{"id":112267,"date":"2024-09-16T20:16:03","date_gmt":"2024-09-16T20:16:03","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/o-sagrado-feminino\/"},"modified":"2024-11-06T17:06:46","modified_gmt":"2024-11-06T17:06:46","slug":"o-sagrado-feminino","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/o-sagrado-feminino\/","title":{"rendered":"O Sagrado Feminino"},"content":{"rendered":"<p><strong>Voc\u00ea prefere ouvir este artigo?<\/strong><\/p>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-112267-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/O-sagrado-feminino-parte-1-Final.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/O-sagrado-feminino-parte-1-Final.mp3\">https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/O-sagrado-feminino-parte-1-Final.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: #149 O sagrado feminino - parte 1\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/6br1wMK0UuglzL7H3xvpkD?si=3gvwmH_nQ-azyVvSYQpGXw&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: #150 O sagrado feminino - parte 2\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/3us9c3tYGMqgr9I3EjcY4q?si=f0ecc72b15d541f0&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p><em>&#8220;<i><span style=\"font-weight: 400;\">A divindade revelou a sua face oculta. Agora a grande M\u00e3e do Mundo ergueu-se nela<\/span><\/i>.&#8221;<\/em>\u00a0Sri Aurobindo [1]<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sinto que, j\u00e1 h\u00e1 alguns anos, uma delicada corrente oculta vem se fazendo sentir na consci\u00eancia das pessoas, a princ\u00edpio um tanto timidamente, como uma vibra\u00e7\u00e3o t\u00eanue, mas ultimamente de forma cada vez mais clara, poderosa e esperan\u00e7osa. Neste artigo, refiro-me a essa vibra\u00e7\u00e3o, a essa for\u00e7a espiritual, como Sagrado Feminino.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que \u00e9 esse Sagrado Feminino na sua ess\u00eancia mais profunda, como funciona, como aparece \u2014 tudo isso precisa ser explorado mais profundamente. Tenho um palpite de que o poder do Sagrado Feminino ser\u00e1 de extrema import\u00e2ncia neste tempo de transforma\u00e7\u00e3o e pode ser uma prepara\u00e7\u00e3o para o despertar humano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 algum tempo tenho o h\u00e1bito de me sentar ao piano pela manh\u00e3 para tocar e cantar can\u00e7\u00f5es sagradas de v\u00e1rias culturas espirituais, como o sufismo, budismo, hindu\u00edsmo, a hebraica e a rosacruz. Noto que uma vibra\u00e7\u00e3o muito fina percorre meu corpo et\u00e9rico, abre o cora\u00e7\u00e3o e desencadeia a sensa\u00e7\u00e3o de estar em liga\u00e7\u00e3o \u00edntima com o grande tecido do Sagrado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Impulsos importantes para rastrear o Sagrado Feminino vieram a mim de dois livros: um \u00e9 o bestseller mundial do fil\u00f3sofo cultural Charles Eisenstein, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Mundo Mais Bonito que Nossos Cora\u00e7\u00f5es Sabem Ser Poss\u00edvel<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> [<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">2<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">]), publicado em 2013, e o outro \u00e9 o romance do bot\u00e2nico americano Robin Wall Kimmerer chamado <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">A Maravilhosa Trama das Coisas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> [<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">3<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">]), publicado na Alemanha em 2021.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ambos os livros sublinham que nossa cultura ocidental \u00e9 caracterizada por uma consci\u00eancia separatista que essencialmente deu origem \u00e0 atual crise mundial (cf. a sabedoria do povo nativo Kogi das terras altas da Col\u00f4mbia,[<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">4<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">]).