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	<title>ART &#8211; LOGON</title>
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	<description>An online magazine with articles about spiritual development</description>
	<lastBuildDate>Fri, 11 Sep 2026 08:43:38 +0000</lastBuildDate>
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	<title>ART &#8211; LOGON</title>
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	<item>
		<title>Se eu pudesse silenciar o tempo</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/se-eu-pudesse-silenciar-o-tempo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 08:43:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se eu pudesse silenciar o tempo, conspirar contra as horas… Mas o relógio implacável não quer pausar qualquer que seja a história. Impaciente, ele se move barulhento no tic tac do momento e segundo após segundo me arrasta consigo. Torna e retorna. Sem reviravoltas. Sem descontar nada do que foi jogado e perdido. Não há [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se eu pudesse silenciar o tempo,<br />
conspirar contra as horas…</p>
<p><span id="more-129702"></span><br />
Mas o relógio implacável<br />
não quer pausar<br />
qualquer que seja a história.<br />
Impaciente,<br />
ele se move barulhento<br />
no tic tac do momento<br />
e segundo após segundo<br />
me arrasta consigo.</p>
<p>Torna e retorna.<br />
Sem reviravoltas.<br />
Sem descontar nada do que foi jogado e perdido.<br />
Não há ganhadores no tempo.<br />
Porém, não está excluída a batalha.<br />
Lutarei, sem desistir<br />
Até encontrar o portal<br />
que o velho eão não ultrapassa.</p>
<p>Atrás desse portal<br />
o coração vibra de tal modo<br />
que o tempo , conformado<br />
se converte, no eterno presente.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Não quero falar sobre a natureza</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/nao-quero-falar-sobre-a-natureza/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 15:30:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não quero falar sobre a natureza: ela se expressa por si mesma. Quero a memória do que foi esquecido: emprestar meus ouvidos ao inaudível e curvar-me ao silêncio. &#160; – Alcançar a fronteira que leva para além do intransponível! &#160; Talvez não seja um mero querer. Não se trata, porém, de embriaguez. É a sede da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Spotify Embed: #229 Não quero falar sobre a natureza" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/2k6UoxCu4XfOiAc6HHis0i?si=HJArhM90T4CO40HPbDwOqw&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>Não quero falar sobre a natureza:</p>
<p>ela se expressa por si mesma.</p>
<p>Quero a memória do que foi esquecido:</p>
<p>emprestar meus ouvidos ao inaudível</p>
<p>e curvar-me ao silêncio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>– Alcançar a fronteira que leva para além do intransponível!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Talvez não seja um mero querer.</p>
<p>Não se trata, porém, de embriaguez.</p>
<p>É a sede da alma,</p>
<p>que a natureza não sacia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>– É buscar o sentido do vazio</p>
<p>para preencher o vazio de sentido!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que o mundo faça seu pedido:</p>
<p>pode ser sensato,</p>
<p>insistente ou comovido.</p>
<p>Mas não há apelo no mundo</p>
<p>que me faça trocar</p>
<p>a lucidez do despertar pelo sono da ilusão.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Chama Interior da Oração: Reflexões sobre o Judeu que Ora, de Chagall</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/a-chama-interior-da-oracao-reflexoes-sobre-o-judeu-que-ora-de-chagall/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:13:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Momentos na arte transcendem a forma e a narrativa quando parecem expressar algo universal. A pintura O Judeu em Oração, de Marc Chagall, é um exemplo. Nela, um homem curvado, envolto em um manto branco, está imerso em oração. Não há ação nem palavras. Ele simplesmente está. Quieto, ele