{"id":114392,"date":"2024-12-17T16:47:59","date_gmt":"2024-12-17T16:47:59","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/dance-dance-pois-estamos-perdidos\/"},"modified":"2025-01-01T15:56:06","modified_gmt":"2025-01-01T15:56:06","slug":"dance-dance-pois-estamos-perdidos","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/dance-dance-pois-estamos-perdidos\/","title":{"rendered":"Dance, dance, pois estamos perdidos&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O homem \u00e9 uma alma que tem um corpo. N\u00e3o o contr\u00e1rio. Esta alma, esta consci\u00eancia tenta encontrar o seu caminho neste mundo e entend\u00ea-lo.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: #162 Dance, dance, pois estamos perdidos\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/1Aa7NpvQyKw1MjDu62jpNk?si=xRo4DG5qR_WBFM2e8_uAAg&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p>Toda forma de arte \u00e9 uma express\u00e3o da busca por significado e prop\u00f3sito \u2014 incluindo a dan\u00e7a, quando ela n\u00e3o serve primariamente ao prop\u00f3sito de entretenimento. Quando a dan\u00e7a expressa o que ela \u00e9 de forma aprofundada ou intensificada, pode ser uma experi\u00eancia perturbadora para o espectador. Pois esse &#8220;\u00e9&#8221; sempre cont\u00e9m um profundo anseio pelo que pode ou deveria ser. E mesmo \u2014 ou especialmente \u2014 se a representa\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o humana atrav\u00e9s do movimento f\u00edsico n\u00e3o corresponder \u00e0s nossas ideias de beleza e sublimidade, ela pode, ainda assim, falar precisamente sobre isso: Sobre o profundo, onipresente desejo de reden\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ankoku Butoh1, a &#8220;dan\u00e7a das trevas&#8221;, come\u00e7ou em 1959 com uma breve, mas altamente escandalosa performance de Tatsumi Hijikata, concebida em conjunto com Yukio Mishima\u00b2. Foi mais o que seria chamado de &#8220;acontecimento&#8221; no mundo da cultura moderna ocidental, um ritual sangrento carregado de sexualidade. Mas a breve performance \u2014 e a feroz rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico a ela \u2014 desencadeou uma verdadeira explos\u00e3o de atividades art\u00edsticas no Jap\u00e3o. Diz-se que estas foram dirigidas contra as for\u00e7as estabelecidas, contra o conservadorismo e contra as influ\u00eancias ocidentais, e \u00e9 verdade que o Butoh foi desencadeado por tais condi\u00e7\u00f5es limites, sendo uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o no Jap\u00e3o p\u00f3s-guerra. No entanto, \u00e9 uma vis\u00e3o muito limitada ver os esfor\u00e7os art\u00edsticos do Butoh apenas como um &#8220;contra algo&#8221;. Essa forma de arte trata de um &#8220;a favor&#8221;, ou seja, de encontrar uma express\u00e3o aut\u00eantica e verdadeira da condi\u00e7\u00e3o do ser humano terreno (aqui especificamente: o japon\u00eas) \u2014 e, finalmente, perder-se na luta por essa express\u00e3o.<\/p>\n<p>Agora surge a quest\u00e3o do que a contempla\u00e7\u00e3o dessa estranha arte da dan\u00e7a tem a dizer \u00e0quele que busca uma verdadeira humanidade, \u00e0quele que almeja, de alguma forma, superar as limita\u00e7\u00f5es da natureza polar. Veremos.<\/p>\n<p>No mundo europeu, a dan\u00e7a, na forma de bal\u00e9, desenvolveu-se em uma linguagem art\u00edstica corporal altamente formalizada, na qual cada movimento, cada forma, expressa um impulso ascendente. Os saltos e as dan\u00e7as na ponta dos p\u00e9s d\u00e3o a impress\u00e3o de leveza, fazendo o corpo parecer levitar; a postura ereta e bem posicionada, muitas vezes com os bra\u00e7os erguidos e a cabe\u00e7a inclinada para tr\u00e1s, faz o dan\u00e7arino parecer alto e reto, com o olhar dirigido para longe ou para o c\u00e9u. \u00c9 um mundo f\u00edsico de express\u00e3o \u201celevada\u201d no sentido mais literal da palavra, no qual encontra express\u00e3o a ideia de um \u201cc\u00e9u\u201d ou de um \u201cacima\u201d, ao qual o homem deve aspirar.