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A tomada de consci\u00eancia de separa\u00e7\u00e3o e distanciamento pode ser delineada da seguinte forma: o ser humano concebe a si mesmo como um indiv\u00edduo independente entre outros indiv\u00edduos independentes num universo do qual ele \u00e9 independente. Ele sente-se separado da mat\u00e9ria, do esp\u00edrito, de todas as outras almas. Na sua necess\u00e1ria autoafirma\u00e7\u00e3o, est\u00e1 competindo com todos os outros indiv\u00edduos e, por isso, quer exercer o m\u00e1ximo de controle e perseguir seu pr\u00f3prio interesse na maior extens\u00e3o poss\u00edvel. Essa pessoa considera que a alma est\u00e1 separada do corpo. O sagrado n\u00e3o faz parte deste mundo. Quem quer ultrapassar esse \u201cprograma biol\u00f3gico\u201d relativamente implac\u00e1vel, esfor\u00e7a-se \u201cpor coisas mais elevadas\u201d. Escolhe o caminho da ren\u00fancia e da disciplina e quer ascender \u00e0s esferas espirituais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eisenstein e Kimmerer, no entanto, contrariam o \u201cparadigma da separa\u00e7\u00e3o\u201d que prevalecia at\u00e9 agora com uma perspectiva completamente diferente da cria\u00e7\u00e3o e da vida: o \u201cparadigma da interliga\u00e7\u00e3o m\u00fatua\u201d. Concebem a Terra e o universo como um organismo vivo, como um \u201cgrande tecido\u201d no qual todas as suas criaturas (pedras e minerais, plantas, animais, seres humanos; os elementos fogo, terra, \u00e1gua e ar, bem como os seus esp\u00edritos elementares; os planetas e os sistemas solares; as hierarquias espirituais), comunicam-se e interagem reciprocamente e est\u00e3o, portanto, intimamente interligadas. Os autores falam de um tecido sagrado em que tudo est\u00e1 interligado, em que cada a\u00e7\u00e3o \u00e9 significativa e tem um impacto no todo.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">O sentido, a consci\u00eancia e a intelig\u00eancia s\u00e3o propriedades intr\u00ednsecas da mat\u00e9ria e do universo. (Eisenstein, [5]).<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, o sagrado est\u00e1 no meio do mundo, est\u00e1 no mais \u00edntimo de cada criatura, no mais \u00edntimo da terra, no mais \u00edntimo do sol (cf. tamb\u00e9m: Teilhard de Chardin,[<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">6<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">]).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os livros de Eisenstein e Kimmerer deixam claro que a crise ecol\u00f3gica (como todas as nossas crises) \u00e9 uma crise espiritual. Como foi que chegamos a isso?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cultura judaico-crist\u00e3 do Ocidente caracteriza-se por uma imagem \u201cmasculina\u201d de Deus. No juda\u00edsmo, \u00e9 um Deus castigador que expulsa os humanos do para\u00edso. No cristianismo, esse Deus irado do Antigo Testamento foi substitu\u00eddo por um Deus de brandura e de amor. Na figura de Cristo, esse Deus crist\u00e3o veio para a Terra, mas depois subiu novamente da cruz para o seu Pai celestial. No fundo do nosso subconsciente, continuamos a carregar dentro de n\u00f3s a imagem de um Deus distante e zangado.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sob o dom\u00ednio de um Deus \u201cmasculino\u201d, desenvolvemos as ci\u00eancias e adquirimos a capacidade de controlar o nosso ambiente em alguns aspectos. No entanto, nesse processo, isolamo-nos da interdepend\u00eancia sagrada de todas as coisas criadas e, na nossa vida cotidiana, perdemos a nossa rela\u00e7\u00e3o com o divino em todas as suas formas. (Llewellyn Vaughan-Lee, [7])<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A vis\u00e3o da interconex\u00e3o descrita por Eisenstein e Kimmerer, por outro lado, abre os nossos olhos para o Sagrado Feminino na cria\u00e7\u00e3o. A totalidade da vida na sua sacralidade pertence ao lado feminino do divino.