{"id":90011,"date":"2019-12-23T13:55:02","date_gmt":"2019-12-23T13:55:02","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/natal-e-espiritualidade-parte-2-o-limite-da-consciencia-humana\/"},"modified":"2024-11-04T16:40:58","modified_gmt":"2024-11-04T16:40:58","slug":"natal-e-espiritualidade-parte-2-o-limite-da-consciencia-humana","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/natal-e-espiritualidade-parte-2-o-limite-da-consciencia-humana\/","title":{"rendered":"Natal e Espiritualidade &#8211; Parte 2: O limite da consci\u00eancia humana"},"content":{"rendered":"<p class=\"text-align-justify\"><a href=\"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/natal-e-espiritualidade-parte-1-o-segredo-da-alquimia-interior\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ir para a parte 1<\/a><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: #6 Natal e Espiritualidade - parte 2\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/2ImM5EayZ7lrBNciAHPDAL?si=fiGmCxNJTQuB0FU2H7jJ8A&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">No primeiro texto desta s\u00e9rie sobre o Natal e a Espiritualidade (<a href=\"https:\/\/www.logon.media\/pt-br\/natal-e-espiritualidade-parte-1-o-segredo-da-alquimia-interior\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O segredo da alquimia interior<\/a>), abordamos o tema dos s\u00edmbolos crist\u00e3os em sua rela\u00e7\u00e3o com as festas crist\u00e3s e com as fases da alquimia.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Dando continuidade \u00e0quelas reflex\u00f5es, faremos um paralelo entre o ensinamento crist\u00e3o e uma de suas principais fontes, a tradi\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia. Isto porque o cristianismo, tendo nascido do povo hebreu, herdou tamb\u00e9m o que este j\u00e1 havia assimilado dos eg\u00edpcios. E essa heran\u00e7a n\u00e3o se restringe aos elementos da tradi\u00e7\u00e3o exterior, mas comporta, principalmente, os princ\u00edpios da sabedoria interior do povo eg\u00edpcio.<\/p>\n<h3><strong>As quatro fases de transforma\u00e7\u00e3o na sabedoria eg\u00edpcia e crist\u00e3<\/strong><\/h3>\n<p class=\"text-align-justify\">Na narrativa interior do cristianismo que encontramos nos evangelhos, existem quatro personagens especialmente importantes: Herodes, Jo\u00e3o Batista, Jesus e o Cristo. Essas personagens s\u00e3o diferentes aspectos da mesma consci\u00eancia, da mesma vida humana, ou seja, s\u00e3o diferentes fases em que a consci\u00eancia humana se manifesta. E atrav\u00e9s da manifesta\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia humana, um estado de vida ganha forma.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\u00a0Representa\u00e7\u00f5es desses quatro s\u00edmbolos tamb\u00e9m podem ser vistas em um dos lugares mais magn\u00edficos de todo o Egito: o Templo de Abu Simbel. Em sua\u00a0 \u00faltima parede, ou seja, no aspecto mais interior, que representa o arqu\u00e9tipo mais profundo do ser humano, h\u00e1 quatro figuras sentadas, uma ao lado da outra. S\u00e3o elas:<\/p>\n<ul>\n<li class=\"text-align-justify\">Ptha &#8211; deus da Escurid\u00e3o.<\/li>\n<li class=\"text-align-justify\">Rams\u00e9s &#8211; a nova consci\u00eancia que come\u00e7a a nascer no ser humano.<\/li>\n<li class=\"text-align-justify\">Rams\u00e9s na forma de Os\u00edris, o deus eg\u00edpcio &#8211;\u00a0 a consci\u00eancia humana j\u00e1 unida ao princ\u00edpio universal, simbolicamente, a divindade que se encontra dentro dela.<\/li>\n<li class=\"text-align-justify\">H\u00f3rus, o deus Falc\u00e3o &#8211; o esp\u00edrito manifestado na consci\u00eancia do ser humano.