<\/p>\n<p>Claro, no in\u00edcio do s\u00e9culo 20, houve uma contrarrea\u00e7\u00e3o. A dan\u00e7a expressiva surgiu &#8211; Ausdruckstanz3 &#8211; e a partir dela o que conhecemos como \u201cdan\u00e7a moderna\u201d. No filme de Wim Wenders, \u201cPina, dance, dance, sen\u00e3o estamos perdidos\u201d, vemos uma das variantes mais maduras dessa forma \u201clivre\u201d de dan\u00e7a moderna art\u00edstica. No processo de liberta\u00e7\u00e3o dos formalismos do bal\u00e9, fica claro que algo mais tamb\u00e9m se perdeu: os aspectos transcendentais do bal\u00e9 cl\u00e1ssico. A dan\u00e7a moderna expressa realidades da vida: jogos interpessoais, na maioria das vezes de desejo, rejei\u00e7\u00e3o, conex\u00e3o e desconex\u00e3o, fraqueza e for\u00e7a, crescimento e destrui\u00e7\u00e3o. Dos efeitos et\u00e9reos e astrais, conhece apenas o elementar e nada de uma \u201cexperi\u00eancia\u201d de transcend\u00eancia (a menos que isso seja uma contradi\u00e7\u00e3o em termos).<\/p>\n<p>O Butoh tamb\u00e9m nasceu sob a influ\u00eancia da \u201cdan\u00e7a expressiva\u201d dos anos 1920, mas n\u00e3o a imita. Afinal, o Butoh vem de uma cultura que vive com seus esp\u00edritos. O culto aos ancestrais manteve a \u201calma japonesa\u201d livre para a percep\u00e7\u00e3o do que chamamos de for\u00e7as do outro mundo, e estas n\u00e3o est\u00e3o apenas conectadas aos mortos, mas est\u00e3o presentes em tudo e com tudo. Voc\u00ea pode reviver isso ao ler Mishima \u2014 ou Murakami, ou ver nos filmes do Studio Ghibli\u2074, para citar apenas alguns exemplos marcantes.<\/p>\n<p>Ao assistir a um evento de Butoh (o termo \u201cperformance\u201d n\u00e3o faz jus), h\u00e1 uma forte impress\u00e3o de que o dan\u00e7arino est\u00e1 possu\u00eddo por for\u00e7as que o movem. Algo et\u00e9reo se expressa diretamente no corpo f\u00edsico. Kazuo Ohno\u2075, o outro fundador do movimento Butoh, falava explicitamente de sua irm\u00e3 falecida residindo dentro dele e se expressando em sua dan\u00e7a. Aos 75 anos, em uma de suas apresenta\u00e7\u00f5es de dan\u00e7a, ele \u201cincorporou\u201d outra mulher, a dan\u00e7arina \u201cLa Argentina\u201d, que o inspirou quando jovem com sua dan\u00e7a. Ao assistir, voc\u00ea tem a sensa\u00e7\u00e3o de que \u201cLa Argentina\u201d est\u00e1 ali, usando Ohno como um meio de se expressar \u2014 mas, ao mesmo tempo, ele permanece plenamente vis\u00edvel e ativo.<\/p>\n<p>Como buscadores ocidentais que perseguem a ideia de um astral, uma higiene emocional e que desejam \u2014 tamb\u00e9m em termos espirituais \u2014 rela\u00e7\u00f5es claras, l\u00f3gicas e puras, percebemos tudo isso como sombrio e, de certo modo, grosseiro. Vemos os la\u00e7os nos quais o artista Butoh entra e que nos parece que o arrastam cada vez mais para baixo, para dentro dessa natureza. Perguntamo-nos o que deveria haver de \u201clibertador\u201d nisso.<\/p>\n<p>Hijikata descreve uma cena-chave de sua inf\u00e2ncia: os pais trabalhavam nos campos do nascer ao p\u00f4r do sol, e era costume colocar as crian\u00e7as pequenas em um cesto e deix\u00e1-las l\u00e1, perto do campo, o dia todo para que n\u00e3o fugissem. Se estavam com fome, sujas ou com dor, n\u00e3o importava. Elas choravam, ningu\u00e9m se importava, e depois paravam. Hijikata diz: \u201cQuando voc\u00ea se senta na sujeira assim, voc\u00ea tem experi\u00eancias estranhas. A cabe\u00e7a e os p\u00e9s de repente trocam de lugar, e nas solas dos p\u00e9s abre-se uma boca que suga o barro. (\u2026) Posso garantir que minha dan\u00e7a nasceu da lama.\u201d\u2076 Levando em conta a sensibilidade e receptividade da alma de uma crian\u00e7a, certamente aqui pode-se reconhecer a experi\u00eancia de um ponto mais baixo da exist\u00eancia humana.