{"id":121978,"date":"2025-10-16T22:02:42","date_gmt":"2025-10-16T22:02:42","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/?post_type=logon_article&#038;p=121978"},"modified":"2025-11-23T18:00:34","modified_gmt":"2025-11-23T18:00:34","slug":"ponto-de-atencao","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/ponto-de-atencao\/","title":{"rendered":"Ponto de aten\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Qual \u00e9 o foco de minha aten\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: #192 Ponto de Atenc\u0327a\u0303o\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/70JO2hVxAVzxrazYo6Tmku?si=R_D1kTejRd6SzX3CIkUT2A&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p>Geralmente, a aten\u00e7\u00e3o surge como um ponto que gira em torno de si mesmo. \u00c9 como se ela s\u00f3 pudesse estar focada em uma coisa por vez: em algo que eu vejo ou sinto, um pensamento, uma mem\u00f3ria. \u00c9 por isso que ela gira em c\u00edrculos em torno de si mesma, caoticamente, em um turbilh\u00e3o de pensamentos e sentimentos.<\/p>\n<p>Na verdade, meus olhos s\u00f3 conseguem enxergar claramente uma parte muito pequena de meu campo de vis\u00e3o. Como sempre examino tudo ao meu redor com os olhos, movendo-os para os lados, para cima e para baixo, tenho a ilus\u00e3o de que consigo ver tudo claramente, como se percebesse a totalidade. Mas, efetivamente, s\u00f3 tenho uma ideia do Todo &#8211; n\u00e3o estou vendo o Todo em realidade.<\/p>\n<p>\u00c9 semelhante ao que acontece com os pensamentos. Em minha cabe\u00e7a, s\u00f3 cabe um pensamento de cada vez &#8211; assim como quando eu leio ou escrevo. Minha aten\u00e7\u00e3o envolve um pensamento, algumas palavras ou conceitos. Quando falo, pronuncio palavra por palavra. Minha aten\u00e7\u00e3o est\u00e1 sempre limitada a um pensamento, uma mem\u00f3ria, um sentimento: a uma parte muito pequena de toda a realidade.<\/p>\n<p>A partir disso, o c\u00e9rebro tenta construir um Todo. Ele faz uma representa\u00e7\u00e3o do Todo com a ajuda de minha mem\u00f3ria, para que eu possa agir de forma razoavelmente significativa neste mundo do qual tenho uma representa\u00e7\u00e3o, uma ideia. A representa\u00e7\u00e3o se expande por meio da experi\u00eancia e \u00e9 assim que \u201caprendemos\u201d.<\/p>\n<p>Com isso, meu ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 muito ca\u00f3tico, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Ele se determina a partir de uma lasca, uma fra\u00e7\u00e3o de tudo &#8211; e at\u00e9 da realidade daquilo que \u201csou eu mesmo\u201d. \u00c9 como se eu quase nunca estivesse completamente comigo mesmo. Sim, que tagarelice \u00e9 essa dentro da minha cabe\u00e7a? N\u00e3o seria um estreitamento da consci\u00eancia, uma limita\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Esse pequeno ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 espiral! Ser\u00e1 que tenho controle sobre ele? Isso me faz feliz? Afinal, qual \u00e9 o n\u00facleo de meu ser? Quais s\u00e3o suas principais for\u00e7as determinantes? Minha aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria determinada pelos objetivos de todos os meus desejos e necessidades? Aspiro a alguns objetivos futuros e quero tentar alcan\u00e7\u00e1-los com pensamentos e a\u00e7\u00f5es. Meu ponto de aten\u00e7\u00e3o fica sempre examinando ao redor para determinar sua posi\u00e7\u00e3o &#8211; e tamb\u00e9m sua oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos animais, tamb\u00e9m reconhecemos esse ponto que precisa estar constantemente vigilante para sentir se est\u00e1 seguro ou para descobrir onde h\u00e1 comida. Nesta vida natural, observamos um processo de desenvolvimento da consci\u00eancia tanto nas plantas como em animais e seres humanos. Foi assim que a consci\u00eancia se desenvolveu na consci\u00eancia do eu que sou agora.<\/p>\n<p>Minha aten\u00e7\u00e3o sempre reflete um fragmento do Todo. Mas, que tal se agora eu tentar n\u00e3o fixar minha aten\u00e7\u00e3o em um pensamento, em uma palavra ou em uma outra coisa qualquer, e apenas ouvir o sil\u00eancio interior e perceber que tudo \u00e9, que eu sou? O que acham de eu fazer isso sem nada saber, sem nada entender, e permanecer im\u00f3vel, maravilhado, em plena quietude, voltando meu olhar para dentro &#8211; para a fonte de minha consci\u00eancia, para todas as consci\u00eancias e todas as vidas?