ora. Mas o que é a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Spotify Embed: #226 A chama interior da oração: reflexões sobre &quot;O Judeu Que Ora&quot;, de Chagall." style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/4OSDL6xYxs3s2Pynf12pHN?si=poGvuS8nSEebO8SZfpCDug&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>Momentos na arte transcendem a forma e a narrativa quando parecem expressar algo universal. A pintura O Judeu em Oração, de Marc Chagall, é um exemplo. Nela, um homem curvado, envolto em um manto branco, está imerso em oração. Não há ação nem palavras. Ele simplesmente está. Quieto, ele ora.</p>
<p>Mas o que é a oração?</p>
<p>A oração não é uma súplica dirigida a uma divindade distante nem um pedido por favores ou resultados. Na tradição rosacruz, é um movimento silencioso da alma, um ato de escuta, alinhamento e entrega à chama interior. Tal visão está em sintonia com a corrente da Linguagem Sagrada, o conhecimento sagrado revelado por Cristo e, antes dele, por grandes iniciados de diferentes épocas.</p>
<p>Como escreve Édouard Schuré em Os Grandes Iniciados, a verdade do Espírito “passa pela alma em silêncio”. A transmissão da sabedoria divina não é de uma religião ou povo específico, mas constitui um legado transmitido àqueles que estão prontos para ouvir. Sob essa perspectiva, a figura retratada por Chagall simboliza o momento eterno em que o ser humano se volta para dentro e escuta.</p>
<p>Aqui, não há pretensão de definir a oração, mas aproximar-se dela, ainda que por um instante.</p>
<p>À primeira vista, O Judeu em Oração parece uma obra simples. Retrata uma figura solitária em silenciosa reverência, segurando objetos sagrados, com a cabeça levemente inclinada. A imagem remete ao gesto da oração, que pertence a buscadores de todas as tradições. As cores suaves, a ausência de drama e o mínimo de movimento irradiam quietude. Tudo conduz à introspecção.</p>
<p>No misticismo judaico, a oração é frequentemente compreendida como um caminho de união com o Divino. O homem retratado por Chagall não está em êxtase. Está silencioso, presente e enraizado. Sua quietude revela um sentido profundo da oração que não é de pedidos nem louvores, mas de permanência diante do invisível.</p>
<p>A obra nos convida a contemplar a oração como uma atitude. A oração como um voltar-se para dentro em direção a algo sagrado e vivo. Como ensinaram os grandes iniciados, a verdade se revela na íntima quietude da alma.</p>
<p>Nos ensinamentos da Escola Rosacruz Áurea, a oração não é um ato de súplica nem depende de formas, palavras ou rituais. Em vez disso, é uma orientação, um alinhamento do ser interior com o núcleo divino.</p>
<p>É a alma se reajustando à sua frequência original. Trata-se de uma recordação daquilo que a alma realmente é.</p>
<p>A alma que ora dessa forma não busca persuadir ou direcionar o Divino. Escuta. Entrega-se. E, nessa entrega, abre espaço para que algo superior surja em seu interior. Por isso, a verdadeira oração não pode ser ensinada. Ela é um estado de ser.</p>
<p>Como descreve Catharose de Petri em A Palavra Viva, a verdadeira invocação surge de um coração transformado. Ela se torna possível quando a personalidade cessa sua luta e entra na quietude nascida da entrega. Nesse silêncio, a Linguagem Sagrada — a voz do Espírito — pode começar a ser ouvida.</p>
<p>O caminho rosacruz descreve esse processo como uma transformação gradual na qual o antigo Eu cede lugar ao novo, não apenas pelo esforço humano, mas pela ressonância com a Luz. É isso que a oração torna possível. Trata-se da abertura de um templo interior preparado para o retorno da chama divina.</p>
<p>Visto dessa forma, o homem retratado por Chagall é mais do que um símbolo de devoção. Ele reflete aquilo que todo buscador é chamado a se tornar: um ouvinte silencioso e entregue. Ele se torna a própria oração.</p>
<p>Ao longo dos séculos e em diversas culturas, muitas pessoas se voltaram para o interior. Preocupam-se não apenas com a observância exterior, mas com o despertar interior. Por meio deles, o fluxo vital do Espírito continua.</p>
