{"id":90225,"date":"2020-01-30T17:15:10","date_gmt":"2020-01-30T17:15:10","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/a-magia-do-coracao-da-consciencia-ao-agir\/"},"modified":"2023-01-25T19:23:46","modified_gmt":"2023-01-25T19:23:46","slug":"a-magia-do-coracao-da-consciencia-ao-agir","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/a-magia-do-coracao-da-consciencia-ao-agir\/","title":{"rendered":"A magia do cora\u00e7\u00e3o: da consci\u00eancia ao agir"},"content":{"rendered":"<p><strong>Voc\u00ea prefere ouvir este artigo?\u00a0<\/strong><\/p>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-90225-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/A-magia-do-coracao-final.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/A-magia-do-coracao-final.mp3\">https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/A-magia-do-coracao-final.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"text-align-justify\">Na minha velha cadeira de ferro enferrujada, no meio do gramado, sou capturada pelo canto persistente dos melros que cobre aquele mais profundo canto de um rouxinol distante, enquanto um vento quase impetuoso move densas nuvens no c\u00e9u atipicamente claro e atormenta as hastes longas. Ventos que limpam o ar, devolvendo ao c\u00e9u um esplendor desconhecido. Perfume de verde e de flores.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Na realidade, todo esse surpreender, assim fugaz pelo sufocante amontoar-se das esta\u00e7\u00f5es, me deixa inquieta. Me pergunto com qual direito&nbsp; posso me deixar levar por tanta beleza, no meu pequeno nicho, se o pensamento retorna ciclicamente nos cen\u00e1rios desolados que todos os dias, do mundo inteiro, se agarram em nosso cotidiano.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Para usar eufemismo, vivemos no caos.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Gostaria de poder pintar, mas a mente est\u00e1 esvaziada, atordoada com o que acontece, dentro e \u00e0 minha volta, e cada gesto meu corre risco de se perder nas v\u00e3s possibilidades dos acontecimentos sem sentido, no qual o pensamento se concretiza e plasma o seu pequeno e in\u00fatil mundo. Cada nova possibilidade de voltar ao come\u00e7o \u00e9 ciclicamente explorada, consumida, devorada, e acaba no lixo. Me pergunto onde eu estou indo. Onde estamos todos indo?<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Reflito. Um tempo para o descanso e o lazer, condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria \u00e0 reflex\u00e3o e uma tomada de consci\u00eancia individual, \u00e9 negado \u00e0 maioria. A consci\u00eancia sugada do sil\u00eancio necess\u00e1rio da gan\u00e2ncia coletiva, n\u00e3o tem mais tempo para responder ao chamado que vem n\u00e3o se sabe de onde, de muito longe\u2026<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Mas isto n\u00e3o me satisfaz e sou eu a dizer a mim mesma que aquilo que vejo \u00e9 s\u00f3 uma parte da realidade. A parte desanimadora que me consome, que gostaria de negar ou resolver, deve tamb\u00e9m ser apoiada pela outra, a metade positiva no mundo dos opostos. Trata-se dos eventos chamativos, por\u00e9m novos.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Muitos dizem que, paralelamente ao processo de desintegra\u00e7\u00e3o estaria se desenvolvendo um processo de integra\u00e7\u00e3o, onde as velhas exig\u00eancias seriam superadas e substitu\u00eddas por novas. S\u00e3o express\u00f5es mais pr\u00f3ximas de uma ra\u00e7a humana em transforma\u00e7\u00e3o, dotada de mais consci\u00eancia, intelig\u00eancia, senso moral e determina\u00e7\u00e3o.&nbsp; Esfor\u00e7os surpreendentes s\u00e3o manifestados: generosidade, desapego, f\u00e9 inabal\u00e1vel e solu\u00e7\u00f5es imprevistas em cada setor. Mas o processo \u00e9 lento. Enquanto isso, s\u00e3o sempre as not\u00edcias ruins que fazem barulho usando a nossa ansiedade como suporte, e mesmo que saibamos, o balan\u00e7o deve ser igual: no mundo dual, o bem e mal podem somente se equilibrar.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">E ao inv\u00e9s de me acalmar, essa consci\u00eancia pesa, porque na economia do nosso pensamento, o sofrimento pesa. Pesa mais a infelicidade de um s\u00f3 que o bem-estar de todos.