{"id":118085,"date":"2025-05-28T23:44:05","date_gmt":"2025-05-28T23:44:05","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/?post_type=logon_article&#038;p=118085"},"modified":"2025-06-02T17:59:33","modified_gmt":"2025-06-02T17:59:33","slug":"basta-pouco-para-ser-feliz","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/basta-pouco-para-ser-feliz\/","title":{"rendered":"Basta Pouco para Ser Feliz"},"content":{"rendered":"<p><em>Serenidade na aparente desesperan\u00e7a? Serenidade na situa\u00e7\u00e3o humana atual?<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: #178 Basta pouco para ser feliz\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/5BTpIRgVbMoQ4v7ukRwis2?si=OhzsozZBSvSEjl1WQT-sNw&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>Basta pouco para ser feliz,<br \/>\ne quem \u00e9 feliz \u00e9 rei<\/p><\/blockquote>\n<p>Esta \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o infantil que soa animada e alegre quando vozes de crian\u00e7as a cantam.<\/p>\n<p>Muito nos espera quando chegamos ao mundo. No in\u00edcio, nosso olhar n\u00e3o se fixa em nada espec\u00edfico ou individual. Em vez disso, nosso olhar se dirige ao vasto, ao aberto. Ser\u00e1 uma despedida? <u>Ser\u00e1<\/u> aqui que recebemos o alimento para uma jornada que n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil? Por um breve momento, ainda somos unidos com o todo. E assim, a realeza brilha atrav\u00e9s de n\u00f3s.<\/p>\n<p>De onde vem o brilho dos olhos das crian\u00e7as pequenas? Olhamos para elas e, por um instante, somos aliviados de nossas preocupa\u00e7\u00f5es cotidianas. Esse brilho n\u00e3o \u00e9 intencional, n\u00e3o \u00e9 fabricado. Ele simplesmente est\u00e1 ali. Algo brilha por meio daquela pequena pessoa, uma for\u00e7a que a sustentar\u00e1 pela vida, uma for\u00e7a \u201cvinda do nada\u201d.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo, quando esta pessoa ganha import\u00e2ncia e se coloca em primeiro plano, tal for\u00e7a se recolhe na vastid\u00e3o e profundidade imensas, mas permanecer\u00e1 com ela, como sustenta\u00e7\u00e3o, durante toda a vida.<\/p>\n<p>As pr\u00f3prias crian\u00e7as nem sempre s\u00e3o sempre felizes. Sim, elas brincam de maneira maravilhosa, lidam com tudo cheias de imagina\u00e7\u00e3o, s\u00e3o imagens vivas do grande jogo do mundo. \u00c9 gostoso observ\u00e1-las. As crian\u00e7as realizam um feito extraordin\u00e1rio, quase incompreens\u00edvel: elas brincam e externalizam o mundo, se tornam parte dele e absorvem tudo o que nele encontram. Enquanto o c\u00e9u claro ainda estiver aberto dentro deles, esse processo \u00e9 um ciclo. O C\u00e9u entra no mundo por meio das crian\u00e7as e elas devolvem para ele tudo o que tiram do mundo.<\/p>\n<p>Em seus olhos brilha o poder real \u2014 o poder do todo, o desejo de viver do todo, a alegria dos recome\u00e7os.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso pouco para ser feliz porque tudo j\u00e1 est\u00e1 presente. Mas a vis\u00e3o do todo se fecha, o olhar redondo se estreita, o maravilhamento se contrai em concentra\u00e7\u00e3o. Individualidades v\u00eam \u00e0 tona. O concreto entra em foco, obscurecendo o que \u00e9 aberto. O mundo torna-se o cen\u00e1rio, o primeiro plano.\u00a0 \u00c9 hora de aprender alguma coisa, pois como se pode\u00a0 existir separado de suas origens?\u00a0 \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o arriscada. \u00c9 preciso se equipar, treinar para dominar as coisas. A luta pela vida nos espera, a batalha por uma vida que definha. Como sobreviver? N\u00e3o se pode vencer. O mundo diz: adquira conhecimento, habilidades, estabele\u00e7a metas, aprenda estrat\u00e9gias, pratique. Come\u00e7amos a repartir a vibra\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio, a infinitude do fundamento primordial. Lutamos para conquistar um peda\u00e7o de terra s\u00f3 para n\u00f3s, falamos em \u201cpropriedade\u201d. A consci\u00eancia do todo, a vontade do todo, deixa-se transformar em consci\u00eancia do ego, em vontade do eu. As altas frequ\u00eancias da alegria, da serenidade e amor pela vida deixam-se usar para desejos e ideias pessoais. Suas vibra\u00e7\u00f5es se condensam. E assim, n\u00f3s mesmos nos tornamos mais densos; nossa permeabilidade ao princ\u00edpio diminui. \u201cN\u00e3o seja um sonhador, n\u00e3o viva no mundo da lua, mantenha os p\u00e9s no ch\u00e3o\u201d..