<p>Em Os Grandes Iniciados, Schuré descreve essa continuidade como uma tradição espiritual que atravessa os mistérios do Egito e da Índia, passa por Orfeu, Pitágoras, Moisés e os profetas, culminando em Cristo. É um fio vibracional, uma corrente viva de conhecimento sagrado transmitida de alma para alma por meio da transformação interior.</p>
<p>No coração dessa tradição está a oração.</p>
<p>O verdadeiro iniciado torna-se instrumento do Divino no mundo. Nesse contexto, a oração torna-se uma chama silenciosa, uma receptividade à Vontade Superior. Ela deixa de ser algo pessoal para tornar-se universal. Nasce do reconhecimento da unidade interior.</p>
<p>Essa é a oração que vislumbramos em O Judeu em Oração. Embora a figura esteja profundamente enraizada na tradição judaica, ela transcende seu contexto cultural e representa uma experiência humana universal. Sua presença silenciosa expressa a mesma força espiritual que animou os grandes iniciados de todas as épocas.</p>
<p>Sob essa luz, a pintura transforma-se em um ícone do caminho interior. Ela fala não apenas aos que pertencem a uma tradição religiosa, mas a todos os que já sentiram o chamado do Divino em seu coração. Recorda-nos que as verdades mais profundas muitas vezes permanecem implícitas. São reconhecidas na quietude.</p>
<p>Vivemos em um mundo saturado de palavras, imagens e opiniões. Vozes disputam nossa atenção a cada minuto. Num clima assim, o silêncio pode parecer vazio ou até desconfortável. Contudo, é precisamente nele que algo essencial pode ressurgir.</p>
<p>O homem retratado por Chagall não argumenta, não proclama nem persuade. Sua quietude não é passividade, mas sintonia. Ele retorna ao seu santuário interior. Revela uma força que nasce do alinhamento.</p>
<p>Para o buscador da Gnose, do conhecimento superior, esse tipo de oração torna-se vital. Somos lembrados pelos ensinamentos rosacruzes de que toda transformação verdadeira começa com um retorno ao interior, uma preparação da alma para que o Espírito possa novamente falar. E a voz do Espírito nunca é estridente. Ela espera pacientemente ser acolhida.</p>
<p>Esse é, talvez, o convite silencioso da pintura: perceber o mundo de outra maneira e agir a partir da clareza que nasce da escuta interior.</p>
<p>Nesse sentido, a oração torna-se uma atitude permanente da alma. Uma abertura silenciosa que escuta antes de falar e ama antes de julgar. Ela retorna à sua profundidade original e deixa de ser apenas um ato para tornar-se uma forma de ser. Uma transformação. Um estado de ressonância com o eterno.</p>
<p>O que Chagall capturou em O Judeu em Oração ultrapassa o tempo e a cultura. É a imagem daquele que se recorda com a alma, daquele que reencontra uma memória profunda de sua origem divina, muitas vezes encoberta pelo ruído do mundo e pelas identidades que acumulamos ao longo da vida.</p>
<p>Mas essa memória exige escuta. E para escutar é preciso fazer uma pausa.</p>
<p>Por isso, a oração não pode ser dissociada da transfiguração. Ela é o limiar, a abertura por onde a nova alma pode emergir. Não pelo que é dito, mas pelo que é oferecido: uma vida entregue, um coração sereno e um silêncio suficientemente profundo para que a Linguagem Sagrada possa ser ouvida mais uma vez.</p>
<p>Talvez seja por isso que O Judeu em Oração nos comove. Ele fala sem palavras e aponta sem gestos. Atrai-nos para sua quietude, e algo dentro de nós se agita. Algo vagamente lembrado. Algo que nos chama de dentro e aguarda uma resposta, silenciosamente, com todo o nosso ser.</p>
<p>Referências<br />
Chagall, Marc. Minha Vida . Tradução de Elisabeth Abbott, Peter Owen Publishers, 1965.</p>
<p>De Petri, Catarose. O Verbo Vivente. Editora Rosacruz.</p>
<p>Schuré, Édouard. Os Grandes Iniciados: Um Estudo da História Secreta das Religiões . Tradução de Fred Rothwell, Kessinger Publishing, 1999.</p>
<p>Van Rijckenborgh, J. A Gnosis Original Egípcia. Editora Rosacruz.</p>
