{"id":88592,"date":"2017-11-11T10:25:00","date_gmt":"2017-11-11T10:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/do-centro-da-galaxia-ao-centro-de-nosso-coracao\/"},"modified":"2017-11-11T10:25:00","modified_gmt":"2017-11-11T10:25:00","slug":"do-centro-da-galaxia-ao-centro-de-nosso-coracao","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/do-centro-da-galaxia-ao-centro-de-nosso-coracao\/","title":{"rendered":"Do centro da gal\u00e1xia ao centro de nosso cora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A finalidade do Calend\u00e1rio Maia envolve disciplinas t\u00e3o diversas quanto a cosmologia, a filosofia, a sabedoria eterna, a espiritualidade e as mitologias relacionadas com as eras \u2013 o que oferece uma \u00f3tima vis\u00e3o de mundo, que n\u00e3o encontra paralelo em nenhuma outra tradi\u00e7\u00e3o da humanidade. Em ess\u00eancia, a tradi\u00e7\u00e3o maia defende, elucida e explica os ensinamentos da Sabedoria Universal que residem no cora\u00e7\u00e3o de todas as grandes tradi\u00e7\u00f5es da humanidade.<\/p>\n<p>Simplificando: a experi\u00eancia de coletar dados atrav\u00e9s do tempo a partir de descobertas arqueol\u00f3gicas, antropol\u00f3gicas, culturais e astrof\u00edsicas \u00e9 como um caminho de inicia\u00e7\u00e3o cada vez mais profundo, que nos une surpreendentemente \u00e0 vis\u00e3o de mundo de um Criador, de Sua Cria\u00e7\u00e3o e de Suas Criaturas.&nbsp; Jamais algu\u00e9m deixar\u00e1 de ser um estudioso da cosmologia maia.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o se alegra e o cora\u00e7\u00e3o fica radiante quando descobrimos que os ensinamentos maias n\u00e3o s\u00e3o cren\u00e7as arbitr\u00e1rias de outro povo desta natureza, mas sim ensinamentos que se conectam com as grandes verdades professadas por todas as mais s\u00f3lidas tradi\u00e7\u00f5es espirituais. Raz\u00e3o e cora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m vibram com o exemplo humilde e poderoso das realiza\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que eles concretizaram no curto per\u00edodo de tempo que estiveram entre n\u00f3s (Per\u00edodo Cl\u00e1ssico: entre 250&nbsp; e 900 d.C.).<\/p>\n<p>A antiga civiliza\u00e7\u00e3o olmeca, que precedeu os maias, acreditava que o centro do Universo era a Estrela Polar, em torno da qual todas as outras estrelas parecem girar. Mas os maias reconheceram um novo centro c\u00f3smico, preservado na Doutrina das Eras do Mundo, em seu Mito da Cria\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>A Via L\u00e1ctea atravessa a ecl\u00edptica (o caminho do zod\u00edaco trilhado pelo Sol, pela Lua e pelos planetas) em dois pontos: um em Sagit\u00e1rio e o outro em G\u00eameos. De acordo com o simbolismo maia, esses pontos de cruzamento coincidem com o centro de nossa gal\u00e1xia, da Via L\u00e1ctea: o centro gal\u00e1tico.<\/p>\n<p>\u00c9evidente que a identifica\u00e7\u00e3o do centro de nosso Universo foi uma contribui\u00e7\u00e3o essencial dos maias: os graus finais da constela\u00e7\u00e3o <em>Sagit\u00e1rio<\/em> apontam para o centro da gal\u00e1xia; e a antiga cruz eg\u00edpcia, <em>Ankh<\/em>, descreve a chave da vida para os iniciados nos mist\u00e9rios das pir\u00e2mides. Um pouco depois da Idade M\u00e9dia, com a contribui\u00e7\u00e3o da gnose judaica sobre a <em>\u00c1rvore da Vida<\/em> e seus dez <em>Sephiroth<\/em> e atrav\u00e9s da cabala, chegamos ao entendimento de que esse centro gal\u00e1tico revela <em>Da&#8217;at<\/em>, a Luz Silenciosa, e <em>\u00cdsis<\/em>, a M\u00e3e do Universo Gal\u00e1tico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sete Araras (<\/strong>Vacub Caquix, o deus arrogante)&nbsp;<strong> , Quetzalcoatl (a Serpente Emplumada), Um-Hunap\u00fa (o deus da fertilidade, pai dos deuses g\u00eameos) e a atual astrof\u00edsica<\/strong><\/p>\n<p>Os maias consideraram tr\u00eas princ\u00edpios b\u00e1sicos, todos igualmente importantes e associados a tr\u00eas de igual import\u00e2ncia e associados a tr\u00eas divindades: Arara (<em>Ursa Maior,<\/em> o centro polar), Quetzalcoatl (as <em>Pl\u00eaiades,<\/em> o z\u00eanite) e Um-Hunap\u00fa (o <em>Sol<\/em> no solst\u00edcio de dezembro, o centro gal\u00e1tico) .<\/p>\n<p>O centro da gal\u00e1xia emerge como o centro c\u00f3smico maior: \u00e9 o centro que cont\u00e9m as considera\u00e7\u00f5es mais elevadas poss\u00edveis e a perspectiva mais global \u2013 da mesma forma pela qual o modelo helioc\u00eantrico introduzido por Cop\u00e9rnico no s\u00e9culo XVI sup\u00f5e uma maneira superior de representar o cosmo em compara\u00e7\u00e3o com o modelo geoc\u00eantrico anterior. Ou seja: os&nbsp; maias chegaram a um entendimento cosmol\u00f3gico que ultrapassou outras perspectivas anteriores e menos completas.