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Em contraste com a Sua incr\u00edvel transcend\u00eancia, ela encarna a presen\u00e7a divina amorosa e carinhosa. (Llewellyn Vaughan-Lee,[8])<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como essas palavras se conjugam com a afirma\u00e7\u00e3o de Cristo: \u201cO meu reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo\u201d? E como se conjuga com o fato de, ap\u00f3s a sua ressurrei\u00e7\u00e3o, ter sido mostrado num corpo completamente diferente, um corpo et\u00e9reo, imortal, com o qual p\u00f4de ascender ao c\u00e9u? Essa \u201ccorporeidade\u201d pode ser considerada verdadeiramente sagrada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na Flauta M\u00e1gica, de Mozart, tamb\u00e9m \u00e9 levantada uma quest\u00e3o sobre o Sagrado Feminino na cria\u00e7\u00e3o. Nela, o \u00edmpio feminino c\u00f3smico \u00e9 revelado de forma impressionante sob a forma da Rainha da Noite. Ela \u00e9 a m\u00e3e sombria que quer manter os seus filhos prisioneiros em sua esfera.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vamos dar uma olhada em nosso mundo. N\u00e3o conhecemos, para al\u00e9m de todo o encanto, a compuls\u00e3o que os sexos exercem um sobre o outro \u2014 as for\u00e7as poderosas da m\u00e3e sombria? Nos mist\u00e9rios eg\u00edpcios, ela chama-se N\u00e9ftis (Nephtys). Sua irm\u00e3 \u00cdsis simboliza a ordem superior e divina da natureza, o Sagrado Feminino.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil descrever o Sagrado Feminino. N\u00e3o pode ser claramente definido. A divindade feminina fica involuntariamente aprisionada num \u00fanico termo. \u00c0s vezes ela \u00e9 chamada de \u201cDeusa\u201d, \u00e0s vezes de \u201cAnima Mundi\u201d, \u00e0s vezes de \u201cSophia\u201d ou \u201cIsis\u201d, ou de \u201cM\u00e3e Divina\u201d ou \u201cM\u00e3e do Mundo\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas \u00e9 muito importante compreender que o Sagrado Feminino n\u00e3o est\u00e1 de forma alguma em oposi\u00e7\u00e3o ou contradi\u00e7\u00e3o com o masculino. O Sagrado Feminino anda de m\u00e3os dadas com o Sagrado Masculino. A M\u00e3e Divina \u00e9 una com o Pai Divino. Ela lhe d\u00e1 o impulso, o rosto, a sua forma c\u00f3smica abrangente. Ele se v\u00ea nela. Os dois s\u00e3o um, como o Yin e o Yang. O divino est\u00e1 al\u00e9m de qualquer divis\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, o Sagrado Feminino nada tem a ver com g\u00eanero, nada a ver com classifica\u00e7\u00e3o de g\u00eanero. O Sagrado Feminino \u00e9 o Divino que d\u00e1 forma ao informe, que lhe permite revelar a sua riqueza. E isso ocorre por meio da cria\u00e7\u00e3o que ambos geram num entrela\u00e7amento, em perp\u00e9tuos atos divinos de procria\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim, podemos dizer que h\u00e1 uma primeira cria\u00e7\u00e3o, um mundo sagrado, inexpugn\u00e1vel: o mundo Alma-Esp\u00edrito. Nosso mundo, no qual as qualidades se separaram umas das outras, \u00e9 um transbordamento daquela primeira cria\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a nossa consci\u00eancia ocidental, racional e linear, o divino na sua intera\u00e7\u00e3o entre \u201cmasculino\u201d (=impulsivo, sem forma, n\u00e3o revelado) e \u201cfeminino\u201d (=receber, dar \u00e0 luz, revelar) \u00e9 dif\u00edcil de compreender. Ao longo da hist\u00f3ria \u2014 sobretudo devido \u00e0 influ\u00eancia da Igreja \u2014 tem havido uma falta de compreens\u00e3o e at\u00e9 mesmo uma desvaloriza\u00e7\u00e3o do feminino. O feminino foi caracterizado como \u201cperigoso\u201d, \u201cterreno e vinculado \u00e0 terra\u201d, e at\u00e9 mesmo como fator a ser superado no caminho espiritual.