<p>Van Rijckenborgh, Jan e Catharose de Petri. Os Mistérios Gnósticos da Pistis Sophia . Editora Rosacruz.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Wu Wei na Pintura Chinesa</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/wu-wei-na-pintura-chinesa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 15:05:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Wu Wei é um termo taoísta que aparece pela primeira vez no Tao Te Ching e é geralmente traduzido como não-ação. É um modo de vida também praticado na pintura chinesa. Nela, o mesmo motivo é pintado repetidamente, como uma montanha ou uma árvore. O que isso poderia ter a ver com o não-ação? Não [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Spotify Embed: #225 Wu Wei na pintura chinesa" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/4iSi5CjzhC47y1ji8YzOs2?si=7Agaj-LhQNqqUHVqA103-w&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>Wu Wei é um termo taoísta que aparece pela primeira vez no Tao Te Ching e é geralmente traduzido como não-ação.</p>
<p>É um modo de vida também praticado na pintura chinesa. Nela, o mesmo motivo é pintado repetidamente, como uma montanha ou uma árvore.</p>
<p>O que isso poderia ter a ver com o não-ação? Não se torna entediante pintar o mesmo tema várias vezes?</p>
<p>Não é o tema ou o resultado da pintura que importa, mas sim o processo.</p>
<p>O artista pratica uma atitude perante a vida. Ele busca trabalhar em harmonia com o Tao.</p>
<p>Segundo a tradição chinesa, o Tao é o princípio original através do qual tudo é criado e sustentado. É um princípio de uma ordem espiritual-divina elevada, cuja sabedoria transcende em muito a compreensão humana.</p>
<p>O pintor orienta-se por esse princípio superior e adapta-se a ele. Ele não quer mais ser o agente, o pintor, mas sim permitir que o Tao atue por meio dele, por meio de sua mão. Ele &#8220;faz&#8221; e, no entanto, não faz. Ele é ativo na não-ação.</p>
<p>Poderíamos também chamar isso de não-intervenção, uma não-intervenção nas leis do Tao. O pintor deixa que essas leis atuem através dele intuitivamente; ele busca unir-se à obra criativa do Tao, reconhecê-la e reproduzi-la no tema da pintura. Através do processo de pintura, ele aprende a discernir até que ponto ainda deseja realizar sua própria vontade ou permitir que o Tao atue dentro dele. Pois o Tao está em tudo; sem o Tao, nada há.</p>
<p><em>Portanto, o sábio se mantém no não-fazer; ele pratica o ensino sem palavras. Quando o trabalho está feito, ele não se apega a ele; precisamente porque não se apega a ele, ele não o abandona.</em></p>
<p><em>Lao Tzu</em></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Espada do Espírito</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/espada-do-espirito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 18:39:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Poema Ó nobre guerreiro, escuta em silêncio: Não me despertes sem um justo motivo, não me levantes sem que a coragem arda dentro de ti. Para me empunhar não basta o querer, é preciso alma firme, pois toda lâmina, por mais pura que seja, corta também quem a conduz. A coragem — ah, doce mãe [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Poema</em></p>
<p><span id="more-127996"></span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: #224 Espada do espírito" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/3vZXKegk5si727m8Y2WBym?si=iwfY3PWxQiaJZY72ge4bCw&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>Ó nobre guerreiro,<br />
escuta em silêncio:</p>
<p>Não me despertes<br />
sem um justo motivo,<br />
não me levantes<br />
sem que a coragem<br />
arda dentro de ti.</p>
<p>Para me empunhar<br />
não basta o querer,<br />
é preciso alma firme,<br />
pois toda lâmina,<br />
por mais pura que seja,<br />
corta também quem a conduz.</p>
<p>A coragem —<br />
ah, doce mãe da razão —<br />
é fogo sagrado,<br />
não fúria em vão.</p>
<p>E aquele que vive em verdade<br />
é prova viva de que<br />
a verdadeira espada<br />
não fere,<br />
ela ilumina.</p>
<p>Ó nobre guerreiro,<br />
vence a ti mesmo —<br />
e terás vencido tudo.</p>
<p>Ó guerreiro sem nome,<br />
que desiste até de vencer:<br />
o golpe final da tua espada<br />
é deixá-la cair —<br />
e rir.</p>
<p>Referências:</p>
<p>&#8211; A inscrição da Espada de Geovanni delle Bande Nere: &#8220;Não me desembainhe sem razão, não me empunhe sem coragem&#8221;</p>
