{"id":105688,"date":"2023-11-03T21:31:47","date_gmt":"2023-11-03T21:31:47","guid":{"rendered":"https:\/\/logon.media\/logon_article\/autoconhecimento\/"},"modified":"2024-05-18T18:28:40","modified_gmt":"2024-05-18T18:28:40","slug":"autoconhecimento","status":"publish","type":"logon_article","link":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/logon_article\/autoconhecimento\/","title":{"rendered":"Autoconhecimento"},"content":{"rendered":"<p><strong>Voc\u00ea prefere ouvir este artigo?<\/strong><\/p>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-105688-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Autoconhecimento-final.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Autoconhecimento-final.mp3\">https:\/\/logon.media\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Autoconhecimento-final.mp3<\/a><\/audio>\n<p>Quem sou eu?<\/p>\n<p>A essa pergunta, algu\u00e9m poderia responder:<\/p>\n<p>Sou o senhor X, a senhora Y. Tenho essa e essa forma\u00e7\u00e3o, tal idade. Tenho esses atributos, aqueles defeitos, essas caracter\u00edsticas. Sou brasileiro, afrodescendente, argentino, o que for\u2026<\/p>\n<p>Por\u00e9m sempre permanece a indaga\u00e7\u00e3o: qual \u00e9 a verdadeira identidade do meu ser? Quem sou eu?<\/p>\n<p>J\u00e1 em tenra idade come\u00e7aram a surgir em mim sentimentos, pensamentos e desejos. N\u00e3o lembro exatamente quando comecei a ter convic\u00e7\u00f5es sobre as coisas, a entender que acreditava ou n\u00e3o em determinadas ideias e por que eu tinha a necessidade de me sentir seguro em algum grupo por meio das roupas e das linguagens que usava, principalmente com amigos e pessoas dos meus c\u00edrculos de conviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Quando veio a adolesc\u00eancia, n\u00e3o estava claro o motivo pelo qual resolvi assumir aquela apar\u00eancia, nem quando passei a buscar tais ou tais prazeres, ou o que me trazia as dores e as raivas que sentia.<\/p>\n<p>N\u00e3o consigo dizer bem quando comecei a ter d\u00favidas sobre o que era realmente aquilo com o que me identificava.<\/p>\n<p>Procurava em mim mesmo as raz\u00f5es de dizer certas coisas, de me interessar ou n\u00e3o por determinadas situa\u00e7\u00f5es. Era tudo muito confuso para mim.<\/p>\n<p>Veio, ent\u00e3o, uma fase mais madura da juventude, fase na qual comecei a ter contato com diferentes correntes de pensamentos, a elaborar minha express\u00e3o verbal e a me identificar com professores, autores, fil\u00f3sofos, artistas, pessoas da pol\u00edtica. Lembro-me bem de que comecei a buscar respostas convincentes, at\u00e9 mesmo para me firmar nos meus c\u00edrculos e afirmar para mim mesmo quem eu realmente era. Mas ainda eram reflex\u00f5es muito nebulosas. Eu queria, de fato, me conhecer num n\u00edvel mais profundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O QUE \u00c9 AUTOCONHECIMENTO?<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, em minhas reflex\u00f5es, me deparei com o termo \u201cautoconhecimento\u201d como se fosse uma sinaliza\u00e7\u00e3o m\u00e1gica. Senti necessidade de compreender sua a\u00e7\u00e3o em mim, quase como uma necessidade intransfer\u00edvel. Busquei na filosofia, na psicologia, na literatura.<\/p>\n<p>Foi quando, numa conversa com jovens, ouvi de algu\u00e9m muito especial:<\/p>\n<p>\u201cO autoconhecimento \u00e9 fundamental na busca interior, mas n\u00e3o \u00e9 algo advindo de estudos de livros, orienta\u00e7\u00f5es intelectuais bem-organizadas em que aprendemos sobre o nosso eu. Tudo isso tem import\u00e2ncia relativa. Autoconhecimento \u00e9 uma certeza \u00edntima e pessoal que nasce da presen\u00e7a da for\u00e7a do Esp\u00edrito em nosso sistema interno e inteiro, no sangue e na alma. \u00c9 a presen\u00e7a viva de uma for\u00e7a circulante do Esp\u00edrito na pr\u00f3pria alma, como uma posse fundamentada e reconhecida\u201d.<\/p>\n<p>Comecei, ent\u00e3o, a entender. Autoconhecimento n\u00e3o \u00e9 um atributo automatizado na consci\u00eancia do ser humano, por\u00e9m uma for\u00e7a viva que impulsiona e possibilita um aprendizado constante sobre si mesmo, sobre a estrela pessoal, o que verdadeiramente se \u00e9, sem r\u00f3tulos, sem imagens falsas sobre si mesmo, sem autodesvaloriza\u00e7\u00e3o ou supervaloriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando buscamos o conhecimento verdadeiro sobre n\u00f3s mesmos precisamos empreender uma observa\u00e7\u00e3o profunda, \u00edntima, sobre o nosso verdadeiro estado, sobre nossa \u00edndole, nossos desejos mais \u00edntimos, sobre as inten\u00e7\u00f5es por detr\u00e1s de nossas a\u00e7\u00f5es, sobre nosso real car\u00e1ter e, a partir dessa constata\u00e7\u00e3o, gerar uma honesta avalia\u00e7\u00e3o do que realmente somos.