<\/p>\n<p>O que o Butoh faz com experi\u00eancias desse tipo? Ele as aceita e expressa at\u00e9 que elas se desprendam da pessoa que as viveu e ganhem uma presen\u00e7a et\u00e9rea como condensa\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas de experi\u00eancia. O dan\u00e7arino entra em um estado de aus\u00eancia de prop\u00f3sito: ele acaba de tomar o que estava presente em seu microcosmo, vira essa escurid\u00e3o do avesso e d\u00e1-lhe forma.<\/p>\n<p>Come\u00e7amos a aprender que a \u201csombra deve ser integrada\u201d \u2014 o artista Butoh japon\u00eas vive com a sombra e a expressa. De fato, poderia-se dizer que ele se sacrifica por ela, vive para a sombra. Esse \u00e9, inicialmente, um estado de m\u00e1xima limita\u00e7\u00e3o. Contudo, isso n\u00e3o \u201cacontece\u201d de forma inconsciente, mas \u00e9 especificamente buscado, aprofundado e vivido. O ser humano coloca-se completamente em depend\u00eancia, sacrifica, por assim dizer, seu impulso por uma consci\u00eancia mais elevada. Isso \u00e9 vis\u00edvel: a postura \u00e9 encurvada, as pernas voltadas para fora, as solas dos p\u00e9s viradas para dentro, a dire\u00e7\u00e3o da dan\u00e7a muitas vezes \u00e9 para baixo, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 terra \u2014 uma imagem oposta \u00e0 forma da dan\u00e7a cl\u00e1ssica de bal\u00e9 como a conhecemos. E, enquanto o \u201cimpulso ascendente\u201d do bal\u00e9 ocidental corre o risco de se tornar cada vez mais superficial e v\u00e3o, esse impulso descendente tem o potencial de se tornar cada vez mais profundo e autodestrutivo. \u00c0s vezes, ele aponta para uma esfera de transcend\u00eancia. O dan\u00e7arino de Butoh n\u00e3o \u00e9 uma pessoa que dan\u00e7a ocasionalmente; ele vive a dan\u00e7a, ele se perde nela.<\/p>\n<p>O Butoh tamb\u00e9m tem uma proximidade com o Zen, que n\u00e3o \u00e9 buscada, mas surge por si mesma. Ele toma as pr\u00f3prias experi\u00eancias do dan\u00e7arino, na maioria das vezes as de inf\u00e2ncia, como um grande koan da vida, e espera crescer al\u00e9m da luta por uma resposta. Aqui, como l\u00e1, trata-se da perda de si mesmo e da supera\u00e7\u00e3o do prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>Nossas ideias de pureza, liberdade e autorrealiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o moldadas culturalmente. Mas o caminho para a autossupera\u00e7\u00e3o pode ser iniciado a partir de muitos lugares, e nem todos s\u00e3o iluminados.<\/p>\n<p>O que aconteceu no G\u00f3lgota? N\u00e3o temos todos que passar por essa profundidade, esse sofrimento conscientemente vivido, para sermos ressuscitados como um novo ser? N\u00e3o \u00e9 justamente a experi\u00eancia da dor que nos leva para fora de nosso estado aprisionado? Superamos a natureza n\u00e3o ao orden\u00e1-la ou neg\u00e1-la, mas ao atravess\u00e1-la completamente, t\u00e3o profundamente quanto necess\u00e1rio. A Conditio Humana n\u00e3o \u00e9 negoci\u00e1vel. Ela s\u00f3 pode ser superada pela pr\u00f3pria vida. Isso \u00e9 algo que \u2013 entre outras coisas \u2013 o Butoh pode nos mostrar.<\/p>\n<p>Sob essa perspectiva, a aliena\u00e7\u00e3o que podemos ter inicialmente sentido em rela\u00e7\u00e3o ao que o Butoh nos apresenta d\u00e1 lugar a uma esp\u00e9cie de amor que sentimos por essa natureza castigada \u2013 um amor que tamb\u00e9m podemos aplicar ao que n\u00f3s mesmos ainda somos, por mais que relutemos.<\/p>\n<p>____________________<br \/>\n1 \u2013 Tatsumi Hijikata (9.3.1928 \u2013 21.1.1986), d\u00e9cimo de onze filhos de uma fam\u00edlia camponesa de Akita, estudou sapateado, jazz, bal\u00e9, flamenco e dan\u00e7a expressiva em T\u00f3quio, depois de supostamente sobreviver por algum tempo roubando e furtando. Seu trabalho foi inspirado pelo surrealismo e por autores como Mishima, Lautr\u00e9amont, Genet e de Sade. Em 1962, ele fundou o est\u00fadio de dan\u00e7a Asbestos Hall com sua parceira Akiko Motofuji. No final dos anos setenta, ele parou de se apresentar em p\u00fablico e se dedicou a escrever e editar livros. Ele morreu pouco antes da primeira apresenta\u00e7\u00e3o agendada ap\u00f3s esse hiato.