{"id":105973,"date":"2023-11-22T16:22:01","date_gmt":"2023-11-22T16:22:01","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/por-quem-os-sinos-dobram\/"},"modified":"2024-05-18T18:52:45","modified_gmt":"2024-05-18T18:52:45","slug":"por-quem-os-sinos-dobram","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/por-quem-os-sinos-dobram\/","title":{"rendered":"Por Quem os Sinos Dobram"},"content":{"rendered":"<p><strong>Voc\u00ea prefere ouvir este artigo?<\/strong><\/p>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-105973-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Por-quem-os-sinos-dobram-final.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Por-quem-os-sinos-dobram-final.mp3\">https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Por-quem-os-sinos-dobram-final.mp3<\/a><\/audio>\n<p>Sim, peguei emprestado o t\u00edtulo de um grande escritor. Mas n\u00e3o creio que ele se importaria, pois tamb\u00e9m o pegou emprestado.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Basear-se no trabalho uns dos outros \u00e9 algo bom: leva as coisas a uma revela\u00e7\u00e3o mais elevada. Nenhum homem \u00e9 uma ilha. Ernest Hemingway foi uma grande figura da literatura inglesa e um homem corajoso. Dedico este artigo a algo que ele disse: \u201cN\u00e3o h\u00e1 nada de nobre em ser superior ao pr\u00f3ximo; a verdadeira nobreza \u00e9 ser superior ao seu antigo eu\u201d.<\/p>\n<p>Quando se trata do nosso antigo eu, algo que existiu mas j\u00e1 n\u00e3o existe, ent\u00e3o o sino \u00e9 um sino f\u00fanebre. Podemos ouvir o nosso pr\u00f3prio sino da morte e viver? Sim. Quando falamos de mudan\u00e7a, de transforma\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia, ent\u00e3o ouvir o sino do nosso pr\u00f3prio funeral \u00e9 algo positivo.<\/p>\n<p>A morte \u00e9 um assunto assustador. Est\u00e1 associado a perda, doen\u00e7a, dor, vazio e solid\u00e3o. Por causa do nosso medo, n\u00e3o aceitamos a morte. Mesmo sendo a \u00fanica certeza da vida, ela fica distante de n\u00f3s como se n\u00e3o nos dissesse respeito. \u00c9 claro que nos notici\u00e1rios vemos pessoas falecidas todos os dias, mas n\u00e3o deixamos a realidade entrar. \u00c9 como se estiv\u00e9ssemos olhando para outro mundo, at\u00e9 que a morte atinja o nosso c\u00edrculo pr\u00f3ximo. Ent\u00e3o as coisas mudam. Negar a realidade funciona apenas por um curto per\u00edodo. Os aspectos indesejados da vida nos alcan\u00e7am e destroem nosso mundo ilus\u00f3rio. Isso \u00e9 dif\u00edcil e, em geral, precisamos de tempo para recuperar e aceitar a situa\u00e7\u00e3o real.<\/p>\n<p><strong>A grande quest\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Este artigo n\u00e3o pretende ser um texto pesado e sombrio, pelo contr\u00e1rio! \u00c9 por isso que fa\u00e7o imediatamente a grande pergunta: Podemos superar a morte? Podemos eliminar a morte? \u00c9 uma quest\u00e3o t\u00e3o antiga quanto a humanidade.<\/p>\n<p>Visto de uma perspectiva abstrata, existem duas abordagens para esse problema. Na primeira, h\u00e1 a tentativa de melhorar e aperfei\u00e7oar a antiga situa\u00e7\u00e3o. Na segunda, existe o caminho da transforma\u00e7\u00e3o, de morte e renascimento, de transformar chumbo em ouro. A primeira abordagem \u00e9 amplamente praticada e onipresente, a segunda \u00e9 rara e oculta. \u00c9 por isso que tamb\u00e9m s\u00e3o chamados de caminho largo e caminho estreito.<\/p>\n<p>Do ponto de vista natural, o caminho largo \u00e9 l\u00f3gico e normal. A consci\u00eancia eu-centralizada sempre se toma como ponto de partida. N\u00e3o temos uma vis\u00e3o global porque temos de cuidar das nossas necessidades e proteger-nos dos perigos que nos rodeiam. Isso torna o mundo assustador. Sempre precisamos correr em dire\u00e7\u00e3o a algo ou fugir de alguma coisa. Estamos sempre sob press\u00e3o. Temos de fazer o imposs\u00edvel: criar um lugar seguro para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Enquanto percorremos o caminho largo, \u00e9 dif\u00edcil parar. Na verdade, s\u00f3 podemos parar a n\u00f3s mesmos. Ainda n\u00e3o vimos o problema fundamental e estamos cheios de sonhos: colonizaremos Marte, transferiremos a nossa consci\u00eancia para um c\u00e9rebro rob\u00f3tico, iremos\u2026 Continuamos a sonhar e a tecnologia parece transformar nossos desejos em realidade.