{"id":90100,"date":"2020-01-09T13:59:24","date_gmt":"2020-01-09T13:59:24","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/o-caminho-de-cristao-rosacruz-parte-1\/"},"modified":"2025-01-01T20:57:26","modified_gmt":"2025-01-01T20:57:26","slug":"o-caminho-de-cristao-rosacruz-parte-1","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/o-caminho-de-cristao-rosacruz-parte-1\/","title":{"rendered":"O Caminho de Crist\u00e3o Rosacruz \u2013 Parte 1"},"content":{"rendered":"<p><iframe title=\"Spotify Embed: #27 O Caminho de Crist\u00e3o Rosacruz - Parte 1\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/15fbKo2pm99TTq0QG0j5rC?si=DQKUDfoVRsGjBDHbDnQfGQ&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><em>As n\u00fapcias alqu\u00edmicas de Christian Rosenkreuz<\/em> \u00e9 um dos manifestos rosacruzes hist\u00f3ricos. Foi publicado pela primeira vez em forma de livro em 1616 e descreve o caminho alqu\u00edmico, o caminho da transforma\u00e7\u00e3o, de maneira pict\u00f3rica. Nessa narrativa, s\u00e3o personificados todos os aspectos da alma e da consci\u00eancia do ser humano, bem como todas as for\u00e7as que entram em cena no caminho. Os in\u00fameros eventos simb\u00f3licos que acontecem no caminho para esse casamento s\u00f3 podem ser encontrados em epis\u00f3dios seletivos. Ao fazer isso, os princ\u00edpios da senda, bem como as tarefas e capacidades dos candidatos passam a ser o foco de aten\u00e7\u00e3o a ser considerado. Essas tarefas e oportunidades s\u00e3o relevantes at\u00e9 hoje. Numa \u00e9poca em que o aspecto transformador desapareceu do cristianismo estabelecido, a sabedoria gn\u00f3stico-rosacruciana expressa nas <em>N\u00fapcias Alqu\u00edmicas<\/em> coloca o processo de transforma\u00e7\u00e3o sob a luz brilhante do dia.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Crist\u00e3o Rosacruz (CRC) \u00e9 o ser humano que abre espa\u00e7o para o ser interior eterno desenvolver-se novamente. Ele trabalha com outros candidatos a fim de se preparar para o casamento alqu\u00edmico. Todos eles seguem seu pr\u00f3prio caminho, mas, ao mesmo tempo, trabalham juntos, em uni\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\n<h3><strong>O convite e os primeiros passos<\/strong><\/h3>\n<p class=\"text-align-justify\">Como leitores, seguimos a senda de CRC desde o momento em que ele recebe o convite para as n\u00fapcias alqu\u00edmicas. Assim, ele \u00e9 chamado a participar do casamento do Esp\u00edrito Divino<a title=\"\" href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup><sup>[1]<\/sup><\/sup><\/a> com a alma rec\u00e9m-despertada no interior de seu pr\u00f3prio ser. Esse contexto elucida muito sobre o caminho espiritual: CRC, o buscador, \u00e9 chamado para ser um convidado do casamento real. Ele pr\u00f3prio n\u00e3o \u00e9 o personagem principal desse evento, mas sua coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 um pr\u00e9-requisito para as n\u00fapcias. O convite tamb\u00e9m inclui uma advert\u00eancia: CRC precisa estar extremamente consciente de seu estado de ser, daquilo que deve ou n\u00e3o fazer, para poder participar do evento da maneira mais pura poss\u00edvel. Esse convite t\u00e3o esperado tem profundo efeito sobre ele. O livro nos diz que a montanha na qual a humilde casa de CRC \u00e9 constru\u00edda chega a estremecer. Pela primeira vez, CRC realiza a mudan\u00e7a radical com a qual se comprometer\u00e1 quando iniciar sua jornada at\u00e9 o Castelo Real.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">No entanto, o convite de CRC n\u00e3o inclui nenhum endere\u00e7o ou instru\u00e7\u00e3o. Aparentemente, o fato de j\u00e1 ter se preparado para o casamento ser\u00e1 suficiente para que ele encontre o caminho. Esta \u00e9 uma assinatura do caminho rosacruz. Nessa assinatura, existem princ\u00edpios de for\u00e7a, e h\u00e1 um conhecimento interior que se revela a uma alma aberta, que vai se tornando cada vez mais profundo \u00e0 medida que a pessoa caminha na senda. CRC viajou bastante at\u00e9 chegar a uma encruzilhada a partir da qual quatro caminhos se ramificavam. Sem saber o que fazer a seguir, CRC