{"id":91712,"date":"2021-04-25T19:18:15","date_gmt":"2021-04-25T19:18:15","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/sobre-morrer-a-margem-do-tempo-parte-3\/"},"modified":"2025-01-01T20:05:00","modified_gmt":"2025-01-01T20:05:00","slug":"sobre-morrer-a-margem-do-tempo-parte-3","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/sobre-morrer-a-margem-do-tempo-parte-3\/","title":{"rendered":"Sobre Morrer \u00e0 Margem do Tempo \u2013 Parte 3"},"content":{"rendered":"<p class=\"text-align-justify\"><a href=\"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/sobre-morrer-a-margem-do-tempo-parte-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ir para a parte 2<\/a><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: #37 Sobre Morrer \u00e0 margem do tempo - Parte 3\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/2gdgWs1EVWt5NSdiZxlZt4?si=fENm0EuNRci73HTdVnufYg&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<h3>Estar morto<\/h3>\n<p class=\"text-align-justify\">\u00c9 poss\u00edvel estar morto? Ou s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel morrer e depois acabou? Existe uma consci\u00eancia independente do c\u00e9rebro? A consci\u00eancia utiliza nosso c\u00e9rebro como ferramenta?<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O neurocirurgi\u00e3o Dr. Eben Alexander adoeceu com uma infec\u00e7\u00e3o bacteriana no c\u00e9rebro e dentro de 24 horas entrou em coma, o que durou sete dias. Durante esse tempo, seu neoc\u00f3rtex estava fora de fun\u00e7\u00e3o. &#8220;A parte do\u00a0meu c\u00e9rebro que era [&#8230;] respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o do mundo em que eu vivia e me movia e por reunir os dados brutos que chegavam atrav\u00e9s de meus \u00f3rg\u00e3os sensoriais em um universo significativo, essa parte do meu c\u00e9rebro n\u00e3o existia mais. N\u00e3o era que meu c\u00e9rebro estivesse funcionando inadequadamente: simplesmente n\u00e3o estava <em>absolutamente <\/em>funcionando&#8221;. E assim &#8220;[eu] me familiarizei com a realidade de um mundo de consci\u00eancia que existia completamente livre das limita\u00e7\u00f5es de meu c\u00e9rebro f\u00edsico&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Ap\u00f3s sete dias ele voltou \u2013 mas esses sete dias haviam mudado sua compreens\u00e3o do mundo, da vida, do universo. Em seu livro <em>Proof of Heaven<\/em> (<em>Prova do Para\u00edso)<\/em>, o Dr. Eben Alexander descreve suas experi\u00eancias da seguinte forma:<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">&#8220;Passar esse conhecimento agora \u00e9 algo como ser um chimpanz\u00e9 que se tornou humano por um \u00fanico dia para experimentar todas as maravilhas do conhecimento humano, e depois volta para seus amigos chimpanz\u00e9s e tenta faz\u00ea-los entender como era falar v\u00e1rias l\u00ednguas rom\u00e2nicas, dominar v\u00e1rios tipos de aritm\u00e9tica e saber sobre as enormes dimens\u00f5es do universo&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O que ele vivenciou n\u00e3o s\u00f3 mudou sua compreens\u00e3o da consci\u00eancia. Sua compreens\u00e3o do mundo, da realidade, de nosso ser, e como ser humano passou por uma profunda transforma\u00e7\u00e3o. Pode-se sentir a urg\u00eancia com que ele quer nos transmitir que podemos confiar na vida e na morte.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Ele tinha recebido a mensagem repetidamente:<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Voc\u00ea \u00e9 amado e apreciado.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Voc\u00ea n\u00e3o tem nada a temer.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Voc\u00ea n\u00e3o pode fazer nada de errado.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">&#8220;Deus, o Om, compreende nossa situa\u00e7\u00e3o humana [&#8230;), pois sabe o que esquecemos e compreende que \u00e9 um fardo terr\u00edvel viver mesmo por um momento sem nenhuma lembran\u00e7a do divino&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">&#8220;Perdemos o contato com o mist\u00e9rio mais profundo que est\u00e1 no centro de nossa exist\u00eancia: nossa consci\u00eancia&#8221;. [&#8230;] &#8220;Nossa vida aqui embaixo pode parecer insignificante [&#8230;], mas \u00e9 importante, porque \u00e9 nossa tarefa aqui crescer em dire\u00e7\u00e3o ao divino [&#8230;] e esse crescimento \u00e9 [&#8230;] observado com grande aten\u00e7\u00e3o&#8221;. [&#8230;] &#8220;O universo f\u00edsico n\u00e3o \u00e9 nada comparado com o reino espiritual do qual ele surgiu, o reino da consci\u00eancia&#8221;. [&#8230;] Esse outro universo, mais vasto, n\u00e3o est\u00e1 muito distante. [&#8230;] Ele simplesmente existe em uma frequ\u00eancia diferente. [&#8230;] Semelhante entende semelhante. Voc\u00ea tem de se abrir para uma identidade com aquela parte do universo (que voc\u00ea j\u00e1 possui, mas da qual voc\u00ea pode n\u00e3o estar consciente)&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">&#8220;O amor incondicional e a aceita\u00e7\u00e3o que experimentei em minha jornada \u00e9 a descoberta mais importante que j\u00e1 fiz ou farei&#8221;.