{"id":111640,"date":"2024-08-14T14:13:37","date_gmt":"2024-08-14T14:13:37","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/um-coracao-aberto\/"},"modified":"2024-11-06T17:08:38","modified_gmt":"2024-11-06T17:08:38","slug":"um-coracao-aberto","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/um-coracao-aberto\/","title":{"rendered":"Um Cora\u00e7\u00e3o Aberto"},"content":{"rendered":"<p><strong>Voc\u00ea prefere ouvir este artigo?<\/strong><\/p>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-111640-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Um-coracao-aberto-final.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Um-coracao-aberto-final.mp3\">https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Um-coracao-aberto-final.mp3<\/a><\/audio>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: #147 Um cora\u00e7\u00e3o aberto\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/6ZC16govwUxv2rFpkADG8T?si=1609bf091d5e4fc6&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p><em>Podemos saudar o sol de uma nova maneira \u2013 quando despertamos verdadeiramente.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<blockquote><p><em>Depois que o mundo houver despertado do seu sono de embriaguez, bebido na ta\u00e7a envenenada, o homem ir\u00e1 ao encontro do sol nascente, ao raiar do dia, com o cora\u00e7\u00e3o aberto, a cabe\u00e7a descoberta e os p\u00e9s nus, jubiloso e transbordante de alegria [1].<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Todo nascer do sol \u00e9 uma experi\u00eancia, mas raramente percebemos essa experi\u00eancia de forma consciente: o tempo, os afazeres di\u00e1rios e tudo mais, muitas vezes nos fazem ignorar e perder esses momentos especiais.<\/p>\n<p>Eu tento, na medida do poss\u00edvel, vivenciar o nascer do sol de forma consciente, especialmente quando o sol nasce radiante em um dia claro de ver\u00e3o, afastando a noite e o crep\u00fasculo. O calor abra\u00e7a os membros lenta e confortavelmente, acordando-os para um novo dia. Com uma brisa suave, as folhas das \u00e1rvores e da grama brincam, e os p\u00e1ssaros gorjeiam. A natureza parece ficar parada por alguns momentos, esperando ansiosamente pelo sol. Esses momentos abrem o meu cora\u00e7\u00e3o, e posso sentir a unidade com a natureza. Ser\u00e1 somente o sol vis\u00edvel que me coloca nesse \u00e2nimo sublime? Eu sinto que \u00e9 algo mais; \u00e9 o chamado do sol espiritual que me atrai, que me chama para descartar e superar as limita\u00e7\u00f5es de nossas vidas. Ser\u00e1 que o sono curou a intoxica\u00e7\u00e3o da x\u00edcara envenenada e entorpecente? Esse chamado quer abrir meu cora\u00e7\u00e3o para uma dimens\u00e3o mais elevada, para influ\u00eancias espirituais que n\u00e3o s\u00e3o deste mundo. Esse toque abre um novo mundo.<\/p>\n<p>No entanto, com o passar dos momentos m\u00e1gicos do despertar da vida na natureza, voltam os pensamentos di\u00e1rios e os muitos problemas e dificuldades que preenchem e dominam nossa vida cotidiana. Algumas palavras de Karl von Eckhartshausen me v\u00eam \u00e0 mente:<\/p>\n<blockquote><p><em>As \u00e1guas da gra\u00e7a, as l\u00e1grimas do arrependimento, s\u00e3o levadas \u00e0 purifica\u00e7\u00e3o pelo raio do amor do C\u00e9u at\u00e9 que, por fim, o sol toma posse completa da Terra e produz o mais perfeito produto: a Terra Regenerada. Assim, a perfei\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m no homem aquele estado em que Deus, ao tomar posse do cora\u00e7\u00e3o, tornou-se a raz\u00e3o e a for\u00e7a motriz de todas as nossas a\u00e7\u00f5es. [2]<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Como posso chegar a essa perfei\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o da qual Deus pode tomar posse? Os grandes do esp\u00edrito, ao longo dos s\u00e9culos, deram-nos muitas dicas e apontaram caminhos para alcan\u00e7ar esse objetivo [3]. Jan van Rijckenborgh e Catharose de Petri dedicaram amplo espa\u00e7o \u00e0 abertura do cora\u00e7\u00e3o em suas explica\u00e7\u00f5es a respeito da transfigura\u00e7\u00e3o nos tempos modernos. Na introdu\u00e7\u00e3o de seus coment\u00e1rios sobre o <em>Tao Te King<\/em> de Lao Ts\u00e9, eles escrevem:<\/p>\n<blockquote><p><em>Do Tao, da Gnosis, prov\u00e9m uma fonte, e dessa fonte jorram o n\u00e3o ser e o ser; uma for\u00e7a eterna e irresist\u00edvel, no interior da qual se mant\u00e9m, qual rocha, o Reino Imut\u00e1vel. E o cora\u00e7\u00e3o que se tornou silencioso sente vibrar a ess\u00eancia espiritual do Tao. Esse cora\u00e7\u00e3o constitui o mist\u00e9rio do portal da vida\u00a0 [4].