{"id":91393,"date":"2021-01-21T15:26:28","date_gmt":"2021-01-21T15:26:28","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/operacao-resgate-uma-parabola-sobre-a-alegria-e-a-liberdade-de-simplesmente-ser\/"},"modified":"2025-01-01T20:41:52","modified_gmt":"2025-01-01T20:41:52","slug":"operacao-resgate-uma-parabola-sobre-a-alegria-e-a-liberdade-de-simplesmente-ser","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/operacao-resgate-uma-parabola-sobre-a-alegria-e-a-liberdade-de-simplesmente-ser\/","title":{"rendered":"Opera\u00e7\u00e3o resgate &#8211; Uma par\u00e1bola sobre a alegria e a liberdade  de simplesmente ser"},"content":{"rendered":"<p><iframe title=\"Spotify Embed: #20 Opera\u00e7\u00e3o Resgate - uma par\u00e1bola sobre a alegria de simplesmente ser.\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/7aSizjAdD4LbvdQNrY9MNv?si=FGtq94a2SW-Vf1Bk5IXdRw&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Do alto do observat\u00f3rio vislumbro o horizonte.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O c\u00e9u e o mar parecem n\u00e3o ter fim.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Quando o dia come\u00e7a, veem-se gaivotas planando sobre os penhascos. Com olhar atento, em tempo claro, a quietude e a transpar\u00eancia da \u00e1gua permitem adivinhar as profundezas abissais cheias de seres, muitos ainda desconhecidos.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>Minha miss\u00e3o \u00e9 reconhecimento e resgate.<\/strong> <em>Afinal, assim como os seres mar\u00edtimos que observo, estou atento ao mar infinito da ess\u00eancia humana que se manifesta em mim.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>Reconhecer demanda conhecimento pr\u00e9vio. Resgatar exige amor e coragem. <\/strong>Portanto, reconhecer depende de uma mem\u00f3ria especial e resgatar requer empenho em a\u00e7\u00e3o constante. <em>Cada passo desse caminho de autoconhecimento me leva mais alto e mais fundo nessa ess\u00eancia. Como diria Hermes Trismegisto: Assim como em cima \u00e9 embaixo. Utilizo tudo o que possa ser \u00fatil. Entrego-me totalmente a esse of\u00edcio \u2013 o sagrado of\u00edcio.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>Respiro fundo, buscando aproveitar ao m\u00e1ximo minhas lembran\u00e7as de outras miss\u00f5es.<\/strong> Observo a imensa cole\u00e7\u00e3o do Museu do Observat\u00f3rio. Cada ser coletado corresponde a um vasto cat\u00e1logo que outros observadores me legaram. Por\u00e9m, \u00e9 preciso checar um a um, captar com meus pr\u00f3prios olhos cada detalhe. <em>\u00c9 como se eu olhasse para essa bolha magn\u00e9tica em que meu eu est\u00e1 mergulhado: esse microcosmo cheio de lembran\u00e7as de pensamentos, sentimentos, a\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es, minhas e de tantos outros.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>Mas o conhecimento n\u00e3o \u00e9 apenas fruto de pensamentos, teorias, leituras, cat\u00e1logos.<\/strong> Observo que meu olhar \u00e9 seletivo. Gosto mais de um esp\u00e9cime do que de outro, sinto diferentes emo\u00e7\u00f5es ao entrar em contato visual com eles. Tateio cada um, percebo diferentes cores e tamanhos. O odor de maresia me traz lembran\u00e7as de sabores. Alguns me fazem reviver sons naturais e me lembro de seres diferentes. Uns s\u00e3o predadores, outros s\u00e3o verdadeiros oper\u00e1rios do mar sem fim. <em>Procuro n\u00e3o selecionar pensamentos e sentimentos como \u201cbons e maus\u201d, \u201ccorretos e incorretos\u201d, \u201cpecaminosos e puros\u201d. A ideia de pecado \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o humana, n\u00e3o divina! \u00c9 apenas um trope\u00e7o, uma falha passageira \u2013 assim diz sua etimologia. Conceito gerado da culpa e das ideias repartidas em pares opostos.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>No museu, os esp\u00e9cimes est\u00e3o todos est\u00e1ticos, sem vida \u2013 como \u00e9 sem vida a teoria sobre eles.<\/strong> <em>Houve tempo em que eu procurava catalogar meus pensamentos, emo\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es. Percebi que era puro exerc\u00edcio da mente. Palavra morta.