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o se reconheceu que o masculino, no nosso mundo, tamb\u00e9m pode ser \u201cterreno\u201d e ligado \u00e0 terra da mesma forma que o feminino. Ambos os aspectos apontam para sua dimens\u00e3o superior oculta, na qual s\u00e3o um s\u00f3. Essa unidade tem de ser novamente aspirada. Nosso mundo \u00e9 a escola de forma\u00e7\u00e3o para isso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na sua Divina Com\u00e9dia, Dante descreve a ascens\u00e3o ao Sagrado Feminino, a Maria Rainha dos C\u00e9us. Dante s\u00f3 pode entrar nessa esfera com a ajuda de Beatriz. O Sagrado Feminino c\u00f3smico s\u00f3 permite que entrem na sua esfera quem alcan\u00e7ou o Sagrado Feminino em si mesmo. Beatriz pode ser entendida como um s\u00edmbolo do corpo de ressurrei\u00e7\u00e3o que Dante alcan\u00e7a no decorrer da Divina Com\u00e9dia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na tradi\u00e7\u00e3o oriental, especialmente na espiritualidade indiana, encontramos uma venera\u00e7\u00e3o \u00edntima da M\u00e3e Divina em todos os seus aspectos: A M\u00e3e do Nascimento (Ambe), A M\u00e3e Divina (Jagadambe), A M\u00e3e Sagrada (Mata Bhavani), A M\u00e3e Nutridora (Durga Tinashini), A M\u00e3e C\u00f3smica das Trevas (Kali), A M\u00e3e Gentil e Ador\u00e1vel (Uma), A Rainha Divina (Sita) e A M\u00e3e Elemental (Radha Rukha Mane). (cf. Hagara Feinbier,[<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">9<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">])<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O maravilhoso mito indiano de Shiva e Shakti tamb\u00e9m venera o poder do Sagrado Feminino e descreve como o casal divino Shiva \u2014 Shakti precisa de um longo e doloroso processo para reunir os polos extremos do ascetismo e do \u00eaxtase, da independ\u00eancia e da fus\u00e3o simbi\u00f3tica, da avers\u00e3o ao mundo e do devotado \u201ccuidado do mundo\u201d em uma consci\u00eancia madura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muitos mitos e contos de fadas do Oriente e do Ocidente falam-nos de sete ou doze irm\u00e3os encantados em corvos, que t\u00eam de ser redimidos por uma irm\u00e3.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ser\u00e1 essa irm\u00e3 redentora um s\u00edmbolo do Sagrado Feminino? Ser\u00e1 que ela quer nos dar pistas para nossa pr\u00e1tica espiritual, para nosso dia a dia?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como o Sagrado Feminino pode nos inspirar para os desafios da nova era? Olhemos para o plano sagrado que permeia nosso mundo e sobre o qual Goethe fala em seu Fausto: \u201cO eterno feminino nos atrai para ele\u201d. Ele nos chama \u201c\u00e0 ordem\u201d, \u00e0 ordem superior do ser humano.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><b>O Sagrado Feminino n\u00e3o exclui, mas envolve e integra.<\/b><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Sagrado Feminino pode nos fazer ver como diferentes partes da vida est\u00e3o conectadas. Pode nos mostrar os padr\u00f5es de relacionamentos e interconex\u00f5es que nutrem a vida. O Sagrado Feminino proporciona espa\u00e7os para evolu\u00e7\u00e3o. Protege, envolve e demonstra devo\u00e7\u00e3o e cuidado. \u201cEle estende amorosamente o seu manto\u201d (ver representa\u00e7\u00f5es de Maria). Pode ajudar-nos a ver conscientemente o que compreendemos intuitivamente: tudo faz parte de um todo vivo e org\u00e2nico no qual toda a cria\u00e7\u00e3o se intercomunica e cada c\u00e9lula criada expressa o todo de forma \u00fanica.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">O caminho da evolu\u00e7\u00e3o da alma n\u00e3o \u00e9 um caminho reto e linear em que tudo o que \u201cincomoda\u201d pode ser deixado de lado. \u00c9 um caminho din\u00e2mico que exige transcend\u00eancia, santifica\u00e7\u00e3o. O Sagrado Feminino pode nos ensinar que toda experi\u00eancia avaliada e refletida honestamente \u00e9 de grande import\u00e2ncia.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">O caminho da alma avan\u00e7a em linhas sinuosas, mas tamb\u00e9m leva a becos sem sa\u00edda e precisa de voltas repetidas vezes.