<\/p>\n<p>A alegria c\u00f3smica dos constantes recome\u00e7os, a luz do sol interior,\u00a0 entra em n\u00f3s apenas de forma filtrada. Medos e desejos, elogios e censuras, orgulho e abatimento se interp\u00f5em diante dela.<\/p>\n<p>Nascemos sem nome, mas rapidamente nos d\u00e3o um. Agora o escutamos porque esse nome designa nossa exist\u00eancia,\u00a0 a certifica, torna-a oficial. &#8216;Sim, sou eu&#8217;, dizemos quando nosso nome \u00e9 chamado. Mas ser\u00e1 que \u00e9 realmente a mim que ele designa?<\/p>\n<p>Participamos do jogo da vida. Todos fazem o mesmo. \u00c0s vezes somos bons, \u00e0s vezes nem tanto. Quem desempenha o papel principal? Prestamos aten\u00e7\u00e3o nisso. Quem \u00e9 o \u201crei\u201d? A can\u00e7\u00e3o infantil\u00a0 j\u00e1 n\u00e3o ressoa em n\u00f3s:<\/p>\n<blockquote><p><em>Quem \u00e9 feliz&#8230; \u00e9 um rei.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>A realeza ainda est\u00e1 l\u00e1, mas agora oculta. O rei ainda envia mensagens. N\u00f3s as recebemos e as adaptamos para n\u00f3s mesmos. A hist\u00f3ria da humanidade est\u00e1 repleta do jogo dos reis. Guerra e destrui\u00e7\u00e3o andam de m\u00e3os dadas. Milh\u00f5es serviram ao seu \u201crei\u201d \u2014 e ainda hoje o fazem. Lutam por ele, morrem por ele. A imagem do rei, a imagem de dom\u00ednio, est\u00e1 profundamente impressa em n\u00f3s. E o que est\u00e1 impresso quer realizar-se. Assim, todos n\u00f3s, em algum momento, queremos ser reis, queremos governar sobre alguma coisa.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o vem a morte e um milagre pode acontecer: os olhos que se apagam deixam ir seus desejos e se voltam novamente para o aberto, para a vastid\u00e3o do come\u00e7o. E neles, apesar da situa\u00e7\u00e3o miser\u00e1vel, a alegria, vinda do nada, resplandece. A alma abandona os limites do corpo, d\u00e1 um passo rumo ao ilimitado e \u00e9 acolhida.<\/p>\n<p>Mas as nuvens que criamos em nossas vidas nos acompanham e escurecem a alma. N\u00f3s nos tornamos o resultado do que fizemos, quisemos, pensamos e sentimos. O traje externo \u00e9 descartado, mas continuamos a usar o interno. O sol do todo brilha atrav\u00e9s de n\u00f3s \u2013 agora somos muito perme\u00e1veis. E nossa vida \u00e9 refletida em sua luz. Admirados, talvez at\u00e9 com um arrepio, indagamos: \u2018Fui eu quem fez isso? Isso aconteceu por minha causa? O que fluiu de mim para outras pessoas e para o mundo? Ainda h\u00e1 tanto de mim no mundo?\u2019<\/p>\n<p>E ent\u00e3o, eventualmente, a alma retorna \u00e0 cena. O jogo ainda n\u00e3o acabou. Tudo o que dela emanou e o que a terra preservou para ela confronta agora a alma. Ela \u00e9 uma crian\u00e7a novamente\u00a0 e talvez cante\u00a0 \u2014 em outra l\u00edngua, em outro pa\u00eds\u00a0\u00a0 \u2014 o c\u00e2none cantado antes:<\/p>\n<blockquote><p><em>Basta pouco para ser feliz.<\/em><br \/>\n<em>E quem \u00e9 feliz \u00e9 rei.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Agora h\u00e1 uma pista. A can\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas evoca alegria, mas fala ao inconsciente, a uma vis\u00e3o oculta e n\u00e3o desenvolvida. Torna-se um impulso para o crescimento. A profundidade e vastid\u00e3o batem \u00e0 porta, mas o mundo rapidamente os enterra. A crian\u00e7a \u00e9 criada e tornada \u00fatil porque a seriedade da vida a espera.<\/p>\n<p>Mas, \u00e0s vezes, vem uma voz disruptiva no meio do caminho e for\u00e7a aquela crian\u00e7a a fazer uma pausa. Ela p\u00e1ra, olha para o aberto, ouve. O que a est\u00e1 incomodando? Volta \u00e0 sua ocupa\u00e7\u00e3o, mas se pergunta: o que estou realmente fazendo?<\/p>\n<p>N\u00f3s todos nos perguntamos: o que est\u00e1 realmente acontecendo? H\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de desconforto. N\u00e3o chamamos as coisas pelos seus verdadeiros nomes. Tudo o que acontece tem significado, mas qual? Qual \u00e9 o verdadeiro nome das coisas? Qual \u00e9 o meu, o seu verdadeiro nome?<\/p>\n<p>Ponderamos, sonhamos e n\u00e3o nos apegamos mais t\u00e3o fortemente. Impress\u00f5es de um futuro surgem, de nosso futuro? Impress\u00f5es de um passado, de nosso passado?