<\/p>\n<p>Prestar aten\u00e7\u00e3o no Todo! S\u00f3 assim a consci\u00eancia conseguir\u00e1 despertar a partir da centelha divina, una com a fonte de tudo. Os rosa-cruzes cl\u00e1ssicos tamb\u00e9m chamam essa centelha de \u201c\u00e1tomo primordial\u201d. Em seu livro sobre a Pistis Sophia, J. van Rijckenborgh descreve uma atividade muito especial, no cap\u00edtulo sobre o \u00e1tomo primordial e o que acontece quando somos capazes de focar continuamente nossa aten\u00e7\u00e3o nesse \u00e1tomo primordial.<\/p>\n<p>Quando nossa consci\u00eancia se concentra na centelha divina que reside em nosso cora\u00e7\u00e3o, aquela pepita de ouro que \u00e9 a fonte de tudo, que \u00e9 nossa conex\u00e3o com o Todo e com todos, ent\u00e3o vai crescendo em n\u00f3s a compreens\u00e3o de que tudo \u00e9 que tudo est\u00e1 simultaneamente em todos os lugares.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que todo pensamento ou interpreta\u00e7\u00e3o de nosso ego perturba essa compreens\u00e3o. Ent\u00e3o, somos tocados e vivenciamos algo que n\u00e3o pode ser expresso em palavras &#8211; algo que surge de um profundo anseio no qual nossa aten\u00e7\u00e3o j\u00e1 pode mergulhar, para que possamos crescer e nos tornar mais fortes. \u00c9 a\u00ed que a centelha se transforma em puro fogo!<\/p>\n<p>Agora percebo que tenho de me render, deixar tudo para tr\u00e1s, para desaparecer nessa fonte. A fonte se apresenta como o pr\u00f3prio Amor! Assim, nos vemos diante do port\u00e3o onde o Eu desaparece e tudo o mais se revela &#8211; sentindo o imenso anseio pelo Uno, por esse Uno que reconhecemos em um amoroso abra\u00e7o. Agora, nossa consci\u00eancia consegue se transformar em um lago sem ondula\u00e7\u00f5es, onde a Luz pode se refletir. Ent\u00e3o, a Luz nos toca e nos tornamos unos com ela.<\/p>\n<p>Aspirem ao Amor, entreguem-se ao Amor &#8211; como se fosse uma inspira\u00e7\u00e3o e uma expira\u00e7\u00e3o! Lentamente, haver\u00e3o de se tornar conscientes de um duplo fluir de energia. \u201cTudo receber, tudo ofertar\u201d. Essa consci\u00eancia florescente, que percebe que \u201ctudo \u00e9 ao mesmo tempo e est\u00e1 simultaneamente em todos os lugares\u201d, \u00e9 o Amor!<\/p>\n<p>Muitos testemunhos m\u00edsticos de v\u00e1rias tradi\u00e7\u00f5es falam de um \u201csair do tempo\u201d. Por exemplo: Krishnamurti frequentemente fala do \u201cfim do tempo\u201d. Ele v\u00ea isso como um futuro para a humanidade.<\/p>\n<p>O Eu percebe sua limita\u00e7\u00e3o e sabe que precisa morrer &#8211; sair da limita\u00e7\u00e3o do ponto solit\u00e1rio e girat\u00f3rio de sua aten\u00e7\u00e3o. Agora, ele observa que est\u00e1 no limiar da \u201cplenitude\u201d, na rendi\u00e7\u00e3o. Trata-se da revers\u00e3o da consci\u00eancia, o ponto de virada.<\/p>\n<p>No livro O Verbo Vivente, de Catharose de Petri, lemos a hist\u00f3ria dos peregrinos de Ema\u00fas, ap\u00f3s a crucifica\u00e7\u00e3o de Cristo e de sua ressurrei\u00e7\u00e3o. A consci\u00eancia solit\u00e1ria e abandonada n\u00e3o consegue compreender, n\u00e3o consegue entender que n\u00e3o h\u00e1 mais forma e que a consci\u00eancia-eu j\u00e1 n\u00e3o tem qualquer controle. Mas Ele, \u201co ressuscitado\u201d, \u00e9 reconhecido interiormente pelo Amor, pelo partir do p\u00e3o, pelo ato de dar.<\/p>\n<p>Portanto, a \u00fanica b\u00fassola que possu\u00edmos \u00e9 o reconhecimento da centelha do Esp\u00edrito, que \u00e9 o Amor. Deixem que ela cres\u00e7a a partir de sua pr\u00f3pria aten\u00e7\u00e3o, a partir da fonte do pr\u00f3prio Amor! Dessa forma, o sentimento do Eu se desfaz e a gota se dissolve no oceano. Deixem tudo para tr\u00e1s e mantenham apenas o Amor.<\/p>\n","protected":false},"author":609,"featured_media":119221,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-121978","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/121978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/609"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/119221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=121978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=121978"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=121978"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=121978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}