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">O crescimento da alma n\u00e3o ocorre atrav\u00e9s do ascetismo ou da exclus\u00e3o, mas atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o cuidadosas, atrav\u00e9s do reconhecimento intuitivo do sagrado, que brilha atrav\u00e9s de todas as coisas vivas e (\u00e0 sua pr\u00f3pria maneira) \u201cfala\u201d conosco continuamente.<\/span><\/i><\/p>\n<p><b>O Sagrado Feminino d\u00e1 \u00e0 luz o ritmo do sagrado.<\/b><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Esse ritmo chama-se: inalar e exalar. O Sagrado Feminino sabe que ser \u00e9 mais importante do que fazer. Pensamos depressa demais que nossos pr\u00f3prios conflitos e os problemas do mundo s\u00f3 podem ser resolvidos mediante a \u201catividade\u201d e o \u201cfazer\u201d cont\u00ednuos. Mas \u00e9 precisamente esse foco na \u201catividade inquieta\u201d que nos tem levado a situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas. \u00c9 no sil\u00eancio que reside o maior poder. Nele podemos sentir o ritmo divino e tentar entronizarmo-nos com ele.<\/span><\/i><\/p>\n<p><b>O Sagrado Feminino concede espa\u00e7o \u00e0 presen\u00e7a corporal&#8230;<\/b><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Somos criaturas divinas e devemos s\u00ea-lo tanto na nossa corporeidade quanto na nossa alma e estrutura espiritual. Nossa exist\u00eancia corporal, nossa presen\u00e7a corporal e nosso \u201cestar presentes juntos\u201d s\u00e3o de import\u00e2ncia elementar ([<\/span><\/i><b><i>12<\/i><\/b><i><span style=\"font-weight: 400;\">]). Nossa sexualidade pode tamb\u00e9m tornar-se express\u00e3o do sagrado, um reflexo da \u201csexualidade divina\u201d que se realiza criativamente numa estrutura hermafrodita. O caminho para isso \u00e9 retratado no C\u00e2ntico de Salom\u00e3o de forma comovente.<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><b>O Sagrado Feminino encarna a presen\u00e7a divina amorosamente carinhosa.<\/b><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Sagrado Feminino mostra-nos que a vida espiritual n\u00e3o \u00e9 uma vida rompida, uma vida afastada das esferas espirituais, mas sim, visto de fora, uma vida completamente normal. Cada pequena a\u00e7\u00e3o quotidiana \u00e9 significativa \u2013 estar em conjunto com pessoas, animais, plantas. Se essa conviv\u00eancia se realiza com base e na consci\u00eancia da nossa ess\u00eancia interior, \u00e9 santificada, curada. O Sagrado Feminino atua na presen\u00e7a amorosa, completamente n\u00e3o espetacular, nas nossas rela\u00e7\u00f5es, na nossa fam\u00edlia, na vizinhan\u00e7a, no nosso ambiente. \u00c9 aqui que ele se revela.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPelos seus frutos os conhecereis\u201d. S\u00e3o frutos da natureza superior ou frutos que pertencem ao mundo dos opostos? Podemos sentir e estimular o sagrado nas profundezas de cada criatura.<\/span><\/i><\/p>\n<p><b>O Sagrado Feminino ensina-nos a sabedoria de receber e ouvir<\/b><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Sagrado Feminino mostra-nos como o amor e o anseio podem criar um espa\u00e7o no cora\u00e7\u00e3o para nos ligarmos ao Divino. Quando nosso cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 aberto, tudo que precisamos nesse momento vem at\u00e9 n\u00f3s.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Tal como uma m\u00e3e sabe intuitivamente escutar seus filhos para perceber suas verdadeiras necessidades, o Sagrado Feminino ensina-nos a escutar interiormente e exteriormente a vida, a participar no grande mist\u00e9rio.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">A escuta \u00e9 uma qualidade essencial do acolhimento. Podemos aprender a escutar, a estar atentos interior e exteriormente, e a estar atentos aos sinais que nos dizem o que \u00e9 realmente a vida. A vida \u00e9 uma express\u00e3o direta do divino, uma imagem no plano material. Podemos aprender a perceber a presen\u00e7a oculta do Divino na mat\u00e9ria, na natureza.<\/span><\/i><\/p>\n<p><b>O Sagrado Feminino desenvolve o di\u00e1logo criativo.