{"id":106087,"date":"2023-12-01T19:15:30","date_gmt":"2023-12-01T19:15:30","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/?post_type=logon_article&#038;p=106087"},"modified":"2024-05-18T18:30:11","modified_gmt":"2024-05-18T18:30:11","slug":"a-arte-da-vida-real","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/a-arte-da-vida-real\/","title":{"rendered":"A Arte da Vida Real"},"content":{"rendered":"<p><strong>Voc\u00ea prefere ouvir este artigo?<\/strong><\/p>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-106087-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/A-arte-da-vida-real-Final.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/A-arte-da-vida-real-Final.mp3\">https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/A-arte-da-vida-real-Final.mp3<\/a><\/audio>\n<p>O ser humano sempre buscou na arte uma transcend\u00eancia que vai muito al\u00e9m de sua pessoa ou sociedade \u2013 e sempre teve aux\u00edlio para encontr\u00e1-la. Segundo J. van Rijckenborgh e Catharose de Petri [1], historicamente essa intera\u00e7\u00e3o entre o abstrato e o concreto conhece tr\u00eas fases.<\/p>\n<p>Na primeira, a transcend\u00eancia atua em favor da humanidade. \u00c9 quando o ser humano inicia seu processo de transforma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia com base em informa\u00e7\u00f5es externas percebidas por sua consci\u00eancia concreta.<\/p>\n<p>Na segunda, ele trabalha com a humanidade. Ele passa por uma experi\u00eancia de intenso trabalho intuitivo e cria sua identidade.<\/p>\n<p>Na terceira, realiza-se a eternidade no tempo por meio da humanidade. Adquire-se uma consci\u00eancia superior abstrata que permite ao ser humano atuar no mundo com transcend\u00eancia. Este \u00e9 o caminho de conex\u00e3o com o divino, a dimens\u00e3o espiritual.<\/p>\n<p>A vida de cada um de n\u00f3s passa por esses tr\u00eas est\u00e1gios de forma n\u00e3o linear, a todo momento, e desejamos firmemente conquistar esse estado que nos transforma de seres do tempo em seres da eternidade. Em outras palavras: buscamos a Arte Real, ou a Alquimia Espiritual \u2013 o processo que transforma o chumbo (a consci\u00eancia superficial da realidade) em ouro (a consci\u00eancia de uma realidade superior). Assim \u00e9 poss\u00edvel chegar \u00e0 Pedra Filosofal, ponto culminante da Grande Obra: o casamento alqu\u00edmico da Alma e do Esp\u00edrito. \u00c9 por isso que, assim como a arte se renova em v\u00e1rios movimentos, estamos constantemente voltando nossos olhos para experi\u00eancias anteriores, visando tomar f\u00f4lego para ir em frente e descobrir novos caminhos.<\/p>\n<p>Fazendo um paralelo da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica com nosso estado de consci\u00eancia pessoal, podemos dizer que somos nossa pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o, nossa pr\u00f3pria obra de arte.<\/p>\n<p>Nos primeiros passos de nossa caminhada espiritual, muitas vezes nos apegamos \u00e0 concretude e nos deixamos levar por guias e fatores externos, ou pelo autoconhecimento narc\u00edsico. Inseguros, repetimos o que vemos, o que pensamos que vemos, e o que os outros querem que vejamos. \u00c9 como se f\u00f4ssemos artistas meramente representativos, copiando o que vemos no exterior, seguindo t\u00e9cnicas j\u00e1 conhecidas.<\/p>\n<p>Em um segundo momento, passamos a repensar nossa cria\u00e7\u00e3o. Queremos mostrar nossas impress\u00f5es e express\u00f5es. Ainda nos utilizamos de fontes externas, mas j\u00e1 as transformamos com base em nossa percep\u00e7\u00e3o interior. \u00c9 o in\u00edcio da busca pela Arte Real. \u00c9 como se estiv\u00e9ssemos iniciando uma alquimia ainda terrena, mas um pouco mais profunda. Depois de termos v\u00e1rios <em>insights,<\/em> experimentamos diversas possibilidades, em busca de autoconhecimento mais elevado. \u00c9 uma fase turbulenta, quando percebemos que come\u00e7amos a nos repetir, a nos autocopiar. Chegamos a um estado de satura\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, queremos ultrapassar nossa pr\u00f3pria obra: o pr\u00f3prio ego j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 contente consigo pr\u00f3prio. Percebemos que precisamos \u201csair de n\u00f3s mesmos\u201d, renovar-nos, renascer.<\/p>\n<p>Em nossa experi\u00eancia de vida, todas as nossas emo\u00e7\u00f5es nos fazem questionar a no\u00e7\u00e3o de ef\u00eamero. Como em um quadro barroco, o medo da morte faz-nos ver o conflito entre trevas e luz e enxergar o grotesco e desmesurado dentro de n\u00f3s. O tempo que se escoa traz para nossa alma grande urg\u00eancia espiritual. De repente, todas as perspectivas se misturam. O surrealismo \u00e9 tal que, mesmo nos voltando para dentro, continuamos em um estado de meia sonol\u00eancia, vivenciando sonhos fant\u00e1sticos e fantasiosos.<\/p>\n<p>At\u00e9 que um dia, cansados de tanta agita\u00e7\u00e3o, buscamos o sil\u00eancio \u2013 e ele toma conta de nossas almas como uma tela em branco. Na quietude, passamos para o terceiro est\u00e1gio. De repente, a descoberta de uma nova perspectiva mostra-nos que h\u00e1 in\u00fameros pontos de vista, e que cada um de n\u00f3s, com sua identidade pr\u00f3pria, tem responsabilidade por suas escolhas. Depois de intenso trabalho intuitivo, vemos emergir em n\u00f3s um novo ser, que deseja trabalhar na Grande Obra da alquimia interior, a servi\u00e7o do mundo e da humanidade. Baseados em nossos constantes renascimentos e novos e criativos <em>insights,<\/em> fartos de nosso drama barroco, por fim nos rendemos.<\/p>\n<p>Em meio a tantas transforma\u00e7\u00f5es, devido ao nosso trabalho conscientemente ativo, ocorre em n\u00f3s a transfigura\u00e7\u00e3o alqu\u00edmica, a transforma\u00e7\u00e3o de \u201cchumbo em ouro\u201d \u2013 pois, como dizem os alquimistas, \u00e9 preciso praticar o <em>solve et coagula<\/em> (= dissolve e solidifica). <em>Solve,<\/em> para dissolver tudo o que nos impede de transcender; e <em>coagula<\/em>, para manifestar concretamente uma consci\u00eancia plena, abstrata e eterna.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que, num dia muito esperado, finalmente passamos a ser um canal da Arte da Vida Real, recebendo o aux\u00edlio da inspira\u00e7\u00e3o e expirando, radiantes, do interior para o exterior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n<p>[1] van Rijckenborgh, Jan et Petri, Catharose: <em>A veste de luz do novo homem,<\/em> in Cole\u00e7\u00e3o \u201cO apocalipse da nova Era\u201d volume I, cap\u00edtulo 3, Pentagrama Publica\u00e7\u00f5es, Jarinu-SP, 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o Vers\u00e3o e-book 2017.<\/p>\n","protected":false},"author":609,"featured_media":104639,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-106087","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/106087","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/609"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/104639"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=106087"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=106087"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=106087"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=106087"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}