<\/p>\n<p>2 \u2013 Yukio Mishima (14.1.1925 \u2013 25.11.1970), filho de um funcion\u00e1rio p\u00fablico de T\u00f3quio, um dos autores japoneses mais influentes do s\u00e9culo 20, publicou 34 romances, cerca de 50 pe\u00e7as, aproximadamente 25 livros de contos, pelo menos 35 ensaios, um livreto e um filme. Sua obra \u00e9 caracterizada pela ideia de restaurar os valores e modos de vida do antigo Jap\u00e3o e \u00e9 permeada pela adora\u00e7\u00e3o homoer\u00f3tica de her\u00f3is, por uma linguagem extremamente refinada e cl\u00e1ssica, e por uma certa mitomania. Em 1968, formou um ex\u00e9rcito privado com estudantes de direita, com o qual atacou um comando das For\u00e7as de Autodefesa do Jap\u00e3o (que cooperavam com os Aliados) em 1970. Ele fez um discurso para seu grupo, &#8220;entregou&#8221; as For\u00e7as de Autodefesa ao &#8220;imperador&#8221; e ent\u00e3o cometeu suic\u00eddio ritual, na forma tradicionalmente praticada pelos samurais.<\/p>\n<p>3 \u2013 \u201cAusdruckstanz\u201d \u00e9 uma forma de dan\u00e7a predominantemente expressionista, originada nas d\u00e9cadas de vinte e trinta do s\u00e9culo XX, que, inspirada pelo movimento de retorno \u00e0 natureza do Monte Verit\u00e0, buscava contrapor-se ao bal\u00e9 por meio da express\u00e3o pelo movimento natural do corpo. Protagonistas significativos para o But\u00f4 incluem Mary Wigmann (1886 \u2013 1973) e Harald Kreutzberg (1902 \u2013 1968). Pina Bausch (1940 \u2013 2003) tamb\u00e9m retomou essas origens com seu \u201cTanztheater Wuppertal\u201d.<\/p>\n<p>4 \u2013 Studio Ghibli \u00e9 um est\u00fadio japon\u00eas de anima\u00e7\u00e3o. Produ\u00e7\u00f5es bem conhecidas do est\u00fadio incluem, por exemplo, Princesa Mononoke, A Viagem de Chihiro e O Castelo Andante. Nos filmes, em sua maioria criados pelo fundador Hayao Miyazaki (*1941), geralmente uma jovem hero\u00edna passa por aventuras, durante as quais a harmonia perturbada entre a realidade moderna e um &#8220;outro mundo&#8221; povoado por fantasmas e criaturas m\u00edticas \u00e9 restaurada.<\/p>\n<p>5 \u2013 Kazuo Ohno (17.10.1906 \u2013 1.6.2010), filho de uma fam\u00edlia de pescadores instru\u00edda de Hokkaido, inicialmente um atleta de atletismo em uma faculdade de esportes, come\u00e7ou espontaneamente seu treinamento em dan\u00e7a em 1933 ap\u00f3s assistir a uma apresenta\u00e7\u00e3o de dan\u00e7a de Antonia Merc\u00e9 (La Argentina). Ele se apresentou publicamente pela primeira vez aos 43 anos, ap\u00f3s a guerra e o cativeiro. Tatsumi Hijikata\u00b9 estava na plateia e, a partir de 1959 at\u00e9 1966, eles trabalharam juntos. Ele se apresentou com Hijikata, com outros protagonistas da dan\u00e7a moderna, em solo e come\u00e7ou a fazer turn\u00eas internacionais em 1980. Sua \u00faltima apresenta\u00e7\u00e3o foi em 2007, aos cem anos de idade: De uma cadeira de rodas e deitado de bru\u00e7os, ele formou seus movimentos com m\u00e3os e pernas, o mais puro But\u00f4.<\/p>\n<p>6 \u2013 Citado de Die Rebellion des K\u00f6rpers. BUTOH. Ein Tanz aus Japan. Michael Haertder, Sumie Kawai (Ed.), Alexander Verlag, Berlim, 1988, segunda edi\u00e7\u00e3o. ISBN 3-923854-22-6, p. 38 abaixo.<\/p>\n","protected":false},"author":925,"featured_media":104860,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110069],"tags_english_":[],"class_list":["post-114392","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-art-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/114392","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/925"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/104860"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=114392"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=114392"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=114392"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=114392"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}