<\/b><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Sagrado Feminino tem um olho para o todo. Ele sente as v\u00e1rias inter-rela\u00e7\u00f5es e sabe intuitivamente como elas funcionam em conjunto, quer trazer as diferentes perspectivas e pontos de vista das criaturas do grande tecido para um processo construtivo de uni\u00e3o sinerg\u00e9tica, para um di\u00e1logo verdadeiramente criativo.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Podemos aprender n\u00e3o s\u00f3 a falar com base no que j\u00e1 sabemos, no que lemos, no que faz parte da nossa filosofia, mas tamb\u00e9m a ouvir o que quer ser dito e expresso neste preciso momento. Podemos aprender a ter respeito por outras perspectivas e pontos de vista, at\u00e9 mesmo a \u201centrela\u00e7ar\u201d essas perspectivas com a nossa contribui\u00e7\u00e3o. O Sagrado Feminino tem sempre em mente a unidade sem querer antecipar a unidade.<\/span><\/i><\/p>\n<p><b>O Sagrado Feminino desenvolve seu servi\u00e7o no \u201cCorpo Vivo Universal\u201d.<\/b><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Sagrado Feminino nos mostra o quadro geral, o tecido sagrado. Como indiv\u00edduos e como comunidade espiritual somos holos (partes) do Corpo Vivo Universal. Cada grupo e comunidade espiritual tem dentro de si uma tarefa e uma vibra\u00e7\u00e3o espec\u00edficas que determinam a natureza da sua participa\u00e7\u00e3o nos mundos exterior e interior. Alguns grupos espirituais trabalham e servem no mundo exterior, por exemplo, fornecendo ajuda atrav\u00e9s de atividades de cura. Outros grupos trabalham perto do mundo f\u00edsico e ajudam a curar o corpo et\u00e9rico da Terra. Outros grupos trabalham no mundo astral e outros nas profundezas, at\u00e9 mesmo nos planos do n\u00e3o-ser. N\u00e3o h\u00e1 competi\u00e7\u00e3o aqui, nem melhor nem superior. Cada um ocupa o seu lugar atrav\u00e9s do servi\u00e7o. Podemos aprender a nos encaixar humildemente nesse mosaico de servi\u00e7o.<\/span><\/i><\/p>\n<p><b>O Sagrado Feminino anuncia uma qualidade de consci\u00eancia na qual os opostos e as polaridades s\u00e3o combinados de forma frut\u00edfera.<\/b><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Na nova era que se aproxima, o Sagrado Feminino iniciar\u00e1 sobretudo uma \u201cqualifica\u00e7\u00e3o essencial\u201d da consci\u00eancia humana. Sri Aurobindo ([13]) chama isso de efeito de \u201cconsci\u00eancia supra mental\u201d. Ken Wilber, em sua abrangente filosofia da consci\u00eancia, chama isso de est\u00e1gio amarelo ou turquesa. \u00c9 a capacidade de liberar em si mesmo uma qualidade de consci\u00eancia completamente nova, baseada na conex\u00e3o com a pr\u00f3pria ess\u00eancia interior, na qual todos os opostos e polaridades podem se conectar e fundir de maneira frut\u00edfera.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Assim,<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">esp\u00edrito e mat\u00e9ria,<\/span><\/i> <span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">fogo e \u00e1gua,<\/span><\/i> <span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">masculino e feminino,<\/span><\/i> <span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">racionalidade e emotividade,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">ci\u00eancia e religi\u00e3o,<\/span><\/i> <span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">atividade e tranquilidade,<\/span><\/i> <span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">ambi\u00e7\u00e3o e mod\u00e9stia,<\/span><\/i> <span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">humildade e coragem<\/span><\/i> <span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o opostos.<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nas palavras de Sri Aurobindo:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Esse \u00e9 o n\u00f3 que mant\u00e9m unidas as estrelas: as duas que s\u00e3o uma s\u00f3 formam o segredo de todo o poder. Os dois que s\u00e3o um tamb\u00e9m s\u00e3o poderosos e certos nas coisas. (Sri Aurobindo) [13].