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"text-align-justify\">Com o paralelo existente entre essas quatro figuras eg\u00edpcias e as quatro personagens do evangelho, citadas acima, vemos que tamb\u00e9m na sabedoria eg\u00edpcia pode-se falar em <em>nigredo<\/em>, <em>albedo<\/em>, <em>cauda de pav\u00e3o<\/em> e <em>rubedo<\/em> (as quatro fases da alquimia). Nela, tamb\u00e9m encontramos os significados do Natal, da P\u00e1scoa, do Pentecostes e da Manisola. Constatamos, enfim, a representa\u00e7\u00e3o de um processo que se inicia com o surgimento de uma semente na consci\u00eancia, se desdobra com a germina\u00e7\u00e3o e crescimento dessa semente, e se consolida com a sua frutifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">A natureza e a sabedoria universal d\u00e3o testemunho da realidade mais interior do ser humano.<\/p>\n<h3><strong>Herodes e Ptha: o despertar da consci\u00eancia<\/strong><\/h3>\n<p class=\"text-align-justify\">O que define a n\u00f3s mesmos?<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Aquilo que chamamos de <em>eu<\/em> \u00e9 indefin\u00edvel, porque n\u00e3o \u00e9 nosso nome, n\u00e3o \u00e9 o lugar onde nascemos, n\u00e3o \u00e9 nossa profiss\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o nossos gostos particulares, ou seja, nada do que usamos para tentar definir a n\u00f3s mesmos, define a n\u00f3s mesmos. O <em>eu<\/em> \u00e9 essa consci\u00eancia que sempre existiu, sempre se manifesta e \u00e9 indefin\u00edvel. No est\u00e1gio onde nos encontramos agora, parecemos muito com Herodes, ou com Ptha, porque quando a consci\u00eancia humana acredita que o seu centro, seu <em>eu<\/em>, s\u00e3o os seus pensamentos, seus gostos, seus desejos, seus condicionamentos e tudo o mais, ela vive uma falsa identidade, vive um <em>eu<\/em> colado a esses v\u00e9us.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Contudo, al\u00e9m dessa identidade ilus\u00f3ria, existe um princ\u00edpio muito mais profundo, que \u00e9 o mesmo em todos n\u00f3s. Ele \u00e9 a ess\u00eancia da consci\u00eancia de si. \u00c9 a semente que se encontra dormindo profundamente no inverno da nossa consci\u00eancia\u00a0 e que precisa ser tocada, para que se torne novamente ativa.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Quando o toque acontece, ouvimos um chamado, uma voz, como se fosse uma for\u00e7a eletromagn\u00e9tica que mexe na b\u00fassola da nossa consci\u00eancia e faz com que essa b\u00fassola, que funcionava tranquilamente com seu norte e sul, seus gostos e desgostos, entre em convuls\u00e3o. Em termos simb\u00f3licos, dentro de Herodes, que \u00e9 o rei-Eu desta natureza, desperta um princ\u00edpio diferente. Na linguagem do evangelho, \u00e9 uma nova crian\u00e7a que nasce, e que Herodes busca desesperadamente saber onde est\u00e1, como \u00e9, por que veio. Isso porque a primeira rea\u00e7\u00e3o do nosso <em>eu<\/em>, quando essa semente se torna ativa, \u00e9 tentar retomar o controle da vida: a ordem, aquilo que lhe agrada, aquilo que lhe desagrada, a l\u00f3gica do <em>eu<\/em>. Por\u00e9m, como dissemos no primeiro texto desta s\u00e9rie, a partir do momento em que a semente da luz se torna ativa, a l\u00f3gica do <em>eu<\/em> nunca mais vai funcionar do mesmo jeito, e o ser humano necessariamente se torna um buscador.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Aqui, o paralelo entre Herodes e Ptha \u00e9 significativo. Ptha \u00e9 o deus da escurid\u00e3o, n\u00e3o no sentido pejorativo, mas no de que representa um estado de consci\u00eancia que a luz n\u00e3o consegue iluminar diretamente. Existe um princ\u00edpio de luz que se tornou ativo, mas ele ainda \u00e9 invis\u00edvel. \u00c9 por isso que no templo de Abu Simbel, por exemplo, a quarta est\u00e1tua, a de Ptha, nunca \u00e9 iluminada pela luz do sol, mesmo nos solst\u00edcios, e isso foi planejado para que fosse assim, pois as outras tr\u00eas s\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>Jo\u00e3o Batista e o limite da consci\u00eancia humana<\/strong><\/h3>\n<p class=\"text-align-justify\">O\u00a0 