<\/p>\n<p><strong>Retornar<\/strong><\/p>\n<p>Mas a quest\u00e3o \u00e9: na natureza nunca vamos a lugar algum, nunca nos tornamos o que quer que seja. N\u00f3s apenas andamos em c\u00edrculos. \u00c9 apenas a ilus\u00e3o que projetamos na natureza que d\u00e1 a convic\u00e7\u00e3o de estarmos progredindo, de estarmos no caminho certo para o nosso objetivo.<\/p>\n<p>Lao Tse diz: <em>\u201cTodas as coisas nascem juntas; eu as vejo retornar novamente.\u201d<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Esta pequena frase reflete a ess\u00eancia da natureza. Os elementos s\u00e3o agregados em formas vivas, a morte os separa novamente. As coisas voltam ao ponto de partida e o processo se repete. Claro que somos livres para continuar a tentar, a repetir nossa tentativa, mas a observa\u00e7\u00e3o de Lao Ts\u00e9 permanece a mesma: \u201cVejo-as regressar novamente.\u201d<\/p>\n<p>No final, essas repeti\u00e7\u00f5es intermin\u00e1veis, o curso circular da natureza, abre uma janela em n\u00f3s. Vendo a impossibilidade da maneira antiga, nossa consci\u00eancia entende que deve haver mais na vida do que a rotina rob\u00f3tica. Ent\u00e3o descobrimos que existe outro caminho, o caminho estreito.<\/p>\n<p><strong>Morte, amor e vida<\/strong><\/p>\n<p>O caminho estreito \u00e9, em muitos aspectos, o oposto do caminho largo. Para uma consci\u00eancia eu-centralizada, \u00e9 muito dif\u00edcil ver o m\u00e9rito da porta estreita. Esse obst\u00e1culo fundamental est\u00e1 relacionado com a no\u00e7\u00e3o de morte. Quando digo \u201cmorte\u201d, n\u00e3o me refiro ao fim f\u00edsico, mas \u00e0 morte interior, psicol\u00f3gica: a morte da consci\u00eancia eu-centralizada.<\/p>\n<p>Krishnamurti diz, numa conversa chamada \u201cMorte, vida e amor s\u00e3o indivis\u00edveis\u201d: <em>\u201cViver \u00e9 morrer. E o amor est\u00e1 essencialmente morrendo para mim. (\u2026) Viver, amar e morrer s\u00e3o indivis\u00edveis.\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Como viver pode ser morrer? Parece muito estranho e contradit\u00f3rio. Como pode o que \u00e9 mais desejado e o que \u00e9 mais indesejado ser algo indivis\u00edvel?<\/p>\n<p>O caminho estreito \u00e9 sobre vencer a morte. O que \u00e9 a morte? Tudo na natureza se move em c\u00edrculos. A essa mudan\u00e7a sem fim, a esse regresso ao ponto de partida, podemos chamar morte. O inverno morre, a primavera nasce. O sol se p\u00f5e, a noite nasce. Morremos no mundo material, nascemos na vida ap\u00f3s a morte, na terra al\u00e9m do v\u00e9u. Mais tarde tamb\u00e9m morremos nesta esfera de reflex\u00e3o e come\u00e7a uma nova vida na terra.<\/p>\n<p>Em geral, temos medo dessas mudan\u00e7as e da inseguran\u00e7a que elas trazem. Mas \u00e9 esse medo e o apego a coisas transit\u00f3rias que nos torna v\u00edtimas da morte. Como desarmamos a morte? Caminhamos na dire\u00e7\u00e3o oposta, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 morte. O caminho estreito nos ensina a nos entregarmos voluntariamente \u00e0 morte. N\u00e3o fisicamente, mas interiormente, psicologicamente.<\/p>\n<p>Quando nos desapegamos de todas as coisas terrenas, nos libertamos das nossas \u00e2ncoras. Devolvemos tudo o que tiramos da terra. N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o possamos ter certas coisas, mas interiormente estamos desapegados, livres delas. N\u00e3o \u00e9 apenas o desapego dos objetos materiais, mas tamb\u00e9m dos nossos objetivos e ambi\u00e7\u00f5es, desejos, ideais, conhecimento, religi\u00e3o, autoridades, opini\u00f5es, e assim por diante. Interiormente n\u00e3o vamos a lugar algum, n\u00e3o nos tornamos algu\u00e9m. Isso \u00e9 muito assustador para a pessoa comum. Numa palavra, \u00e9 \u201cterr\u00edvel\u201d, porque isso \u00e9 morrer.