e3o seria apreciada; de fato, as pessoas prefeririam escolher nossa f\u00e9 e n\u00e3o a sua, porque n\u00e3o dizemos ou pregamos nada al\u00e9m da verdade, enquanto a Igreja romana diz grandes mentiras.\u201d<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Diante do exposto, tentamos ressaltar os aspectos mais significativos da religi\u00e3o c\u00e1tara, a religi\u00e3o do Paracleto, a religi\u00e3o do Amor.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13823,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110082],"tags_english_":[],"class_list":["post-91867","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-livingpast-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/91867","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13823"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91867"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=91867"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=91867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}