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>Por isso, muitas vezes come\u00e7o o dia mergulhando para conhec\u00ea-los de perto, enxergar seus movimentos, seu cotidiano.<\/strong> <em>Nada como observar, sem analise, culpa, medo ou qualquer outro crit\u00e9rio que n\u00e3o seja a pura observa\u00e7\u00e3o. Afinal, como diz Krishnamurti, \u201cA forma mais elevada da intelig\u00eancia humana \u00e9 a capacidade de observar sem julgar\u201d. (&#8230;) \u201dO pensar e o sentir verdadeiros situam-se acima e al\u00e9m dos opostos, ao passo que o pensamento correto ou condicionado \u00e9 por eles oprimido\u201d. <\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>Preparo-me cuidadosamente, <\/strong>pensando na seguran\u00e7a, mas tamb\u00e9m na melhor forma de observar a vida utilizando bem o tempo <strong>de acordo com a quantidade exata de oxig\u00eanio que levo. <\/strong><em>Tudo o que existe em meu pequeno mundo reflete a vida que h\u00e1 nele. Mas preciso reconhecer meus limites para poder atuar de acordo com meu passo.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>Na solid\u00e3o silenciosa do observat\u00f3rio, o tempo pode ser uma pris\u00e3o ou abrir novas dimens\u00f5es.<\/strong> Posso ficar horas mergulhando ou admirando a natureza l\u00e1 do alto. Mas tamb\u00e9m posso me perder em min\u00facias lendo cat\u00e1logos no museu. <em>Percebi que n\u00e3o adianta tentar aprender somente pelos livros e tentar controlar o sil\u00eancio para obter melhor auto-observa\u00e7\u00e3o: o sil\u00eancio chega naturalmente, fluindo sem pensamento.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>\u00c9 preciso ter cuidado com a rotina: ela se repete e nos faz repetir nossas rea\u00e7\u00f5es. <\/strong>Quando n\u00e3o percebemos isso, ficamos prisioneiros da beleza do c\u00e9u e do mar, do Sol e da Lua, dos seres marinhos e das gaivotas. Esquecemos que estamos ali para observar. Pode acontecer, tamb\u00e9m, de um observador deixar-se enredar pela quantidade de conhecimento do museu e passar quase todo o tempo dentro dele, sem ver c\u00e9u nem mar, nem Sol, nem Lua. Outros, fascinados pelo exerc\u00edcio do mergulho, ficam quase sem ar buscando os seres abissais, suas cores e formas, sua beleza ou monstruosidade. <em>S\u00e3o tantas as distra\u00e7\u00f5es que o mundo nos proporciona! Deixar fluir n\u00e3o \u00e9 ser condescendente nem distrair-se. \u00c9 estar atento.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Cada observador tem seu estilo, suas hist\u00f3rias, seus objetivos pessoais. <strong>Mas a observa\u00e7\u00e3o \u00e9 simplesmente aquilo que \u00e9 \u2013 sem palavras nem conceitos.<\/strong> Ela \u00e9 uma etapa no caminho do reconhecimento e do resgate. <em>Observar \u00e9 estar presente no aqui e agora. Em grupo, observamos mais detalhes, com mais nitidez de alma.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Mas \u201creconhecimento\u201d e \u201cresgate\u201d t\u00eam sentidos diferentes para cada um. As palavras n\u00e3o vestem bem nossa miss\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>Foi assim que comecei a \u201cmergulhar na observa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/strong> Nesse mergulho, tudo \u00e9 novo! Nada depende de opini\u00e3o, cr\u00edtica, medo ou culpa. O objetivo \u00e9 reconhecer e resgatar. <em>Reconhecer cada dia como uma oportunidade. Resgatar nossas for\u00e7as para poder agir no momento exato.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Muitas vezes o reconhecimento come\u00e7a com a lembran\u00e7a de um conhecimento anterior, visto no cat\u00e1logo do museu. Nesse caso, observo uma enguia e penso: isto \u00e9 uma enguia. Mas ser\u00e1 que eu sei o que \u00e9 uma enguia para al\u00e9m do cat\u00e1logo do museu? Ent\u00e3o, \u201cmergulho na observa\u00e7\u00e3o\u201d e me identifico com esse ser, com seus movimentos, com sua toca, com seus interesses, suas inten\u00e7\u00f5es. J\u00e1 n\u00e3o coloco nome nele. <strong>Apenas observo. N\u00e3o me encanto nem sinto repulsa. Observo a vida que se movimenta no aqui e agora, fluindo. <\/strong><em>A mem\u00f3ria do pensamento n\u00e3o \u00e9 o mesmo que a reminisc\u00eancia espont\u00e2nea \u2013 que flui, criando momentos de extrema lucidez.