{"id":120972,"date":"2025-09-09T13:58:09","date_gmt":"2025-09-09T13:58:09","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/?post_type=logon_article&#038;p=120972"},"modified":"2025-09-20T15:50:24","modified_gmt":"2025-09-20T15:50:24","slug":"a-look-within-consciousness","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/a-look-within-consciousness\/","title":{"rendered":"Olhar da Consci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><b>Um novo olhar para si mesmo, para a humanidade e o mundo \u00e0 sua volta<\/b><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: #187 Olhar da Consci\u00eancia\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/1O4CbpFW9TAyNY9ODMSaiz?si=_Ys90sFaQS6ZdtSg_V38yg&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p>Pela perspectiva temporal, no grande filme de toda exist\u00eancia, a vida de cada indiv\u00edduo \u00e9 apenas uma breve cena. Tudo \u00e9 sempre renovado. A cada instante, nosso corpo muda, tudo ao nosso redor muda \u2013 e s\u00e3o mudan\u00e7as que, na maioria das vezes, n\u00e3o percebemos de imediato.<\/p>\n<p>Talvez voc\u00ea j\u00e1 tenha se perguntado: \u201c<i>Ser\u00e1 que esse processo de constantes mudan\u00e7as est\u00e1 me fazendo evoluir<\/i>?\u201d A resposta para essa pergunta \u00e9 quase desconcertante: para evoluirmos realmente, precisamos perceber que h\u00e1 um abismo entre o estado humano natural e sua meta de transforma\u00e7\u00e3o \u2014 o estado humano-divino. Afinal, olhando de cima, de fora do tempo, observamos que o ser humano \u00e9 um pensamento divino, sem come\u00e7o nem fim.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, nosso estado humano natural \u00e9 marcado pelo egocentrismo \u2014 e a condi\u00e7\u00e3o egoc\u00eantrica \u00e9 fechada em si mesma. Para evoluir de forma real, mais do que as mudan\u00e7as externas advindas dos intermin\u00e1veis ciclos naturais, precisamos observar nossos automatismos egoc\u00eantricos em um processo di\u00e1rio de autoconhecimento, at\u00e9 que eles se dissolvam aos poucos. Sem isso, apesar das aparentes mudan\u00e7as, apenas repetiremos velhas cenas.<\/p>\n<p>A despeito das constantes mudan\u00e7as em tudo e em todos, algo em n\u00f3s \u00e9 permanente e nos d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de sermos os mesmos durante toda a vida. Talvez voc\u00ea j\u00e1 tenha se perguntado: \u201c<i>O que em mim \u00e9 permanente<\/i>?\u201d A resposta pode surpreender: o n\u00facleo da consci\u00eancia \u2013 ou seja, a faculdade de perceber a si mesmo e o mundo ao redor\u00a0 \u2013 \u00e9 algo que sempre est\u00e1 presente.<\/p>\n<p>No entanto, h\u00e1 uma confus\u00e3o comum a todos n\u00f3s: frequentemente, tomamos como nossa identidade o produto de nossas faculdades criadoras naturais \u2013 e, com isso,\u00a0 deixamos de notar que aquilo que realmente nos identifica, e \u00e9 permanente, \u00e9 a pr\u00f3pria\u00a0 faculdade de percep\u00e7\u00e3o e sua contraparte: um n\u00facleo supra-humano em nosso cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E quais s\u00e3o essas faculdades naturais que dirigem nossas vidas cotidianas? Nosso pensar, querer, sentir, desejar, reagir e agir. Seus produtos \u2014 nossos pensamentos, inten\u00e7\u00f5es, sentimentos, desejos, a\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es\u00a0 \u2014 passam a ser confundidos com quem somos. Dessa identifica\u00e7\u00e3o nasce a falsa ideia de que a nossa identidade, que muda constantemente, \u00e9 que determina todo o nosso estado de vida. Assim, perdemos o presente vivo e nos prendemos\u00a0 ao passado ou ao\u00a0 temer do futuro.