{"id":91689,"date":"2021-04-24T11:55:00","date_gmt":"2021-04-24T11:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/harmonia-interior-a-vitoria-sobre-si-mesmo\/"},"modified":"2025-01-01T20:50:35","modified_gmt":"2025-01-01T20:50:35","slug":"harmonia-interior-a-vitoria-sobre-si-mesmo","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/harmonia-interior-a-vitoria-sobre-si-mesmo\/","title":{"rendered":"Harmonia interior &#8211; a vit\u00f3ria sobre si mesmo"},"content":{"rendered":"<p><iframe title=\"Spotify Embed: #24 Harmonia Interior\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/4LuYt2LSPodvRE1PRN1JMJ?si=4v2dYVNxReSb5Gi09YPZNw&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Ensinar a distinguir o que \u00e9 realidade daquilo que \u00e9 ilus\u00e3o \u00e9 uma das tarefas mais caracter\u00edsticas do que as pessoas entendem por espiritualidade. De certa forma, muitos seres humanos que se aproximam de um caminho espiritual acreditam estar vivendo uma vida ilus\u00f3ria e buscam descobrir a verdade seguindo os ensinamentos de grandes mestres do passado e do presente. Nesse caminho, quando percorrido seriamente, tais pessoas podem vir a confirmar suas suspeitas acerca da natureza ilus\u00f3ria de suas vidas pregressas e experimentar em suas novas vidas de buscadoras da verdade a satisfa\u00e7\u00e3o plena de quem sabe estar no caminho certo. Com isso, a amargura de outrora d\u00e1 lugar \u00e0 alegria, e todas as d\u00favidas que antes pudessem ter acerca do prop\u00f3sito grandioso que Deus estabeleceu para o mundo e seus habitantes dissolvem-se, sendo substitu\u00eddas por um otimismo inabal\u00e1vel diante dos desafios que o mundo e a vida podem reservar.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Esse entusiasmo \u00e9 resultado direto do contato com o \u201cp\u00e3o da vida\u201d, o alento espiritual que anima e \u201calimenta\u201d o buscador em sua jornada. Ele funciona como uma esp\u00e9cie de liga\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria entre o ser humano e o Esp\u00edrito, liga\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para impulsion\u00e1-lo no come\u00e7o do caminho, mas ainda superficial demais para gerar const\u00e2ncia, pois se trata de um aux\u00edlio externo, e apenas a liga\u00e7\u00e3o direta com a fonte interior \u00e9 capaz de proporcionar a autonomia necess\u00e1ria para a verdadeira transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">A liga\u00e7\u00e3o com o princ\u00edpio divino interior tem que atravessar as estruturas do eu, desestabilizando, assim, toda a personalidade. Quando isso come\u00e7a a acontecer com o buscador, \u00e9 como se o \u201cp\u00e3o da vida\u201d lhe fosse tirado e ele sente como se tivesse sido abandonado \u00e0 pr\u00f3pria conta. Essa fase foi retratada em diversas tradi\u00e7\u00f5es espirituais como a travessia do deserto, e as escolas espirituais asseguram que ela \u00e9 parte integrante do processo espiritual: n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel contornar o deserto, \u00e9 preciso, de fato, atravess\u00e1-lo.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Nessa travessia, o buscador \u00e9 confrontado com a realidade de seu pr\u00f3prio ser, estabelecendo-se, assim, uma <em>desarmonia<\/em> entre a velha natureza do eu e o novo ser que quer se manifestar. O eu se recusa a olhar para si mesmo e tenta a todo custo retornar \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de comodidade na qual sempre esteve. A consci\u00eancia do buscador \u00e9 inundada por d\u00favidas de todo tipo e n\u00e3o raro ele lan\u00e7a um olhar saudoso para o passado:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"text-align-justify\">Quem nos dera que tiv\u00e9ssemos morrido pela m\u00e3o do Senhor na terra do Egito, quando est\u00e1vamos sentados junto \u00e0s panelas de carne, quando com\u00edamos p\u00e3o at\u00e9 fartar! Porque nos tendes tirado para este deserto, para matardes de fome a toda esta multid\u00e3o.