<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">REFER\u00caNCIAS:\u00a0<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/the-sacred-feminine\/#_ftnref1\"><span style=\"font-weight: 400;\">[1]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Sri Aurobindo, Savitri, Book I, from: Collected Works of Sri Aurobindo, Volumes 33 and 34, p. 21)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/the-sacred-feminine\/#_ftnref2\"><span style=\"font-weight: 400;\">[2]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Charles Eisenstein: The More Beautiful World Our Heart Knows Is Possible, Munich 2020<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/the-sacred-feminine\/#_ftnref3\"><span style=\"font-weight: 400;\">[3]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Robin Wall Kimmerer: Braided Sweetgrass, Indigenous Wisdom, Scientific Knowledge and the Teaching of Plants, Berlin 2021<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/the-sacred-feminine\/#_ftnref4\"><span style=\"font-weight: 400;\">[4]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Lucas Buchholz, The KOGI \u2013 How a natural people inspire our modern world, Saarbr\u00fccken 2019<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/the-sacred-feminine\/#_ftnref5\"><span style=\"font-weight: 400;\">[5]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Charles Eisenstein: The more beautiful world our heart knows is possible, Munich 2020, p. 28.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/the-sacred-feminine\/#_ftnref6\"><span style=\"font-weight: 400;\">[6]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Teilhard de Chardin, The Heart of Matter, Zurich 2019.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/the-sacred-feminine\/#_ftnref7\"><span style=\"font-weight: 400;\">[7]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Llewellyn Vaughan Lee, The Matrix of Life, Freiburg 2011, p. 50<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/the-sacred-feminine\/#_ftnref8\"><span style=\"font-weight: 400;\">[8]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Llewellyn Vaughan Lee, The Matrix of Life, Freiburg 2011, p. 50<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/the-sacred-feminine\/#_ftnref9\"><span style=\"font-weight: 400;\">[9]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Hagara Feinbier, Come Together Songs, Vol. 3, Bad Belzig 2011, p. 127.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/the-sacred-feminine\/#_ftnref10\"><span style=\"font-weight: 400;\">[10]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> LOGON theme issue 7 \u201cPower\u201d, p<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/the-sacred-feminine\/#_ftnref11\"><span style=\"font-weight: 400;\">[11]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Ela Thole, The Divine Shakti, Bielefeld 2015.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/the-sacred-feminine\/#_ftnref12\"><span style=\"font-weight: 400;\">[12]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Gernot B\u00f6hme, Liebe kann man nicht machen, interview in the magazine EVOLVE in the issue 5\/2015 as well as 39\/2023)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/the-sacred-feminine\/#_ftnref13\"><span style=\"font-weight: 400;\">[13]<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Satprem, Sri Aurobindo or: The Adventure of Consciousness, Gladenbach 2010, p. 244)<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":925,"featured_media":104317,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-112267","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/112267","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/925"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/104317"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=112267"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=112267"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=112267"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=112267"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}