faz uma pausa e pega seu peda\u00e7o de p\u00e3o. Ao ver essa cena, uma pomba voa com f\u00e9 em sua dire\u00e7\u00e3o. Ele compartilha voluntariamente seu p\u00e3o com ela. Mas a paz n\u00e3o dura muito: aparece um corvo que quer roubar o p\u00e3o da pomba. Os dois p\u00e1ssaros voam para longe. Ent\u00e3o, CRC os segue para proteger a pomba e afugentar o corvo \u2013 o que ele finalmente consegue. Sem perceber, ele j\u00e1 est\u00e1 em um dos quatro caminhos, e n\u00e3o consegue voltar atr\u00e1s. Ao tentar fazer isso, ele \u00e9 recebido por um vento t\u00e3o forte que precisa continuar no caminho iniciado, querendo ou n\u00e3o. A decis\u00e3o de seguir esse caminho foi intuitiva: era para proteger a pomba \u2013 a alma que despertava. Quem escolhe seu caminho dessa maneira, escolhe o caminho certo \u2013 o caminho que ele ou ela pode levar a um bom fim. No entanto, durante essa decis\u00e3o espont\u00e2nea, CRC deixou suas provis\u00f5es para tr\u00e1s. O fato de ele ainda dominar os desafios adicionais do caminho significa que ele pode viver e agir com novas for\u00e7as<a title=\"\" href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup><sup>[2]<\/sup><\/sup><\/a>. Afinal, esse \u00e9 o pr\u00e9-requisito para algu\u00e9m chegar ao Castelo Real.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\n<h3><strong>O castelo e os casais reais<\/strong><\/h3>\n<p class=\"text-align-justify\">Quando a noite cai, CRC finalmente encontra o Castelo Real. Ele \u00e9 o \u00faltimo a correr pelo port\u00e3o quando suas portas se fecham. Nada no caminho pode ser alcan\u00e7ado como se fosse um passeio no parque \u2013 tudo \u00e9 esfor\u00e7o, devo\u00e7\u00e3o e dons ofertados no momento certo. Crist\u00e3o Rosacruz est\u00e1 prestes a saber que o Castelo Real \u00e9 seu pr\u00f3prio microcosmo. E o que \u00e9 um microcosmo? \u00c9 o ser humano por inteiro, complexo, com suas esferas eternas e imperec\u00edveis e seus aspectos temporais. Esse microcosmo inclui o mergulho na mat\u00e9ria, a experi\u00eancia c\u00e1rmica acumulada at\u00e9 aquele momento, mas tamb\u00e9m o acesso ao conhecimento em primeira m\u00e3o, por meio da centelha do Esp\u00edrito Divino. Assim, CRC vivencia o tempo e a eternidade em si mesmo \u2013 o que lhe permite reconhecer os passos essenciais do caminho e lhe abre a oportunidade de percorr\u00ea-lo. No pal\u00e1cio real \u2013 isto \u00e9, no percurso da realiza\u00e7\u00e3o de sua verdadeira natureza \u2013 ele desliga fundamentalmente seu ser natural de todos os aspectos perec\u00edveis da Terra: ele tem esperan\u00e7a de ir al\u00e9m deles e conseguir desvelar os princ\u00edpios divinos originais.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Como qualquer outro candidato em processo de despertar, CRC obt\u00e9m acesso \u00e0 fonte de sua consci\u00eancia de acordo com o estado de maturidade de sua pr\u00f3pria alma: este \u00e9 um processo revolucion\u00e1rio. Normalmente, essa fonte est\u00e1 enterrada no inconsciente, e vivemos de seu &#8220;produto&#8221; e, portanto, permanecemos presos na sequ\u00eancia de causa e efeito. Nesse momento, a verdadeira fonte criativa, o verdadeiro Eu, se torna vis\u00edvel. Portanto, o despertar do candidato ultrapassa sua consci\u00eancia cotidiana e penetra em sua fonte. \u00c9 assim que CRC reconhece as possibilidades e obst\u00e1culos que existem em seu tesouro de experi\u00eancias \u2013 e nos poderes resultantes da consci\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Essas for\u00e7as s\u00e3o representadas, nas <em>N\u00fapcias Alqu\u00edmicas,<\/em> como tr\u00eas casais reais que habitam uma resid\u00eancia real de forma redonda e localiza\u00e7\u00e3o elevada (a gl\u00e2ndula pineal do candidato ou o chamado \u201cChacra da Coroa\u201d ou coron\u00e1rio). Simboliza todo o sofrimento e amargura que o microcosmo acumulou em suas muitas encarna\u00e7\u00f5es; a maturidade e a sabedoria que acompanham essas experi\u00eancias e, por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, representa as enormes e novas possibilidades que surgiram de tudo isso. Dois dos tr\u00eas casais reais