<p>-Tradição arthuriana de Excalibur</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Joia Oculta no Coração</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/a-joia-oculta-no-coracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 16:41:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cansei de brincar de esconde-esconde. Devo partir, e até sei para onde. Para que possas encontrar-me, no teu coração resolvi deitar-me. Ali pareço dormir. Tomara que possas um dia me ouvir. Vivo a implorar bem baixinho: vem, vamos voltar para o ninho! Lá, tudo é graça. Lá o cupido esvoaça, tentando dizer-te no ouvido o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Spotify Embed: #219 A joia oculta no coração" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/6BD4gWGuVfjt4jxq2uTgEU?si=eIzO010pSragFeNFwU37gA&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>Cansei de brincar de esconde-esconde.<br />
Devo partir, e até sei para onde.</p>
<p>Para que possas encontrar-me,<br />
no teu coração resolvi deitar-me.</p>
<p>Ali pareço dormir.<br />
Tomara que possas um dia me ouvir.</p>
<p>Vivo a implorar bem baixinho:<br />
vem, vamos voltar para o ninho!</p>
<p>Lá, tudo é graça.<br />
Lá o cupido esvoaça,<br />
tentando dizer-te no ouvido<br />
o quanto és filho querido.</p>
<p>Teu retorno só tem um preço.<br />
Eu só quero teu apreço.</p>
<p>Coloca a primeira pedra<br />
e então surgirá uma ponte<br />
que te ligará à fonte.</p>
<p>Nela poderás transitar,<br />
para assim conseguir buscar<br />
um pouco da água viva<br />
que vai servir de bebida<br />
para um longo caminhar.</p>
<p>É no teu coração<br />
que mora a eternidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Carregando água para o mar</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/carregando-agua-para-o-mar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Dec 2025 19:56:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma estadia à beira-mar me traz a paz que tanto desejo. Chega de correr de um compromisso para o outro. Alguns dias de espaço para contemplação e respirar fundo. O som das ondas durante um vento forte, das ondas quebrando nos dias após a tempestade de verão, do suave murmúrio quando não há vento, tudo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Uma estadia à beira-mar me traz a paz que tanto desejo. Chega de correr de um compromisso para o outro.</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Alguns dias de espaço para contemplação e respirar fundo. O som das ondas durante um vento forte, das ondas quebrando nos dias após a tempestade de verão, do suave murmúrio quando não há vento, tudo isso leva embora os pensamentos inquietos e minha mente parece ficar mais clara.</span></i></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: #200 Carregando água para o mar" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/1HmF77O39z8Cf4hppoRqQf?si=-x9lAMWZRxyo2G-ytugEkA&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há um século, o mar estava apenas começando a ser descoberto como um lugar de relaxamento, e somente para os ricos. Até o final do século XIX, o mar era visto como perigoso, uma massa de água que poderia se transformar em um monstro devorador a qualquer momento. Mas em algumas culturas antigas, o mar era reverenciado como a mãe primordial, da qual toda a vida na Terra foi criada. Para mim, a bela peça musical de Claude Debussy, &#8220;La mer&#8221;, une ambos os pontos de vista em uma melodia ondulante que soa ora calmante, ora estimulante, ora ameaçadora. Uma síntese de confiança, medo, cuidado e calma, tristeza e conforto. Mas o mar não é mais aquele mar de outrora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há uma canção holandesa onírica de Boudewijn de Groot e Lennart Nijgh, de meados da década de 1960, que me impressionou na época com seu tom simples e melancólico. “De waterdrager” (O Carregador de Água) fala de um velho que carrega água para o mar todos os dias porque tem medo de que o sol evapore e seque o mar. Mesmo naquela época, era uma ideia completamente absurda, e agora, com a ameaça da elevação do nível do