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">E se n\u00e3o podemos mais pensar a n\u00f3s mesmos sem compreender e abra\u00e7ar ao mesmo tempo o destino dos outros, tudo isso toca dentro, emotivamente, mas tamb\u00e9m de maneira pr\u00e1tica.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O direito \u00e0 vida de todos \u00e9 tamb\u00e9m meu. O interesse do outro \u00e9 meu, a cat\u00e1strofe do outro \u00e9 minha, a derrota do outro \u00e9 minha derrota.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Parece que o mundo se expandiu dramaticamente ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e, por essa mesma raz\u00e3o, gra\u00e7as ao processo tecnol\u00f3gico, voltou a ser pequenino, envolvido em unidade no destino comum que afeta cada um de n\u00f3s: pensamento coletivo, interesse comum. \u00c9 assim que a vida dentro do planeta se tornou minha.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Mas existe uma correla\u00e7\u00e3o entre um despertar ainda que m\u00ednimo da minha consci\u00eancia e uma a\u00e7\u00e3o verdadeiramente eficaz? Posso renunciar \u00e0 f\u00faria e \u00e0 exaust\u00e3o e tentar inverter os termos: da falta de coragem \u00e0 confian\u00e7a, da apatia ao entusiasmo&#8230; na base de uma consci\u00eancia concreta\u2026<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Sim, existe. Os grandes poderes do mundo vis\u00edvel, que podem parecer todos interconectados, s\u00e3o assim&nbsp; somente na minha cumplicidade. \u00c9 por isso que a teoria do compl\u00f4 n\u00e3o pode nem deve resistir. Mesmo que na economia, sistema financeiro, ind\u00fastria, digitaliza\u00e7\u00e3o, energia, certa cultura, certas religi\u00f5es pare\u00e7am orquestras de um \u00fanico plano a seguir um \u00fanico objetivo, e que esse \u00fanico objetivo pare\u00e7a satisfazer o plano de uma \u00fanica lideran\u00e7a invis\u00edvel que direciona as linhas como uma voz fora do campo, a gerir um grande jogo, \u00e9 assim somente se n\u00f3s permitimos.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Se, no entanto, somos for\u00e7ados a ceder a essas for\u00e7as a nossa energia mais sutil, somos n\u00f3s que permitimos esse mecanismo. Na realidade, um microcosmo desperto \u00e9 mais forte do que qualquer poder invis\u00edvel. Podemos compreender profundamente essa verdade e agir de modo eficaz. \u00c9 o caminho percorrido pela Pistis Sophia na sua viagem de retorno ao Primeiro Mist\u00e9rio.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Chegamos ao caos que experimentamos hoje devido ao esquecimento d a sutil intui\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, que nos fala com uma voz impercept\u00edvel, mas segura. Sim, impercept\u00edvel, mas convincente. O cora\u00e7\u00e3o segue uma outra l\u00f3gica, um outro cen\u00e1rio. Cria um mapa muito diferente daquele que conhecemos, desenhado pela mente.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">E se a derrota do outro \u00e9 tamb\u00e9m a minha, invertendo os termos da perspectiva, n\u00e3o poder\u00e1 ser uma minha rea\u00e7\u00e3o positiva tamb\u00e9m a rea\u00e7\u00e3o do outro? Porque habita em mim uma grande for\u00e7a, uma pura evid\u00eancia: a consci\u00eancia de que tudo \u00e9 poss\u00edvel porque o Todo \u00e9 tamb\u00e9m uma parte de mim, e s\u00f3 pode curvar-se docemente as exig\u00eancias de uma mente desperta.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Quem busca, n\u00e3o pare de buscar\u2026<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Defendendo um pensamento possivelmente presun\u00e7oso, talvez tit\u00e2nico, h\u00e1 a pequena chama da sabedoria do cora\u00e7\u00e3o, aquela que n\u00e3o suporta mais perguntas no ar, nem raz\u00f5es de Estado, nem nenhuma ilus\u00e3o de indiferen\u00e7a pol\u00edtica. Cava, limpa, pergunta, compara, fortifica, faz teste, cria hip\u00f3teses, testa novamente, fortifica de novo e recome\u00e7a a cada novo imprevisto.Como uma formiguinha privada do seu fardo, vai e volta v\u00e1rias vezes para carregar outro.