\u00a0\u00a0 (Ex 16:3)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"text-align-justify\">Essa e outras passagens b\u00edblicas que t\u00eam o deserto como \u201ccen\u00e1rio\u201d revelam a situa\u00e7\u00e3o arquet\u00edpica do buscador quando ele enfrenta as dificuldades\u00a0 da descoberta de si mesmo. O eu se revolta contra seu guia, o Esp\u00edrito, e lamenta ter sa\u00eddo de sua zona de conforto. \u00c9 por isso que as escolas espirituais sempre advertem o buscador de que a verdadeira liga\u00e7\u00e3o com o Esp\u00edrito nunca deixa o eu em uma posi\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel. Enquanto o velho eu definha na travessia do deserto, o novo ser ocupa cada vez mais espa\u00e7o na consci\u00eancia do buscador. Essa consci\u00eancia que vai se transformando, enquanto permanece entre o velho e o novo, \u00e9 tentada repetidamente a tornar aceit\u00e1vel o que n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel. Por que prosseguir no encal\u00e7o de uma transforma\u00e7\u00e3o t\u00e3o radical? Por que n\u00e3o conciliar o velho com o novo, aproveitando o que os dois t\u00eam de \u201cbom\u201d? Se o novo ser \u00e9 t\u00e3o especial assim, por que n\u00e3o transformar a realidade exterior em vez de tentar transformar a si mesmo? \u201cSe tu \u00e9s o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em p\u00e3o.\u201d (Lc 4:3).<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">A b\u00fassola que ampara o buscador nessas provas \u00e9 o anseio fundamental, que faz com que ele n\u00e3o aceite nada menos que a verdade. Ao ter selado um compromisso com o Esp\u00edrito, aceitou que eventualmente este o guiasse por veredas desconhecidas para ele e mesmo contr\u00e1rias ao que ele pr\u00f3prio idealizava. Depois de muito lutar contra o processo de transforma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia, cansado e desarmado, o buscador finalmente pode contemplar seu ser mais profundo sem desviar o olhar, sem artif\u00edcios e sem tentativas de fuga. Todas as suas defici\u00eancias e limita\u00e7\u00f5es, que ele sempre manteve \u00e0 sombra do seu ser, agora podem reivindicar seu lugar. Todas as ilus\u00f5es sobre si mesmo e sobre o mundo dissolvem-se e abrem espa\u00e7o para que ele possa ver as coisas como elas s\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\u00c9 s\u00f3 ent\u00e3o que o amor em sua verdadeira concep\u00e7\u00e3o pode despertar em seu cora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 outro amor poss\u00edvel sen\u00e3o aquele que pode abarcar todos os seres humanos, com suas &#8220;qualidades&#8221; e \u201cdefeitos\u201d, com seus &#8221;erros\u201d e &#8221;acertos\u201d, bem como a toda vida existente na natureza manifestada sobre a terra. Nesse est\u00e1gio, ainda que conflitos possam brotar no interior do buscador, eles n\u00e3o s\u00e3o capazes de abalar o sil\u00eancio contemplativo que se estabeleceu ali. Essa \u00e9 a <em>harmonia interior<\/em> que se mant\u00e9m pela luta silenciosa e cont\u00ednua no cora\u00e7\u00e3o do buscador. Quem persevera nessa luta alcan\u00e7a a vit\u00f3ria na maior de todas as provas &#8211; a vit\u00f3ria sobre si mesmo.<\/p>\n<h3><strong>Leitura recomendada<\/strong><\/h3>\n<p class=\"text-align-justify\">Para um relato informal do trabalho realizado em si mesmo na busca do verdadeiro eu, ler o artigo Eu, uma e outra vez.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Para uma explica\u00e7\u00e3o mais detalhada sobre a \u201ctravessia do deserto\u201d e seus efeitos, ler os cap\u00edtulos 3, 4 e 5 do livro \u201cA Gnosis Universal\u201d, dispon\u00edvel para download gratuito em: <a href=\"https:\/\/www.pentagrama.org.br\/livros\/a-gnosis-universal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.pentagrama.org.br\/livros\/a-gnosis-universal\/<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13199,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-91689","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/91689","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13199"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91689"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=91689"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=91689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}