despertar da\u00a0 consci\u00eancia que marca o primeiro est\u00e1gio evolui e, se a consci\u00eancia de fato der ouvidos a essa voz e parar de insistir na sua velha l\u00f3gica egoc\u00eantrica, ela come\u00e7a um caminho de busca que gera uma primeira transforma\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, temos o surgimento de uma nova consci\u00eancia, que ainda n\u00e3o \u00e9 a consci\u00eancia espiritual, e que poder\u00edamos denominar \u201cconsci\u00eancia plenamente humana\u201d. Simultaneamente, ocorre o germinar da semente e ela passa a ser o motor principal da vida dessa consci\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\u00c9 por isso que no simbolismo interior do cristianismo, esse segundo est\u00e1gio \u00e9 associado \u00e0 figura de Jo\u00e3o, o Batista. Jo\u00e3o significa a\u00a0 consci\u00eancia humana, e Batista, porque ele anuncia algo que vem, e diz claramente:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"text-align-justify\">N\u00e3o sou eu, mas aquele que vem depois de mim.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"text-align-justify\">Ele sabe interiormente que n\u00e3o \u00e9 a mera transforma\u00e7\u00e3o inicial da sua consci\u00eancia-Eu que deve ser o produto final, e por isso ele anuncia que algo muito maior tem que se manifestar dentro dele. E essa transforma\u00e7\u00e3o o leva at\u00e9 um limite.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Os crist\u00e3os associaram esse limite com o rio Jord\u00e3o, que \u00e9 orientado de Norte a Sul. Jo\u00e3o se encontrava na margem oeste e olhava para margem leste, onde nasce o sol, e de onde simbolicamente vem a luz do sol ou a nova luz dentro do pr\u00f3prio ser humano.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Mas esse limite da consci\u00eancia j\u00e1 foi indicado no passado como o rio Nilo, no Egito; como o Mar Vermelho, para os Hebreus; como o oceano Atl\u00e2ntico, na Idade M\u00e9dia, para onde as pessoas faziam uma peregrina\u00e7\u00e3o at\u00e9 Santiago de Compostela, indo at\u00e9 Finisterre (o fim da terra, o fim de tudo). E a pr\u00f3pria busca do ouro que se deu nas Am\u00e9ricas associa-se em grande medida \u00e0 travessia do continente e \u00e0 chegada no grande mar, o oceano Pac\u00edfico, pode ser tamb\u00e9m, em termos modernos, a indica\u00e7\u00e3o desse limite.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Ent\u00e3o, a nova consci\u00eancia, que ainda \u00e9 a consci\u00eancia humana, mas na qual a semente, o princ\u00edpio universal germinou e j\u00e1 gerou uma grande transforma\u00e7\u00e3o, precisa chegar ao seu limite.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">E o que ela encontra quando atinge esse limite?<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Ela encontra a si mesma.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong>: Para mais sobre a travessia do continente americano e a busca pelo Grande Mar, ver Peabiru, do cora\u00e7\u00e3o ao oceano.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Ir para a<a href=\"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/natal-e-espiritualidade-parte-3-o-novo-ser-humano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> parte 3<\/a><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\n","protected":false},"author":923,"featured_media":7226,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-90011","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/90011","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/923"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7226"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90011"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90011"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=90011"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=90011"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}