<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>A ess\u00eancia espiritual do Tao est\u00e1 muito pr\u00f3xima de mim durante os momentos do alvorecer. O que acontece com ela sob a influ\u00eancia da sobrecarga do dia? Ela fica em segundo plano, ou \u00e9 esquecida? Somos absorvidos por essa vida cotidiana. Absorvidos? N\u00e3o, capturados, aprisionados! Mas podemos superar o cativeiro deste mundo, assim mantendo vivas em nosso cora\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia as promessas que nos foram transmitidas atrav\u00e9s dos s\u00e9culos e as experi\u00eancias do duplo nascer do sol \u2014 no exterior e no interior.<\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o aberto e calmo \u00e9 a chave, e um magn\u00edfico alvorecer \u00e9 um chamado para usar essa chave. Ao contemplar a natureza, podemos sentir intuitivamente que nosso cora\u00e7\u00e3o se abre para outras influ\u00eancias que n\u00e3o s\u00e3o deste mundo. Se, ent\u00e3o, permitirmos que todos os movimentos de nossa vida no mundo parem, nosso cora\u00e7\u00e3o se aquietar\u00e1. Uma grande calma, com a qual as engrenagens do mundo s\u00e3o vistas como se estivessem do lado de fora, pode, ent\u00e3o, nos preencher. Nessa calma, surge um sentimento de conex\u00e3o e amor com o mundo e a humanidade. Esse sentimento nos abre dimens\u00f5es novas e n\u00e3o terrenas que podemos manter em nossa consci\u00eancia mesmo quando voltamos nossa aten\u00e7\u00e3o para as necessidades di\u00e1rias. Vivemos ent\u00e3o no mundo, mas, ao mesmo tempo \u2014 dentro de nosso cora\u00e7\u00e3o \u2014 estamos em outra dimens\u00e3o, em um estado que foi descrito com as palavras \u201cno mundo, mas n\u00e3o mais do mundo\u201d.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, vemos e vivenciamos o mundo com uma nova consci\u00eancia, com novos olhos. O toque e a experi\u00eancia, muitas vezes intuitivos como um raio, nos transformam, atingem nosso ser mais \u00edntimo e despertam uma busca, um anseio e uma urg\u00eancia que os rosacruzes chamam de \u201cdesejo de cura\u201d. \u00c9 o in\u00edcio da abertura do cora\u00e7\u00e3o, \u201co cora\u00e7\u00e3o aberto\u201d. Agora come\u00e7a um processo de mudan\u00e7a, de transforma\u00e7\u00e3o de todo o nosso ser. Isso nos leva para o que os rosacruzes cl\u00e1ssicos nos transmitiram na <em>Confessio Fraternitatis<\/em>:<\/p>\n<blockquote><p><em>(&#8230;) o homem ir\u00e1 ao encontro do sol nascente, ao raiar do dia, com o cora\u00e7\u00e3o aberto, a cabe\u00e7a descoberta e os p\u00e9s nus, jubiloso e transbordante de alegria.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Essas palavras indicam um processo de purifica\u00e7\u00e3o, de abertura, at\u00e9 mesmo de renascimento do cora\u00e7\u00e3o, da cabe\u00e7a e de uma nova a\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, torna-se poss\u00edvel ouvir e compreender a voz do sol espiritual, que n\u00e3o \u00e9 deste mundo. A <em>Confessio Fraternitatis <\/em>nos mostra o caminho para isso ao apontar para o novo e crescente poder do planeta Urano, que pode ser vivenciado como um fogo:<\/p>\n<blockquote><p><em>\u00c9 o fogo eterno, livre de paix\u00e3o e de emo\u00e7\u00e3o, que \u00e9 enviado \u00e0queles que caminham nas trevas. \u00c9 o fogo do amor que n\u00e3o cria conflito, mas torna tudo belo e maravilhoso.<\/em> <em>[5].