<\/p>\n<p>\u00c9 aterrorizante, mas apenas porque n\u00e3o entendemos as qualidades da morte interior. O que a sepultura interior nos traz? Sil\u00eancio e clareza. Quando toda a n\u00e9voa desaparecer, todas as opini\u00f5es, todos os conflitos, todas as pequenas preocupa\u00e7\u00f5es humanas, ent\u00e3o o c\u00e9u estar\u00e1 limpo. Nenhuma nuvem \u00e0 vista. A consci\u00eancia \u00e9 clara como cristal, silenciosa como um lago na montanha. Agora entendemos a vida, agora vemos a verdade. No t\u00famulo do nosso eu tolo encontramos sil\u00eancio, clareza e paz.<\/p>\n<p><strong>A verdade<\/strong><\/p>\n<p>Nesse espa\u00e7o interior aberto, a \u201csepultura\u201d aberta, a verdadeira Vida pode manifestar-se. A Verdade sempre esteve l\u00e1, apenas estava coberta pela enorme pilha de ignor\u00e2ncia humana. Agora entendemos por que morrer e viver s\u00e3o uma coisa s\u00f3. Morremos para a nossa tolice, para a nossa ignor\u00e2ncia e gan\u00e2ncia, e vivemos na Verdade.<\/p>\n<p>Mestre Eckhart diz: \u201cO amor \u00e9 t\u00e3o forte quanto a morte, t\u00e3o duro quanto o inferno. A morte separa a alma do corpo, mas o amor separa todas as coisas da alma.\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Ele transmite o mesmo que Krishnamurti. Quando morremos no sentido comum, nosso corpo se separa de nossa alma, de nossa consci\u00eancia. Mas quando morremos interiormente, psicologicamente, porque procuramos a Verdade, ent\u00e3o o nosso amor pela Verdade separa todas as coisas da alma. O fogo do amor purifica nossa consci\u00eancia. Esse fogo transforma nossa consci\u00eancia, transforma-nos em almas verdadeiramente vivas. Agora entendemos por que a morte, o amor e a vida s\u00e3o indivis\u00edveis.<\/p>\n<p>Quando resumimos os dois caminhos, vemos a seguinte estrutura esquem\u00e1tica:<\/p>\n<p>O caminho estreito: Amor (pela Verdade) traz morte, traz clareza, traz Vida.<\/p>\n<p>O caminho largo: Amor (pela vida comum) traz morte, traz repeti\u00e7\u00e3o, traz experi\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 a experi\u00eancia, a sensa\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de ganho e perda, que nos abre interiormente \u00e0 possibilidade de um novo caminho, o caminho da porta estreita.<\/p>\n<p><strong>Reconcilia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Recentemente estive num t\u00famulo romano em Hisarya. Embora os livros digam que \u00e9 romano, tem caracter\u00edsticas t\u00edpicas do Egito.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Para entrar no t\u00famulo existe um corredor descendente que leva at\u00e9 ele. Quando cheguei \u00e0 porta do t\u00famulo tive que me ajoelhar, a entrada era bastante baixa. Esta rever\u00eancia \u00e0 morte tamb\u00e9m \u00e9 expressa na Grande Pir\u00e2mide de Giz\u00e9. \u00c9 o corredor descendente que leva \u00e0 c\u00e2mara subterr\u00e2nea e \u00e0 passagem sem sa\u00edda. O que essa porta estreita nos diz? Temos de ajoelhar diante da morte para encontrar a Vida. Aceitar a morte, chegar a um acordo com a morte, \u00e9 a porta atrav\u00e9s da qual podemos alcan\u00e7ar uma nova vida, um estado transformado de consci\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 tudo uma quest\u00e3o de reconcilia\u00e7\u00e3o. Tiramos muitas coisas da terra e isso nos torna devedores. Se n\u00e3o virmos isso, seremos os seres humanos orgulhosos que pensam que conquistaram a terra. Em nossa ignor\u00e2ncia, permanecemos de cabe\u00e7a erguida e n\u00e3o podemos entrar na tumba. Ainda n\u00e3o pagamos nossas d\u00edvidas. Mas, no final, o peso das nossas d\u00edvidas nos traz autoconhecimento.