{"id":89451,"date":"2019-02-23T14:11:36","date_gmt":"2019-02-23T14:11:36","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/eu-uma-e-outra-vez\/"},"modified":"2025-01-01T20:47:04","modified_gmt":"2025-01-01T20:47:04","slug":"eu-uma-e-outra-vez","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/eu-uma-e-outra-vez\/","title":{"rendered":"Eu, uma e outra vez"},"content":{"rendered":"<p><iframe title=\"Spotify Embed: #22 Eu, uma e outra vez\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/7hiU9zjy2CWpvOmvKMiwr5?si=tgWoGs9_TtWR62drLvJCXQ&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"text-align-justify\"><em>A cada momento, voc\u00ea escolhe seu eu. Mas ser\u00e1 que voc\u00ea realmente escolhe o seu pr\u00f3prio eu? O corpo e a alma oferecem mil possibilidades a partir das quais voc\u00ea pode &#8220;construir&#8221; muitos eus, mas apenas em uma delas h\u00e1 congru\u00eancia entre a pessoa que faz a escolha e o eu real que foi escolhido.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><em>Apenas uma \u2013 e voc\u00ea a encontrar\u00e1 ap\u00f3s ter esgotado todas as outras possibilidades, todas as curiosidades, tentado pelo deslumbre e pelo\u00a0 desejo, t\u00e3o superficiais e fugazes \u2013 apenas uma pode sustentar a experi\u00eancia do maior mist\u00e9rio da vida: o conhecimento do talento confiado a voc\u00ea, o qual, na verdade, \u00e9 \u201cvoc\u00ea\u201d.<\/em><\/p>\n<p class=\"text-align-right\">Dag Hammarskj\u00f6ldRetirado do livro &#8220;Markings&#8221;, cap\u00edtulo &#8220;1945-1949&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"text-align-justify\">\n<h3><strong>Trabalhando em si mesmo<\/strong><\/h3>\n<p class=\"text-align-justify\">Via de regra, este t\u00f3pico n\u00e3o costuma estar no topo da nossa agenda di\u00e1ria. Se n\u00e3o for o caso de estarmos na passagem de ano, quando nos perguntamos quais mudan\u00e7as devem ser feitas em rela\u00e7\u00e3o a exerc\u00edcios f\u00edsicos, limpeza, ordem da casa etc. (todas as quest\u00f5es relacionadas \u00e0 nossa autoimagem), o trabalho sobre si mesmo \u00e9 um t\u00f3pico com o qual quase ningu\u00e9m se preocupa realmente.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O trabalho realizado em si mesmo \u00e9 principalmente um trabalho realizado na sua autoimagem. Nesse ponto, \u00e0s vezes \u00e9 muito importante a forma como se \u00e9 visto pelos outros. Isso quer dizer que tudo est\u00e1 relacionado \u00e0 competi\u00e7\u00e3o e ao <em>status<\/em>, e \u00e9 isso que nos encoraja a aspirar a coisas e atitudes que nos permitam parecer mais inteligentes, resistentes, ricos, atraentes \u2013 coisas a que n\u00e3o aspiramos por conta pr\u00f3pria. Ao fazer isso, estamos &#8220;trabalhando&#8221; quase incessantemente nossa autoimagem. Mas em algum ponto, em algum &#8220;momento psicol\u00f3gico&#8221;, podemos nos distanciar e focar em coisas mais importantes. Aqui j\u00e1 est\u00e1 claro que o trabalho em si mesmo n\u00e3o se limita ao desenvolvimento de sua personalidade. Qualquer coisa ou pessoa com que eu me associe tamb\u00e9m desempenha um papel. O exterior nunca pode ser totalmente separado do interior (que \u00e9 o &#8220;eu\u201d).<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Quando voc\u00ea come\u00e7a a trabalhar realmente em si mesmo, inicia com seu pr\u00f3prio personagem e isso significa que, quando voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 plenamente satisfeito, tem que se explorar mais, ir mais fundo.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Como \u00e9 quando tentamos resolver conflitos e velhas disputas em nossa vizinhan\u00e7a pr\u00f3xima? Podemos evitar temas conflitantes, ser pacientes e encontrar estrat\u00e9gias para lidar com pessoas que constantemente criam tens\u00e3o. Mas tamb\u00e9m podemos escolher olhar mais fundo, e \u00e9 quando percebemos que as raz\u00f5es para essas tens\u00f5es tamb\u00e9m est\u00e3o dentro de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Algumas pessoas desencadeiam rea\u00e7\u00f5es defensivas em n\u00f3s e tentamos nos distinguir delas acusando-as de estarem erradas, ou as empurramos para o plano de fundo e deixamos claro para elas suas defici\u00eancias. Muitas vezes, um olhar desapaixonado \u00e9 suficiente para nos mostrar que, na realidade, elas n\u00e3o fizeram nada de errado, nada que merecesse ser criticado. No entanto, n\u00f3s continuamos lutando e combatendo\u2026 H\u00e1 algo no comportamento dessas pessoas que abala nossa autoimagem e nos leva a colocar limites excessivos. Parece que deixar esse conflito ser resolvido tira algo de n\u00f3s, que para eliminar a tens\u00e3o temos que desistir de algo de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Eu sou eu apenas se puder me diferenciar de X ou Y?