usam coroas na cabe\u00e7a; o terceiro, um casal muito jovem e ainda sem coroa (a unidade de esp\u00edrito e alma ainda a ser formada), fica no meio, entre os outros. Os casais incorporam os princ\u00edpios orientadores da consci\u00eancia no microcosmo: o princ\u00edpio que estava em busca da realiza\u00e7\u00e3o na mat\u00e9ria; o que lutava pela liberta\u00e7\u00e3o na mat\u00e9ria; e, finalmente, o novo poder da alma que dela emerge; e o princ\u00edpio do Esp\u00edrito Divino, que est\u00e1 presente como potencial. CRC percebe que a coroa\u00e7\u00e3o dos dois jovens s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se todos os princ\u00edpios presentes forem submetidos a um processo alqu\u00edmico que os aniquila em seu estado atual, a fim de se transformar em nova vida e nova consci\u00eancia. Este \u00e9 um princ\u00edpio b\u00e1sico da alquimia espiritual: em ess\u00eancia, o temporal e o eterno se sacrificam. Nesse processo de fus\u00e3o, verifica-se que o divino absorve o terreno e, assim, cria nova vida.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\u00c9 interessante que, nesse contexto, \u00e9 a vontade do candidato que realiza a aniquila\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia real a fim de ser ela pr\u00f3pria decapitada. Isso significa que o ego de natureza transit\u00f3ria \u00e9 reconhecido e abandonado, e o homem est\u00e1 pronto para abordar a transforma\u00e7\u00e3o, deixando para tr\u00e1s, em clara consci\u00eancia, a vida antiga, seus padr\u00f5es e seus ego\u00edsmos. Ent\u00e3o a vontade \u201cmorre\u201d<a title=\"\" href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup><sup>[3]<\/sup><\/sup><\/a>.\u00a0 A nova vontade nasce com a primeira manifesta\u00e7\u00e3o do Novo Ser Humano.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\n<p class=\"text-align-right\">(continua na<a href=\"https:\/\/www.logon.media\/pt-br\/o-caminho-de-cristao-rosacruz-parte-2\"> Parte 2<\/a>)<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"text-align-justify\"><a title=\"\" href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup><sup>[1]<\/sup><\/sup><\/a> Aqui e mais adiante na narrativa, a palavra \u201cEsp\u00edrito\u201d n\u00e3o deve ser entendida como sin\u00f4nimo de &#8220;consci\u00eancia&#8221;, mas sim como uma emana\u00e7\u00e3o divina que irradia como princ\u00edpio original criador e revigorante no universo e no ser humano. Na sabedoria herm\u00e9tica, o Esp\u00edrito que se conecta com o ser humano e desperta nele como uma nova consci\u00eancia \u00e9 personificado como Pimandro.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><a title=\"\" href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup><sup>[2]<\/sup><\/sup><\/a> As novas for\u00e7as j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o sujeitas \u00e0 polaridade do mundo transit\u00f3rio. Elas se deslocam do Uno, do Bem Absoluto: elas s\u00e3o alimento para a alma que se liberta e desperta.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><a title=\"\" href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup><sup>[3]<\/sup><\/sup><\/a> O morrer alqu\u00edmico representa o fim do antigo estado de separa\u00e7\u00e3o e egocentrismo. Do ponto de vista do Ego, \u00e9 um fim real. Da perspectiva do Esp\u00edrito, h\u00e1 uma transforma\u00e7\u00e3o e fus\u00e3o dos que antes estavam separados.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\n<p class=\"text-align-justify\">\n<p class=\"text-align-justify\">\n<p class=\"text-align-justify\">\n<p class=\"text-align-justify\">\n<p class=\"text-align-justify\">\n","protected":false},"author":920,"featured_media":7462,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-90100","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/90100","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/920"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7462"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90100"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=90100"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=90100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}