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Assim tamb\u00e9m trabalha o nosso cora\u00e7\u00e3o espiritual. A Luz que brilha, pequena centelha radiante, dentro do nosso cora\u00e7\u00e3o nos leva a buscar, a acreditar, a insistir, a n\u00e3o desistir, a tentar at\u00e9 que uma Verdade \u00fanica se desdobre \u00e0 nossa frente:&nbsp; aquilo que fazemos para o menor \u00e9 para todos. Aquilo que fa\u00e7o para mim mesma, fa\u00e7o para todos, no bem como no mal. E reconhe\u00e7o o caminho de retorno, a restaura\u00e7\u00e3o da ordem no mundo, assim como na minha vida, resetando o percurso de origem, desperto de um sentir mutilado do tempo.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O Todo est\u00e1 se tornando um fator unificador nas consci\u00eancias e o inconsciente coletivo fornece um grande reservat\u00f3rio dedicado aos pensamentos compartilhados, aos desejos compartilhados,\u00e0s esperan\u00e7as e certezas compartilhadas. Esse reservat\u00f3rio est\u00e1 remodelando o mundo.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Por\u00e9m,&nbsp; como sempre ocorre, perante uma intui\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o espiritual se abre imediatamente uma falha, uma nova oportunidade de queda: a tenta\u00e7\u00e3o de retrocesso com a veste f\u00e1tua da vida dial\u00e9tica como se ela pudesse realmente nos libertar. Quantos somos tentados a salvar o mundo no qual nascemos e do qual queremos nos libertar? In\u00fameras escolas nos ensinam a usar de modo m\u00e1gico o nosso pensamento. Mas sabemos que nossas perspectivas, nascidas de uma mente presa e uma alma ainda envolvida em bandagens, s\u00e3o incapazes, sim, de nos fazer atingir a verdadeira Vida. De novo, o cora\u00e7\u00e3o j\u00e1 sabe disso. E nos adverte.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">N\u00e3o \u00e9 neste mundo dual que o plano do Todo poder\u00e1 se cumprir. O que buscamos realmente? O p\u00e3o da natureza ou o vinho do Esp\u00edrito? Somente o cora\u00e7\u00e3o sabe.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">A vit\u00f3ria da vida sobre o engano, a reden\u00e7\u00e3o da verdade, o retorno \u00e0 beleza do Princ\u00edpio, com a for\u00e7a da convic\u00e7\u00e3o e a certeza da vit\u00f3ria, prov\u00eaem um outro mundo. Sentimos como a pequena chama est\u00e1 ficando mais forte e mais intensa. Percebemos o peso de cada decis\u00e3o e de cada ato e antes ainda de cada pensamento positivo, como uma a\u00e7\u00e3o eficaz fluindo ao nosso redor e emanando de dentro para todo o Cosmo. Se uma pequena brasa de cada ser \u00e9 sustentada por outras, o inc\u00eandio ser\u00e1 realmente grande e executar\u00e1 a tarefa que n\u00f3s nos propusemos. Recome\u00e7ando de n\u00f3s, como quando n\u00e3o sab\u00edamos de nada, com a for\u00e7a de uma crian\u00e7a muito pequena.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Se eu sou Amor, ser\u00e1 Amor tamb\u00e9m o mundo em que vivo. Ele ser\u00e1 beleza, se beleza existe em mim. Eu sou o mundo e o mundo est\u00e1 em mim. A totalidade que reside em mim n\u00e3o teme nenhum inimigo. O inimigo existe antes na minha imagina\u00e7\u00e3o e s\u00f3 depois na realidade. Eu o crio. Dou-lhe for\u00e7a. N\u00e3o existem for\u00e7as maiores do que essa \u00fanica realidade que vive em tudo, onde o centro est\u00e1 em tudo, estando, portanto, em mim.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Com a consci\u00eancia agora fortificada da longa busca e da esplendorosa convic\u00e7\u00e3o de que tudo est\u00e1 em n\u00f3s e tudo faz parte de n\u00f3s, e somente depois da prova de Fogo, o cora\u00e7\u00e3o recome\u00e7a a acreditar, a ousar. E, finalmente, a agir.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":919,"featured_media":7823,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-90225","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/90225","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/919"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7823"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90225"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90225"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=90225"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=90225"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}