<\/p>\n<p>Por um momento, olhemos para nossa faculdade de percep\u00e7\u00e3o: quem ou o que a dirige? Se formos honestos, reconheceremos que ela est\u00e1 aprisionada aos produtos das faculdades internas criadoras (pensar, querer, sentir, desejar,\u00a0reagir e agir), e n\u00e3o se deixa conduzir por seu polo universal, a centelha supra-humana que \u00e9 nosso verdadeiro Eu.<\/p>\n<p>Como mudar essa situa\u00e7\u00e3o? Como permitir que a vontade supra-humana nos conduza, ao inv\u00e9s da velha vontade autocentrada?\u00a0A resposta est\u00e1 em um processo de desconstru\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o. Precisamos mudar o n\u00facleo de nossa consci\u00eancia, dissolvendo pouco a pouco todos os nossos apegos centrados em n\u00f3s mesmos. Em resumo:\u00e9 necess\u00e1rio permitir que a nova consci\u00eancia, l\u00edmpida como uma superf\u00edcie cristalina, receba livremente as influ\u00eancias c\u00f3smicas,\u00a0sempre renovadas e transcendentes,\u00a0do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Afinal, apesar de muitos ainda desconhecerem,\u00a0o ser humano carrega em si\u00a0\u00a0uma centelha do Esp\u00edrito divino. Ativar esse n\u00facleo, essa semente no cora\u00e7\u00e3o, e pautar sua vida por ela, \u00e9 o in\u00edcio de\u00a0uma\u00a0verdadeira evolu\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o caminho da evolu\u00e7\u00e3o que nos transforma de seres humanos naturais em seres realmente humanos-divinos.<\/p>\n<p>Por isso podemos dizer, sem risco de engano: o primeiro passo desse caminho \u00e9 reorientar nosso olhar, elevando nossos olhos para o Esp\u00edrito. Toda a mudan\u00e7a vir\u00e1 a partir desse momento, mas n\u00e3o acontece em um piscar de olhos. Essa reorienta\u00e7\u00e3o \u00e9 cotidiana: \u00e9 um processo que dura toda uma vida.<\/p>\n<p>Se o processo dura a vida inteira, ent\u00e3o cada instante \u00e9 uma oportunidade. N\u00e3o se trata de uma espera passiva, mas de um despertar ativo \u2014 um convite a estar presente, a observar-se sem ilus\u00f5es e a agir a partir do que \u00e9 verdadeiro. No sil\u00eancio entre um pensamento e outro, na pausa entre uma a\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3xima, l\u00e1 est\u00e1 ela: a centelha. Paciente. Chamando. Cabe a n\u00f3s ouvir.<\/p>\n<p>A jornada da consci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 uma linha reta, mas uma espiral: revisitamos os mesmos desafios, por\u00e9m em n\u00edveis cada vez mais profundos. O que antes era apenas um vislumbre do divino em n\u00f3s pode, com persist\u00eancia e entrega, tornar-se o centro gravitacional de nossa exist\u00eancia.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 \u201cchegada\u201d, mas h\u00e1 transforma\u00e7\u00e3o. E nela, o paradoxo: ao nos esvaziarmos do que \u00e9 transit\u00f3rio, encontramos o que permanece; ao nos perdermos do falso eu, reencontramos nossa ess\u00eancia.\u00a0 No fim \u2014 que n\u00e3o \u00e9 um fim, mas um recome\u00e7o \u2014 restar\u00e1 apenas o essencial: o olhar da consci\u00eancia, l\u00edmpido e livre, refletindo a luz que nunca se apaga.<\/p>\n","protected":false},"author":609,"featured_media":120893,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[],"tags_english_":[],"class_list":["post-120972","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/120972","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/609"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/120893"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=120972"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=120972"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=120972"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=120972"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}