mar, é ainda mais. O título e a letra da música contêm uma referência à expressão “carregar água para o mar”, ou seja, fazer um trabalho desnecessário ou inútil. O velho aguadeiro está ocupado com isso o dia todo e quando chega a noite ele descansa contente, sabendo que perseverou mais um dia e “salvou o mar do sol”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, porém, acho que reconheço uma camada mais profunda nisso, uma referência à divindade do mar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande mar primordial a que chamamos de Deus anseia por ser nutrido. Ele anseia por nosso amor, nossa atenção. Aguarda com paciência infinita o momento de nos voltarmos para ele, em nossa busca incessante por uma paz profunda e duradoura, um amor eterno, uma unidade eterna. Algo que jamais encontraremos enquanto buscarmos fora de nós mesmos. Somente quando nos voltarmos para o nosso ser interior mais profundo, quando começarmos a nutrir a rosa sedenta dentro de nós com a água do nosso amor atento diário, somente então iniciaremos a jornada rumo à unidade e à paz duradouras. Então, o carregador de água desta era, Aquário, virá nos auxiliar com a água viva, para nos refrescar de maneira muito direta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ser humano industrializado do século XXI preocupa-se primordialmente com a busca de conforto e prazer. Além disso, soluções práticas precisam ser encontradas para os problemas e desafios cotidianos que a vida terrena nos apresenta. Sem percebermos, nós, como humanidade, nos afastamos muito do nosso destino. Temos subjugado cada vez mais a criação natural à nossa própria vontade, chegando ao ponto de recorrermos à fissão atômica e à manipulação genética. E agora, com a Inteligência Artificial, criamos uma força que não dá para parar e que pode acabar nos atrapalhando mais do que nos ajudando. A cada nova invenção, nos deparamos com o oposto da ajuda: grandes desvantagens e obstáculos, muitas vezes imprevisíveis. Para estes, por sua vez, é preciso criar uma nova solução, e assim forjamos uma enorme corrente que nos prende cada vez mais ao mundo terreno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Será que Nijgh e De Groot tiveram um momento de inspiração quando escreveram sobre o carregador de água?  Percebo aqui uma hipérbole que delineia o pensamento e o comportamento do mundo industrializado — cada invenção parece ser motivo para maior arrogância. &#8220;A tecnologia não vale nada&#8221;, ouvi muitas vezes no passado. Parecia um slogan. Mas o texto também mostra o solitário que pensa poder agir contra essa forma de pensar. Nijgh e De Groot enxergaram a arrogância infantil na pessoa que pensa que deve controlar a Terra e seu maior organismo vivo. E também salvá-la do sol, quando o mar e o sol normalmente trabalham juntos de forma otimizada. Mas não somos todos, na verdade, esse ansioso carregador de água? Não temos todos a tendência de querer controlar a vida? Para qual mar carregamos nossa água todos os dias?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma manhã tranquila à beira-mar. Caminho descalço pelas ondas suaves da maré vazante. Crianças pequenas brincam com baldes e pás perto de um castelo de areia em ruínas do dia anterior. Elas se apressam para manter o nível da água que sai do fosso, agora que a maré está baixando. Talvez a canção tenha sido escrita simplesmente para uma criança que vivenciou esse fenômeno pela primeira vez e pensou que precisava repor a água do mar que recua. Mesmo assim, resultou em uma bela canção.</span></p>
<p>O Carregador de Água</p>
<p>O mar cai, o mar desce,<br />
E o sol nasce, brilhando intensamente.<br />
O carregador de água medroso busca mais água.<br />
pois o mar está secando.</p>
<p>O mar sobe, o mar ascende,<br />
E lentamente o sol se põe.<br />
O carregador de água trabalha arduamente e ofega,<br />
Talvez ele consiga hoje.<br />
Pois o mar precisa ser salvo do sol.<br />
Pois o mar precisa ser salvo do sol.</p>
<p>Carregador de água, leva a água para o mar.<br />
Carregador de água, leva a água para o mar.</p>
<p>O mar beija, o mar extingue<br />