<\/p>\n<p>Quando observamos nossos pensamentos e as verdades que se escondem por tr\u00e1s de tudo que pensamos a respeito de n\u00f3s mesmos, a respeito dos nossos semelhantes, a respeito das pessoas de nosso c\u00edrculo mais pr\u00f3ximo e \u00edntimo, podemos constatar que h\u00e1 toda uma s\u00e9rie de imagens sobre n\u00f3s mesmos, sobre os outros, sobre a sociedade, sobre o mundo, sobre a humanidade. Essas imagens s\u00e3o constru\u00eddas nos campos f\u00e9rteis de nossa imagina\u00e7\u00e3o, por meio de conceitos e ideias, cujas origens desconhecemos.<\/p>\n<p>Elas nascem sem que tenhamos clareza de sua natureza, de sua base concreta. Vamos simplesmente aceitando o que vem de fora pela cultura natural, e construindo, sem questionamento, ideias a partir de nossas pr\u00f3prias experi\u00eancias.<\/p>\n<p>E todo esse mar de ideias vai-se conformando em imagens e autoimagens, que conclu\u00edmos sermos n\u00f3s mesmos ou os outros.<\/p>\n<p>A consci\u00eancia egoc\u00eantrica se faz sem aprofundamento. Constr\u00f3i pseudoverdades, acredita nelas, confia de forma incauta. Somos cr\u00e9dulos inocentes do mundo interior que deixamos crescer e tomar conta de n\u00f3s.\u00a0 Esse arcabou\u00e7o vem sendo organizado por n\u00f3s mesmos ao longo da vida. Classificamos, aos poucos, aquilo que parece mais real e verdadeiro.<\/p>\n<p>Tudo isso porque o que nosso ser mais deseja \u00e9 seguran\u00e7a. E, no desejo de seguran\u00e7a, vamos formando uma imagem de n\u00f3s mesmos, que cremos ser a mais real e poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 tudo verdade mesmo?<\/p>\n<p>O mundo que se constr\u00f3i, nosso tipo, nossa heran\u00e7a familiar, nossa ideia de povo e p\u00e1tria est\u00e3o mesmo baseados em verdades inquestion\u00e1veis?<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhuma d\u00favida sobre tudo isso?<\/p>\n<p>Somos mesmo a personalidade que acreditamos ser?<\/p>\n<p>Na inseguran\u00e7a transcendental de nossas vidas, lan\u00e7amos m\u00e3o de toda sorte de pequenas e fr\u00e1geis verdades para conseguirmos calar a voz mais forte dentro de n\u00f3s: a incerteza da vida e o medo da morte.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, nossa psique, nosso \u201ceu sou&#8221; agarra-se a uma fr\u00e1gil narrativa de ser algu\u00e9m, de se ser um \u201ceu\u201d.<\/p>\n<p>Mas a pergunta permanece: o que, realmente, sei sobre mim?<\/p>\n<p>Essa pergunta s\u00f3 pode ser respondida quando j\u00e1 n\u00e3o estabelecermos como verdade interior o mundo de imagens, ideias e conceitos autocriados; quando conseguirmos limpar tudo isso e abrir um espa\u00e7o de sil\u00eancio em n\u00f3s mesmos, para descermos at\u00e9 a base do nosso sentir, at\u00e9 as ra\u00edzes de nosso car\u00e1ter, de nosso cora\u00e7\u00e3o, onde est\u00e1 o centro daquilo que mais profundamente somos.<\/p>\n<p>E, quando conseguirmos abrir esse espa\u00e7o de sil\u00eancio, onde j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o presentes a confus\u00e3o de ideias, os conceitos e as imagens dos desejos, conseguiremos, por conseguinte, alcan\u00e7ar a serenidade pr\u00f3pria da base central do que somos. E certamente ficaremos surpresos ao constatar que o que somos n\u00e3o representa nenhuma postura, nenhuma forma de autoprote\u00e7\u00e3o para a natureza do nosso ser.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o estaremos livres, porque o eu original, puro e verdadeiro, n\u00e3o est\u00e1 comprometido com nenhum pensamento, com nenhuma rela\u00e7\u00e3o, com nenhuma ideia.<\/p>\n<p>Poderemos, ent\u00e3o, afirmar que o verdadeiro autoconhecimento n\u00e3o \u00e9 conte\u00fado, nem ideia, nem conceito abstrato.<\/p>\n<p>O verdadeiro conhecimento de n\u00f3s mesmos n\u00e3o tem nome nem identifica\u00e7\u00e3o com coisas ef\u00eameras e exteriores. \u00c9 sil\u00eancio, calma, e nenhum compromisso.<\/p>\n","protected":false},"author":609,"featured_media":105561,"template":"","meta":{"_acf_changed":false},"tags":[],"category_":[110108],"tags_english_":[],"class_list":["post-105688","logon_article","type-logon_article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","category_-spiritsoul-pt-br"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article\/105688","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/logon_article"}],"about":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/logon_article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/609"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/105561"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105688"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105688"},{"taxonomy":"category_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/category_?post=105688"},{"taxonomy":"tags_english_","embeddable":true,"href":"https:\/\/logon.media\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags_english_?post=105688"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}