{"id":90433,"date":"2020-04-17T07:02:07","date_gmt":"2020-04-17T07:02:07","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/corona-e-tao\/"},"modified":"2020-04-17T07:02:07","modified_gmt":"2020-04-17T07:02:07","slug":"corona-e-tao","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/corona-e-tao\/","title":{"rendered":"Corona e Tao"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p><em>Quando o cora\u00e7\u00e3o humano est\u00e1 aliviado,&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>encontra a paz de esp\u00edrito<\/em><\/p>\n<p><em>Quando o cora\u00e7\u00e3o humano quebra cercas&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>e postos de controle<\/em><\/p>\n<p><em>Quando o aluno abre seu cora\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>e vira a p\u00e1gina do livro<\/em><\/p>\n<p><em>Ele olha para longe&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>e volta-se para a Montanha do Sul<\/em><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-62751\" src=\"http:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/corona-tao-13.jpg\" alt=\"Corona-Tao\" title=\"\" width=\"320\" height=\"471\" srcset=\"https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/corona-tao-13.jpg 320w, https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/corona-tao-13-204x300.jpg 204w, https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/corona-tao-13-16x24.jpg 16w, https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/corona-tao-13-24x36.jpg 24w, https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/corona-tao-13-33x48.jpg 33w\" sizes=\"(max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/p>\n<p><drupal-entity data-align=\"center\" data-embed-button=\"media_browser\" data-entity-embed-display=\"view_mode:media.embedded\" data-entity-type=\"media\" data-entity-uuid=\"09f6c687-b38a-49f5-abd6-b07012cde687\"><\/drupal-entity><\/p>\n<p><drupal-entity data-align=\"center\" data-embed-button=\"media_browser\" data-entity-embed-display=\"view_mode:media.embedded\" data-entity-type=\"media\" data-entity-uuid=\"52f7c59e-458e-4d9a-b40d-78d65162126a\"><\/drupal-entity>\n<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Atualmente, este poema est\u00e1 circulando pelas m\u00eddias sociais na China. Ele foi escrito em resposta \u00e0 grande turbul\u00eancia causada pelo coronav\u00edrus. O nome do escritor \u00e9 desconhecido. O conte\u00fado pode n\u00e3o ser imediatamente compreens\u00edvel para n\u00f3s, porque se refere a termos chineses espec\u00edficos. No entanto, isso n\u00e3o significa que n\u00e3o tenha nada a dizer para n\u00f3s. O poema tem uma forte base tao\u00edsta, que n\u00e3o \u00e9 limitada pelo tempo e pela cultura. Vamos analisa-lo linha por linha.<\/p>\n<p>Ele come\u00e7a assim:<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>Quando o cora\u00e7\u00e3o humano est\u00e1 aliviado, <\/em><\/p>\n<p><em>encontra a paz de esp\u00edrito<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O autor est\u00e1 ciente da agita\u00e7\u00e3o que esse v\u00edrus causa no cora\u00e7\u00e3o das pessoas. Especialmente agora, que se espalhou pelo mundo e tamb\u00e9m nos afeta no Ocidente. Ele traz consigo muita aten\u00e7\u00e3o, muito cuidado e um medo profundo: ele nos faz ficar desequilibrados. No entanto, o autor acredita claramente que existe a possibilidade de uma pessoa recuperar sua paz de esp\u00edrito.<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>Quando o cora\u00e7\u00e3o humano destr\u00f3i cercas <\/em><\/p>\n<p><em>e postos de controle<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00c9 uma rea\u00e7\u00e3o muito natural nos protegermos do mundo exterior em caso de grande perigo e incerteza. As pessoas fazem isso colocando cercas e barreiras de fiscaliza\u00e7\u00e3o ao redor de seu cora\u00e7\u00e3o e de sua casa. Assim, tentam de v\u00e1rias maneiras conseguir controlar a situa\u00e7\u00e3o. Mas, com isso, elas est\u00e3o, de fato, aprisionando-se no sentimento opressivo de seu pr\u00f3prio medo. Este poema visa chamar a aten\u00e7\u00e3o do leitor para a possibilidade de uma atitude completamente diferente: a de derrubar suas cercas, seus postos de controle sobre si mesmo.<\/p>\n<p>No entanto, isso n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil, pois tudo isso emergiu da for\u00e7a mais b\u00e1sica dentro de n\u00f3s mesmos: do desejo inconsciente de autopreserva\u00e7\u00e3o. Atualmente, esse desejo est\u00e1 sendo ativado em todo o mundo e pode muito facilmente se tornar um grande peso para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Os outros versos desse poema referem-se a uma atitude completamente diferente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 amea\u00e7a e ao medo: indicam um modo de vida que nada tem a ver com o desejo de autopreserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>Quando o aluno abre o cora\u00e7\u00e3o e vira a p\u00e1gina do livro<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Um homem que est\u00e1 aprendendo a libertar seu cora\u00e7\u00e3o \u00e9 um aluno da sabedoria universal. Ele muda seu foco e deixa de se concentrar em seu eu tempor\u00e1rio, para se concentrar no Tao, o eterno presente. Assim, ele aprende a ver sua vida, o mundo e seus semelhantes a partir de uma perspectiva completamente diferente.