<\/p>\n<p>O verdadeiro autoconhecimento \u00e9 importante porque nos faz aceitar a n\u00f3s mesmos e \u00e0 morte. Em ess\u00eancia \u00e9 a mesma coisa. A vida na natureza e a morte est\u00e3o completamente interligadas. O veredito da natureza \u00e9 indiscut\u00edvel. Se n\u00e3o vemos isso, vivemos numa ilus\u00e3o e lutamos contra a morte. \u00c9 uma luta que n\u00e3o podemos vencer, mas somos livres para tentar. Um dia, quando estivermos cansados e ansiando por reden\u00e7\u00e3o, compreenderemos que n\u00e3o podemos permanecer de cabe\u00e7a erguida em eu-centraliza\u00e7\u00e3o e viver verdadeiramente. O relativo e o Absoluto n\u00e3o andam juntos. Paramos com nossa tentativa de aperfei\u00e7oar o relativo e nos aceitarmos, inclusive a morte. Aceitamos a realidade. Curvamo-nos diante da morte, ajoelhamo-nos diante da entrada estreita e a morte nos deixa passar. Entramos no t\u00famulo interior onde encontramos clareza e paz. Chegamos a um acordo conosco mesmos.<\/p>\n<p><strong>Mist\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<p>Parece o fim, mas o mist\u00e9rio do homem \u00e9 muito mais profundo. A morte n\u00e3o era o fim, nem o inimigo, era apenas o porteiro. Ela n\u00e3o nos deu passagem porque as ilus\u00f5es n\u00e3o podem ser aceitas no caminho para a verdadeira Vida. A ignor\u00e2ncia e as ilus\u00f5es s\u00e3o o calcanhar de Aquiles. Nossos p\u00e9s estavam na dire\u00e7\u00e3o errada.<\/p>\n<p>\u00c9 surpreendente que o segredo da Vida seja exibido e transmitido t\u00e3o abertamente, e ainda assim esteja imensamente oculto, completamente incompreendido. Muitos homens s\u00e1bios e professores da humanidade chamaram a aten\u00e7\u00e3o para isso. Jesus, o Cristo, disse: \u201cPois quem quiser salvar a sua vida, perd\u00ea-la-\u00e1, mas quem perder a sua vida por amor de mim, acha-la-\u00e1.\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[5]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>No t\u00famulo de Crist\u00e3o Rosacruz estava escrito: \u201cEnquanto vivia, fiz deste comp\u00eandio do universo meu t\u00famulo\u201d.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup><strong>[6]<\/strong><\/sup><\/a><\/p>\n<p>Todo verdadeiro caminho espiritual conhece a fase de liquida\u00e7\u00e3o do passado, a morte interior. Se ignorarmos essa fase e permanecermos de cabe\u00e7a erguida, o porteiro n\u00e3o nos deixar\u00e1 passar. Ent\u00e3o continuamos no curso circular e intermin\u00e1vel da natureza. Quando finalmente compreendemos essa condi\u00e7\u00e3o imut\u00e1vel, ficamos perplexos. A verdade disso \u00e9 t\u00e3o avassaladora, a sua necessidade t\u00e3o l\u00f3gica e inevit\u00e1vel, que n\u00e3o entendemos por que demoramos tanto para perceber isso.<\/p>\n<p>No final, nossos p\u00e9s giram na dire\u00e7\u00e3o certa. Aquiles concilia-se com seu calcanhar. Percorremos um longo caminho, fomos v\u00edtimas da nossa pr\u00f3pria ignor\u00e2ncia tantas vezes. Mas finalmente vemos, entendemos. O velho homem, cansado e cheio de experi\u00eancia, v\u00ea o mar, o eterno sopro do criador. Ent\u00e3o os sinos dobram.<\/p>\n<p>__________________________________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> John Donne: https:\/\/www.yourdailypoem.com\/listpoem.jsp?poem_id=2118<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Tao Te Ching cap\u00edtulo 16, https:\/\/www.goldenrosycross.org\/books\/the-chinese-gnosis<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Serm\u00e3o quatro<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> https:\/\/www.marica.bg\/na-pat\/rimskata-grobnica-do-hisarq-pravena-kato-egipetskite-piramidi<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Mateus 16:25<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> O Chamado da Fraternidade da Rosacruz https:\/\/www.goldenrosycross.org\/books\/the-call-of-the-brotherhood-of-the-rosycross<\/p>\n","protected":false},"author":917,"featured_media":104668,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-105973","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/105973","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/917"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/104668"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105973"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105973"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=105973"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=105973"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}