<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\n<h3><strong>Um caminho se revela<\/strong><\/h3>\n<p class=\"text-align-justify\">Durante o desenvolvimento da alma somos capazes de abandonar os limites que colocamos para n\u00f3s mesmos. H\u00e1 um princ\u00edpio de alma v\u00edvido no cora\u00e7\u00e3o de cada um de n\u00f3s que se origina na fonte prim\u00e1ria divina. Se esse princ\u00edpio de alma for capaz de se abrir, os limites do nosso eu atual tornam-se mais transparentes, pois se tornam cada vez menos necess\u00e1rios. A alma que desperta na fonte divina pode de fato parar de levantar barricadas e de lutar. Ela n\u00e3o precisa de nenhum conflito. \u00c9 diferente do eu de hoje, que n\u00e3o pode sobreviver sem limites por achar que se perder\u00e1 caso n\u00e3o estabele\u00e7a fronteiras sobre as quais tenha, pelo menos, controle parcial.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Assim, dentro de n\u00f3s desenvolve-se uma luta entre a alma egoc\u00eantrica e a alma eterna. Aqueles que est\u00e3o preparados para desenvolver sua autoconsci\u00eancia aprendem a aceitar todas as indica\u00e7\u00f5es encontradas em conflitos ainda inevit\u00e1veis. A alma sente a dor da rejei\u00e7\u00e3o, a dor do dogmatismo e a dor de cruzar fronteiras nas rela\u00e7\u00f5es com os outros. Essa dor \u00e9 um guia para tomar novas decis\u00f5es, para deixar de lado velhos limites. Cada sentimento mostra quem eu sou no momento e me pergunta quem eu gostaria de ser \u2013 ou quem nas profundezas do meu ser eu realmente sou. Ent\u00e3o, um caminho aparece, o caminho que ainda precisa ser percorrido.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Certa vez, um amigo me disse que a exist\u00eancia externa, com todos os seus eventos, era algo como o meu pr\u00f3prio &#8220;eu externo&#8221;. Por muito tempo eu n\u00e3o entendi essa afirma\u00e7\u00e3o. Mas o mesmo vale para coisas da vida, como acontece nos encontros pessoais mais ou menos cheios de conflitos. Eu experimento novos eventos todos os dias, aos quais eu devo reagir, e h\u00e1 muitas coisas que n\u00e3o posso controlar. Mas cada incidente individual que eu experimento me mostra quem eu sou. Alegria, gan\u00e2ncia, medo, colocar limites: eu abro e fecho meus limites, luto pelo controle da situa\u00e7\u00e3o. Em momentos de quietude, posso admitir que estou aprendendo sobre mim baseado em como reajo.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Eu n\u00e3o sou apenas aquele que eu sou na privacidade da minha pr\u00f3pria casa no final de um dia de trabalho. N\u00e3o sou s\u00f3 aquele que sou na companhia de amigos. Eu sou tudo o que acontece comigo. Independentemente de um evento ser bom ou ruim, sou eu quem toma decis\u00f5es sobre ele, espont\u00e2nea e subconscientemente. E isso continua at\u00e9 o momento em que finalmente eu possa permitir que essas ocorr\u00eancias modelem minha vida \u2013 e a mim. At\u00e9 o momento em que a alma se torne forte o suficiente para equilibrar a balan\u00e7a do bem e do mal, e deste sil\u00eancio emerja o Verdadeiro Eu, para o qual eu me dirijo. At\u00e9 o momento em que eu possa finalmente escolher esse Eu.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\n<p class=\"text-align-justify\">\n","protected":false},"author":920,"featured_media":5603,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-89451","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/89451","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/920"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5603"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89451"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89451"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=89451"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=89451"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}