<\/p>\n<p>Podemos perceber nossa vida como um livro escrito em uma longa tira de papel. No topo, nossa vida \u00e9 descrita como acontece neste mundo das \u201calgumas coisas\u201d, das \u201cdez mil coisas\u201d. Isso inclui tudo o que fazemos e tudo de que temos consci\u00eancia, bem como muitas das nossas a\u00e7\u00f5es que surgem a partir de nosso inconsciente. O topo do nosso livro da vida descreve tudo o que pertence ao mundo tempor\u00e1rio.<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>Ele olha para longe <\/em><\/p>\n<p><em>e se volta para a Montanha do Sul<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Uma pessoa que volta seu foco procura o que est\u00e1 &#8220;escrito&#8221; no final de seu livro da vida. L\u00e1, a linguagem simb\u00f3lica revela o poder e o efeito da natureza essencial e atemporal: a natureza do Tao, que n\u00e3o est\u00e1 ligada ao tempo e ao espa\u00e7o. Essa natureza n\u00e3o est\u00e1 separada de n\u00f3s, porque o Tao \u00e9 onipresente. Essa &#8220;natureza&#8221; jaz em nossos cora\u00e7\u00f5es como uma fa\u00edsca de um fogo intenso e imortal \u2013 e irradia de todo o nosso ser.<\/p>\n<p>No tao\u00edsmo, isso se chama: manter o foco na Montanha do Sul. &#8220;Montanha do Sul&#8221; significa uma das cinco montanhas sagradas da China. Esta montanha, Heng-shan, est\u00e1 localizada no Sul da China, na prov\u00edncia de Hunan.<\/p>\n<p>O Sul \u00e9 considerado uma dire\u00e7\u00e3o importante, porque os imperadores da China antiga sempre encaravam o Sul em dire\u00e7\u00e3o ao Sol. Eles eram vistos como emiss\u00e1rios do &#8220;C\u00e9u&#8221; \u2013 na verdade, emiss\u00e1rios do Tao. Antigamente, os monges tao\u00edstas iam \u00e0 Montanha do Sul para se tornarem imortais guardando profundo sil\u00eancio.<\/p>\n<p>No entanto, a &#8220;Montanha do Sul&#8221; n\u00e3o \u00e9 um s\u00edmbolo da imortalidade de nossa pessoa, pois ela continua ligada ao tempo, que \u00e9 t\u00e3o mortal. A Montanha do Sul \u00e9 uma met\u00e1fora da natureza imortal dentro de n\u00f3s, que se baseia na paz e na tranquilidade: afinal, no Tao n\u00e3o h\u00e1 dualidade, apenas a Unidade imut\u00e1vel.<\/p>\n<p>Qualquer pessoa que se concentre apenas em sua natureza tempor\u00e1ria somente consegue ler o que est\u00e1 escrito na parte de cima de seu Livro da Vida. No entanto, para aqueles que lentamente v\u00e3o tomando consci\u00eancia da natureza do Tao em si mesmos, o \u201cpapel do livro\u201d vai se tornando, por assim dizer, transparente. A natureza atemporal brilha diretamente atrav\u00e9s da natureza tempor\u00e1ria. Isto \u00e9 uma for\u00e7a \u2013 e n\u00f3s a inspiramos.<\/p>\n<p>Obviamente, isso n\u00e3o significa que a &#8220;natureza do Tao&#8221; vai dissipar nossos medos e preocupa\u00e7\u00f5es como a neve ao Sol. Mas o efeito silencioso que ele emite nos torna, passo a passo, menos focados em nossa autopreserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um escrito tao\u00edsta do s\u00e9culo 2 a.C. declara em poucas palavras o processo radical no qual estamos mergulhados:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>Ao reagir \u00e0s mudan\u00e7as&nbsp; a partir do que n\u00e3o muda,<\/em><\/p>\n<p><em>dez mil transforma\u00e7\u00f5es s\u00e3o poss\u00edveis<\/em><\/p>\n<p><em>sem que nem sequer o come\u00e7o do fim apare\u00e7a.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:<\/p>\n<p>Blog de Elly Nooyen:&nbsp;<a href=\"http:\/\/tijdvoortao.nl\/corona-en-tao\/\">https:\/\/tijdvoortao.nl\/corona-en-tao\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":923,"featured_media":8406,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110120],"tags_english_":[],"class_list":["post-90433","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-zeitgeist-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/90433","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/923"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8406"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90433"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90433"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=90433"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=90433"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}