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Quando estou em miss\u00e3o de resgate, <strong>vou munido de instrumentos de acordo com o que preciso fazer: cuidar e resgatar<\/strong>. Os outros, os esp\u00e9cimes s\u00e3os, deixo que sigam seu caminho, at\u00e9 que a vida indique qual \u00e9 seu destino. Os predadores n\u00e3o me atraem: nada representam para minha miss\u00e3o. <em>Pensar-sentir-agir podem ser a\u00e7\u00f5es doentias, mas tamb\u00e9m podem ser uma din\u00e2mica esquecida, concatenada, harmoniosa: nesse caso, esse movimento precisa ser resgatado.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Aprendi com minhas observa\u00e7\u00f5es que cuidar de um ser n\u00e3o \u00e9 aprision\u00e1-lo em um aqu\u00e1rio: \u00e9 abrir possibilidades de cura para ele a partir de suas pr\u00f3prias for\u00e7as. Logo que o processo acaba, ele mesmo se sente preparado para recuperar sua liberdade no mar sem fim: esse \u00e9 o resgate. <strong>Ao v\u00ea-lo curado, livre e feliz, que alegria, que leveza sinto em meu cora\u00e7\u00e3o! <\/strong><em>O autoconhecimento que parte da observa\u00e7\u00e3o atenta e leve pode ser instrumento de cura e objeto de grande plenitude.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Assim, quando o dia termina, posso saborear as del\u00edcias da natureza do alto do observat\u00f3rio. <strong>L\u00e1 em cima, instalei a luz de um antigo farol, que ilumina as \u00e1guas at\u00e9 a linha do horizonte \u2013 para mim e para outros navegantes de passagem.<\/strong> <em>Quando a observa\u00e7\u00e3o \u00e9 iluminada pela for\u00e7a do cora\u00e7\u00e3o que anseia por outras dimens\u00f5es de consci\u00eancia, todo esfor\u00e7o \u00e9 concentrado para que essa radiante luz se derrame em todas as dire\u00e7\u00f5es para toda a humanidade. Essa \u00e9 a miss\u00e3o: Opera\u00e7\u00e3o Resgate.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><em>E \u00e9 a partir desse lugar, imerso em minhas observa\u00e7\u00f5es, que percebo dentro de mim seres-pensamento, seres-emo\u00e7\u00f5es e seres-rea\u00e7\u00f5es. Eu os observo a cada instante. Sem medo, sem cr\u00edtica, sem autoflagela\u00e7\u00e3o, sem culpa. Amorosamente, os reconhe\u00e7o um a um. Alguns, deixo seguir seu caminho at\u00e9 saber para que servem. Outros, deixo de alimentar, para que a natureza divina os dissolva. Os que s\u00e3o mais sens\u00edveis, vou recolhendo aos poucos para cuidar de sua sa\u00fade espiritual em doses homeop\u00e1ticas, a cada dia.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><em>\u00c9 assim que, sob a luz do farol, eles ficam preparados para o resgate rumo ao Grande Mar da verdadeira Vida.<\/em><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Trismegisto, Hermes: <em>Tabula Smaragadina,<\/em> an\u00e1lise de Rijckenborgh, Jan em Gnosis Original Eg\u00edpcia tomo I. Jarinu-SP: Rosacruz, 2006.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Krishnamurti, Jidu: <em>Autoconhecimento, Correto Pensar, Felicidade, Quietude <\/em>pp. 49-50. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.krishnamurti.org.br\/index.php\/correto-pensar-atencao-suspensao-pensar-quietude\/\">https:\/\/www.krishnamurti.org.br\/index.php\/correto-pensar-atencao-suspensao-pensar-quietude\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12014,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-91393","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/91393","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12014"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91393"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91393"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=91393"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=91393"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}