<\/p>\n<blockquote><p><em>Quem \u00e9 feliz, \u00e9 rei.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Surgem percep\u00e7\u00f5es estranhas que evocam alegria. Continuamos a jogar o jogo e aprendemos nossos pap\u00e9is. Mas por dentro nos tornamos outros, uma esp\u00e9cie de corpo estranho. N\u00e3o somos apenas personagens. Sem d\u00favida, isso que nos ocupa tamb\u00e9m nos despoja de um reino, um reino de luz do qual s\u00f3 temos vagas, raras, impress\u00f5es. Por\u00e9m, contos de fadas, lendas, filosofias e declara\u00e7\u00f5es espirituais falam conosco de uma maneira especial. Cada um de n\u00f3s \u00e9 um rei sem pa\u00eds. Somos como que jogados de um lado para o outro em alto mar. E ent\u00e3o, as coisas melhoram, a terra aparece. Um pensamento estranho emerge. Ser\u00e1 que os diretores do jogo tamb\u00e9m me dirigem, ocupam meu territ\u00f3rio interno como governantes estrangeiros, v\u00eam porque esperam algo completamente diferente da minha vassalagem? Eles est\u00e3o buscando reden\u00e7\u00e3o e precisam de outra pessoa para isso?<\/p>\n<p>Quanto o sol interior participa das coisas do mundo, at\u00e9 mesmo em sua escurid\u00e3o! Ele brilha na ternura de uma flor, no sorriso de uma pessoa, no canto de um p\u00e1ssaro. Mas tamb\u00e9m pode brilhar atrav\u00e9s de olhos fechados&#8230; e de repente os olhos come\u00e7am a se abrir.<\/p>\n<p>A luz interior pode brilhar atrav\u00e9s do sofrimento, da tristeza, da\u00a0 dor e do erro. Ela os trata de forma l\u00fadica e cria a partir deles: sabedoria, discernimento, bondade. Sem n\u00f3s, isso n\u00e3o pode ser realizado. Estamos preparados, devemos cooperar em nossa transforma\u00e7\u00e3o e no todo. Espera-se que transformemos o peso em leveza. Isso pode ser feito na vibra\u00e7\u00e3o da alegria.<\/p>\n<p>No meio de complica\u00e7\u00f5es pesadas, a alegria irrompe de repente como um ladr\u00e3o. Isso n\u00e3o \u00e9 embara\u00e7oso? Felicidade nesta situa\u00e7\u00e3o? Serenidade na aparente desesperan\u00e7a? Serenidade na situa\u00e7\u00e3o que a humanidade vive hoje? Isso \u00e9 algo irrespons\u00e1vel e que faz balan\u00e7ar a cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da porta aberta do cora\u00e7\u00e3o, a luz nos penetra e leva \u00e0 alegria. Ela cont\u00e9m atribui\u00e7\u00f5es de trabalho. Como devo cumpri-las?<\/p>\n<p>Basta pouco para ser feliz.<\/p>\n<p>Tornar o mundo perme\u00e1vel. Permeie-o com a luz da alma para que o maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas perceba o que est\u00e1 acontecendo,\u00a0 quem s\u00e3o elas em suas profundezas. O Uno vem \u00e0 tona, a origem que est\u00e1 constantemente sendo fragmentada e esquecida. Os olhos s\u00e3o chamados a se abrirem novamente, o significado de nossa exist\u00eancia quer se revelar.<\/p>\n<p>Amplos espa\u00e7os podem emergir no cora\u00e7\u00e3o. Neles, coisas e pessoas s\u00e3o batizadas com seu verdadeiro nome. Elas s\u00e3o percebidas, entram em um espa\u00e7o do cora\u00e7\u00e3o \u2013 e s\u00e3o capturadas por for\u00e7as curativas de luz. O &#8216;M\u00e9dico do Mundo&#8217; trabalha nesses espa\u00e7os.<\/p>\n<p>Para ajud\u00e1-lo, devemos nos tornar pequenos. O M\u00e9dico do Mundo injeta um soro, um &#8216;v\u00edrus&#8217;, por assim dizer, naqueles que s\u00e3o absorvidos nos amplos espa\u00e7os do cora\u00e7\u00e3o onde a luz est\u00e1 em a\u00e7\u00e3o: o poder do Uno, o aberto, a semente da liberta\u00e7\u00e3o, a realeza.<\/p>\n<blockquote><p>Basta pouco para ser feliz.<br \/>\nE quem \u00e9 feliz \u00e9 rei.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"author":609,"featured_media":109104,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-118085","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/118085","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/609"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/109104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118085"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118085"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=118085"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=118085"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}