<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>O sol agora j\u00e1 nasceu e o meio-dia se aproxima. Entretanto, em minha alma, o alvorecer natural e a maravilha do novo dia continuam a ressoar, bem como o toque intuitivo do sol espiritual. Eu vivo em dois mundos e, enquanto realizo meus deveres e atividades mundanos, a conex\u00e3o interior com o sol espiritual permanece no fundo da minha consci\u00eancia. Como resultado, percebo tudo de uma nova forma e me sinto conectado ao mundo e \u00e0 humanidade em amor. Eu nem sempre permane\u00e7o nessa dupla consci\u00eancia. Muitas vezes, os eventos do dia me sobrecarregam, e volto ao estado meio \u201cnormal\u201d de consci\u00eancia, perdendo a conex\u00e3o direta com o sol espiritual. \u00c9 uma luta entre dois mundos que ainda me acompanha. Mas a experi\u00eancia interior do duplo nascer do sol me traz de volta para o novo estado de consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o chega o anoitecer, e eu me lembro do C\u00e2ntico de Louvor de Hermes:<\/p>\n<blockquote><p><em>E por isso dirijo a Deus, o Pai, com toda a minha alma e com todas as minhas for\u00e7as, este c\u00e2ntico de louvor:<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cSanto \u00e9 Deus, pai de todas as coisas.<br \/>\nSanto \u00e9 Deus, cuja Vontade se realiza pelas Suas pr\u00f3prias Pot\u00eancias.<br \/>\nSanto \u00e9 Deus, que quer ser reconhecido e \u00e9 reconhecido pelos que lhe pertencem.<\/em><\/p>\n<p><em>Santo \u00e9s Tu, que, pelo Verbo, criaste todas as coisas.<br \/>\nSanto \u00e9s Tu, de quem \u00e9 imagem a natureza.<br \/>\nSanto \u00e9s Tu, pois n\u00e3o foste formado por ela.<br \/>\nSanto \u00e9s Tu, que \u00e9s mais poderoso do que todos os poderes.<br \/>\nSanto \u00e9s Tu, que \u00e9s mais excelente do que tudo que existe.<br \/>\nSanto \u00e9s Tu, que \u00e9s superior a todo louvor<\/em> <em>[6].<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/an-open-heart\/#_ftnref1\">[1]<\/a> Jan van Rijckenborgh. <em>A confessio da fraternidade da Rosacruz<\/em>: an\u00e1lise esot\u00e9rica da confessio fraternitats Rosae Crucis. 1. ed. Jarinu-SP: Pentagrama Publica\u00e7\u00f5es, 2017. p. 36.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/an-open-heart\/#_ftnref2\">[2]<\/a> Karl von Eckartshausen: <em>\u00dcber die wichtigsten Mysterien der Religion<\/em>, Rozekruis Pers, Haarlem, 1995, p.154<br \/>\n<a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/an-open-heart\/#_ftnref3\">[3]<\/a> Veja por exemplo: Burkhard Lewe: <em>The heart becomes illuminated \u2013 A journey through the five chambers of the heart &#8211; Nesta revista<\/em> LOGON<br \/>\n<a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/an-open-heart\/#_ftnref4\">[4]<\/a> Jan van Rijckenborgh, Catharose de Petri: <em>A Gnosis Chinesa<\/em>: coment\u00e1rios sobre o Tao Te King de Lao Ts\u00e9. 2. ed. Jarinu-SP: Pentagrama Publica\u00e7\u00f5es, 2010. p. 30.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/an-open-heart\/#_ftnref5\">[5]<\/a> Jan van Rijckenborgh. O <em>confessio da fraternidade da Rosacruz<\/em>: an\u00e1lise esot\u00e9rica da confessio fraternitats Rosae Crucis. 1. ed. Jarinu-SP: Pentagrama Publica\u00e7\u00f5es, 2017. p. 40.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/logon.media\/logon_article\/an-open-heart\/#_ftnref6\">[6]<\/a> Jan van Rijckenborgh. <em>A arquign\u00f3sis eg\u00edpicia<\/em>: e o seu chamado no eterno presente, tomo I. 1. ed. Jarinu-SP: Pentagrama Publica\u00e7\u00f5es, 1984. p. 38-39.<\/p>\n","protected":false},"author":925,"featured_media":102152,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-111640","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/111640","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/925"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/102152"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=111640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=111640"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=111640"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=111640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}