<\/p>\n<p>Como a divindade de solst\u00edcio de dezembro (Um-Hunap\u00fa, o Sol) mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es com o centro da gal\u00e1xia? O alinhamento do ano de 2012 de nossa era mostrou o fen\u00f4meno conhecido como a \u201cprecess\u00e3o dos equin\u00f3cios\u201d: \u00e0 medida que gira, a Terra &#8220;balan\u00e7a&#8221; lentamente em seu eixo, alterando nosso direcionamento em rela\u00e7\u00e3o aos grandes campos estelares \u2013 e isso inclui a Via L\u00e1ctea. O fen\u00f4meno tamb\u00e9m afeta os solst\u00edcios, de modo que a posi\u00e7\u00e3o do Sol no solst\u00edcio de dezembro vem mudando lentamente ao longo de mil\u00eanios. Na verdade, no solst\u00edcio de dezembro, o Sol se alinha com a cruz maia e o centro da gal\u00e1xia apenas uma vez a cada 26.000 anos \u2013 que \u00e9 a dura\u00e7\u00e3o de todo o ciclo de precess\u00e3o. \u00c9 por isso que agora, nestes \u00faltimos anos, ele est\u00e1 alinhado com esse centro gal\u00e1tico da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>Em 1994, John Major Jenkins descobriu que a sagrada Pelota Maia <em>(<\/em><em>poc-ta-tok<\/em>, jogo de bola ritual\u00edstico) e seu Mito da Cria\u00e7\u00e3o representam o alinhamento gal\u00e1tico. Foi assim que descobriu que o primeiro Calend\u00e1rio Maia veio de Izapa, um assentamento arqueol\u00f3gico com uma rica fonte de esculturas, profecias e ensinamentos espirituais.<\/p>\n<p>Jenkins prop\u00f5e que devemos considerar um alinhamento como um eclipse, uma vez que um alinhamento, assim como os eclipses, traz em si o significado alqu\u00edmico b\u00e1sico da &#8220;transcend\u00eancia ou supera\u00e7\u00e3o dos opostos&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Uni\u00e3o em polaridade<\/strong><\/p>\n<p>Na metaf\u00edsica maia, essa uni\u00e3o tem um significado mais profundo \u2013 um significado que vai al\u00e9m da uni\u00e3o entre masculino-feminino e outros pares opostos: envolve a rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o dual entre infinito e finito, entre eternidade e tempo, a uni\u00e3o do superior com o inferior. O alinhamento n\u00e3o representa <em>polaridade, <\/em>mas sim <em>afilia\u00e7\u00e3o.<\/em> Portanto, existe uma uni\u00e3o entre o centro criativo e a part\u00edcula criada.<\/p>\n<p>A partir de seu centro estelar, a part\u00edcula compartilha uma filia\u00e7\u00e3o com sua origem. Quando, em seu Mito da Cria\u00e7\u00e3o, os maias apresentam a uni\u00e3o de Quetzalcoatl (o Sol) e V\u00eanus, est\u00e3o mostrando a uni\u00e3o da natureza superior com a inferior \u2013 o que acontece durante os eclipses.<\/p>\n<p>Nossa natureza superior n\u00e3o destr\u00f3i nossa natureza inferior. Na verdade, ela a engloba, a cont\u00e9m e a vivifica at\u00e9 retornarmos a ela com uma compreens\u00e3o completa de sua afilia\u00e7\u00e3o, de seu projeto e de seu objetivo.<br \/>\nN\u00f3s <em>n\u00e3o evolu\u00edmos<\/em> para esses estados, pois eles residem na raiz, na ess\u00eancia de nosso ser. Na verdade, <em>n\u00f3s os revelamos<\/em> (lembrem-se da \u201c\u00cdsis Sem V\u00e9u\u201d), quando deixamos para tr\u00e1s as limita\u00e7\u00f5es que nos impediam de reconhecer a realidade de sua presen\u00e7a imanente.<\/p>\n<p>\nEsses princ\u00edpios da sagrada ci\u00eancia maia n\u00e3o diferem de forma alguma dos ensinamentos herm\u00e9ticos do Egito, dos tao\u00edstas da China, dos gn\u00f3sticos do cristianismo, dos descritos na \u00c1rvore da Vida e os <em>sephirots<\/em>, e dos propostos pelos rosa-cruzes cl\u00e1ssicos no casamento alqu\u00edmico de Crist\u00e3o Rosa-Cruz, ou pela Teosofia.<br \/>\nS\u00e3o ci\u00eancias espirituais que n\u00e3o param de falar sobre a uni\u00e3o do <em>centro do cora\u00e7\u00e3o<\/em> com o <em>centro do Universo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2273,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110095],"tags_english_":[],"class_list":["post-88592","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-science-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/88592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2273"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88592"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=88592"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=88592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}