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"text-align-justify\">\u00d3 Morte, nossa amiga mascarada<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">e criadora de oportunidades,<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">quando quiseres abrir o portal,<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">n\u00e3o hesites em nos dizer antes;<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">pois n\u00e3o somos do tipo dos que ficam abalados<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">ao ouvir seu estrondo trepidante.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sri Aurobindo<\/p>\n<\/blockquote>\n<h3>A jornada da vida<\/h3>\n<p class=\"text-align-justify\">De acordo com um antigo mito eg\u00edpcio, a esfinge faz tr\u00eas perguntas \u00e0queles que procuram ultrapass\u00e1-la, \u00e0s quais t\u00eam que responder com sinceridade antes que seu pedido seja concedido:<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">De onde voc\u00ea vem?<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Quem \u00e9 voc\u00ea?<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Para onde voc\u00ea vai?<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Entretanto, o que n\u00f3s, seres mortais, com nossa consci\u00eancia limitada, podemos realmente saber sobre a origem, o significado e o destino da jornada de nossa vida? Temos de acreditar em dogmas ou no que os gurus nos dizem? Existe uma poderosa vis\u00e3o interior que dirige nossos passos, mesmo em partes obscuras e incertas de nossa jornada?<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Os ensinamentos orientais de sabedoria, bem como o cristianismo primitivo, sustentam que os seres humanos n\u00e3o vivem apenas durante uma exist\u00eancia terrena. Uma sequ\u00eancia de reencarna\u00e7\u00f5es possibilita que eles levem consigo a ess\u00eancia ou colheita da experi\u00eancia de cada vida na Terra para a vida seguinte. Para qu\u00ea? Para saldar d\u00edvidas antigas, para compensar o que se negligenciou ou fez de errado em uma vida anterior (e, possivelmente, para cometer novos erros)?<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Para acumular conhecimentos ou para refinar e aperfei\u00e7oar o ser? Nascer e morrer de novo e de novo \u2013 cada vez sofrendo a dissolu\u00e7\u00e3o de tudo o que \u00e9 pessoal? Existe algo dentro de mim que me impele a fazer tais perguntas? Um conhecimento que \u00e9 atemporal e que, talvez, ultrapassa todo o conhecimento e experi\u00eancia da humanidade coletiva atrav\u00e9s dos tempos?<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Em imagens eg\u00edpcias antigas podemos ver Anubis e Thot pesando o cora\u00e7\u00e3o de uma pessoa falecida: Ser\u00e1 que um ser humano poder\u00e1 ter algo a mostrar no final de sua vida na Terra? Algo que, de um ponto de vista superior, espiritual, seja de valor duradouro?<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Os ensinamentos espirituais dos gn\u00f3sticos e rosacruzes falam de um princ\u00edpio eterno que, estando latente no in\u00edcio, \u00e9 inerente ao ser humano \u2013 algo como uma centelha ou uma &#8220;Rosa do Cora\u00e7\u00e3o&#8221;. Ela abriga a mem\u00f3ria de uma origem divina, de uma antiga promessa de que existe uma sa\u00edda para o ciclo sem fim do nascimento, da morte e da reencarna\u00e7\u00e3o. Atrav\u00e9s do misterioso processo de transfigura\u00e7\u00e3o, a alma do ser pode ser fundamentalmente transformada, de modo que \u2013 tal como na vis\u00e3o de Jacob na pintura de William Blake \u2013 abra-se uma espiral ascendente para um mundo divino de luz.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">A ansiedade, o medo da morte, tudo isso torna a liberdade imposs\u00edvel. Se nos aproximarmos com confian\u00e7a da esfinge e submetermos a resposta a suas perguntas \u00e0 fonte de sabedoria que existe no fundo de n\u00f3s mesmos, poderemos passar o guardi\u00e3o do limiar com alegre confian\u00e7a em nosso cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">E \u2013 quando finalmente chegar nossa hora \u2013 nos regozijaremos como S\u00e3o Paulo: &#8220;\u00d3 morte, onde est\u00e1 teu aguilh\u00e3o? A morte \u00e9 engolida pela vit\u00f3ria!&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">(<a href=\"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/sobre-morrer-a-margem-do-tempo-parte-4\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Continua na Parte 4<\/a>)<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\n","protected":false},"author":920,"featured_media":13314,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-91712","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/91712","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/920"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13314"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91712"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91712"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=91712"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=91712"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}