e aplaca o calor do sol da tarde.<br />
O carregador de água dorme e descansa.<br />
satisfeito por ter conseguido.<br />
e salvou o mar do sol.<br />
E salvou o mar do sol.</p>
<p>Carregador de água, leva a água para o mar.<br />
Carregador de água, leva a água para o mar.</p>
<p>O mar está em chamas, o mar arde,<br />
O carregador de água queima as costas dele.<br />
O sol nasce na parte de trás,<br />
O carregador de água volta apressadamente.<br />
Pois o mar precisa ser salvo do sol.<br />
Pois o mar precisa ser salvo do sol.</p>
<p>Carregador de água, leva a água para o mar.<br />
Carregador de água, leva a água para o mar.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lennaert Nijgh / Boudewijn de Groot</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Referência:  </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lSGUKBXq-So"><span style="font-weight: 400;">https://www.youtube.com/watch?v=lSGUKBXq-So</span></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Paz</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/paz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 18:21:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Poema &#160; Se bebo da água fresca do rio da vida — sem pressa, sem medo, em total ausência de conflito, na presença do sagrado — ali estou em paz. Mas… seria isso apenas um devaneio? Sem o silêncio, sem uma reflexão, sem um olhar atento, sem estender a mão, deixa-se escapar a vida na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Poema</em></p>
<p><span id="more-121685"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Spotify Embed: #193 Paz" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/4qCv1GRDmSVtImUodgxjui?si=aFGQdT0KRYOv9Fg3gdd4tQ&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>Se bebo da água fresca<br />
do rio da vida —<br />
sem pressa,<br />
sem medo,<br />
em total ausência de conflito,<br />
na presença do sagrado —<br />
ali estou em paz.</p>
<p>Mas…<br />
seria isso apenas um devaneio?</p>
<p>Sem o silêncio,<br />
sem uma reflexão,<br />
sem um olhar atento,<br />
sem estender a mão,<br />
deixa-se escapar a vida<br />
na luta sem fim de todos os dias.</p>
<p>É possível ir além?<br />
Existe saída?</p>
<p>Uma voz tímida<br />
diz: sim.<br />
É a voz da pura inquietação.<br />
E, por ela,<br />
e após longa jornada,<br />
chega-se à fonte da vida.<br />
E o seu fruto<br />
é a paz.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Silêncio</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/silencio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 18:00:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Momento em que tudo vai desaparecendo aos poucos &#160; – quando até eu me desvaneço – e uma quietude pacífica vai chegando, oculta por tantas eras. É o momento em que o corpo dói – tecido por lágrimas no caos do mundo – e a alma emerge, em busca da Luz. As formas vão se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Momento em que tudo vai desaparecendo aos poucos</em></p>
<p><span id="more-121649"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Spotify Embed: #191 Silêncio" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/2RMbIcpzJfuqVztYOGiml7?si=OK8yda5fT9ip1_58m16nAA&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>– quando até eu me desvaneço –</p>
<p>e uma quietude pacífica vai chegando,</p>
<p>oculta por tantas eras.</p>
<p>É o momento em que o corpo dói</p>
<p>– tecido por lágrimas no caos do mundo –</p>
<p>e a alma emerge, em busca da Luz.</p>
<p>As formas vão se desfazendo com a respiração.</p>
<p>A mãe já não é mãe,</p>
<p>o pai já não é pai.</p>
<p>Seus filhos já não são seus.</p>
<p>Os papéis sociais vão ficando transparentes como vidro.</p>
<p>Passos ressoam no vazio.</p>
<p>O chão de pedra debaixo de seus pés perde o significado, suaviza-se.</p>
<p>Quando seu corpo sente como se fosse parte de todos os oceanos do mundo,</p>
<p>o conforto se manifesta a partir de dentro, como uma prece de despertar.</p>
<p>Só então você pode fechar suavemente os olhos</p>
<p>e sentir a vida — o chamado divino dentro do Silêncio.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
