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	<title>Arte &#8211; LOGON</title>
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	<description>An online magazine with articles about spiritual development</description>
	<lastBuildDate>Thu, 16 Oct 2025 20:44:08 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arte &#8211; LOGON</title>
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	<item>
		<title>Silêncio</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/silencio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 18:00:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Momento em que tudo vai desaparecendo aos poucos &#160; – quando até eu me desvaneço – e uma quietude pacífica vai chegando, oculta por tantas eras. É o momento em que o corpo dói – tecido por lágrimas no caos do mundo – e a alma emerge, em busca da Luz. As formas vão se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Momento em que tudo vai desaparecendo aos poucos</em></p>
<p><span id="more-121649"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Spotify Embed: #191 Silêncio" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/2RMbIcpzJfuqVztYOGiml7?si=OK8yda5fT9ip1_58m16nAA&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>– quando até eu me desvaneço –</p>
<p>e uma quietude pacífica vai chegando,</p>
<p>oculta por tantas eras.</p>
<p>É o momento em que o corpo dói</p>
<p>– tecido por lágrimas no caos do mundo –</p>
<p>e a alma emerge, em busca da Luz.</p>
<p>As formas vão se desfazendo com a respiração.</p>
<p>A mãe já não é mãe,</p>
<p>o pai já não é pai.</p>
<p>Seus filhos já não são seus.</p>
<p>Os papéis sociais vão ficando transparentes como vidro.</p>
<p>Passos ressoam no vazio.</p>
<p>O chão de pedra debaixo de seus pés perde o significado, suaviza-se.</p>
<p>Quando seu corpo sente como se fosse parte de todos os oceanos do mundo,</p>
<p>o conforto se manifesta a partir de dentro, como uma prece de despertar.</p>
<p>Só então você pode fechar suavemente os olhos</p>
<p>e sentir a vida — o chamado divino dentro do Silêncio.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Um Desejo</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/um-desejo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 21:34:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Poema &#160; Pegue um desejo e queime-o, o Universo sussurrou suavemente. Qualquer um? — ela perguntou. Sim, basta escolher; você não precisa saber qual. Do fundo de sua alma, ela tirou um pequeno pedaço, pequeno, verde, quase invisível. Ela o incendiou e o observou desaparecer. Ele encontrará alguém que dele precise? Se isso acalma seu [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Poema</em></p>
<p><span id="more-121516"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Spotify Embed: #190 Um Desejo" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/5ohSUZhpD466B0nCK0Wfjm?si=gif3JoibR6m8sC6-WFH1hA&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>Pegue um desejo e queime-o,<br />
o Universo sussurrou suavemente.<br />
Qualquer um? — ela perguntou.<br />
Sim, basta escolher; você não precisa saber qual.</p>
<p>Do fundo de sua alma, ela tirou um pequeno pedaço,<br />
pequeno, verde, quase invisível.<br />
Ela o incendiou e o observou desaparecer.<br />
Ele encontrará alguém que dele precise?</p>
<p>Se isso acalma seu coração &#8211; respondeu o Universo.<br />
Posso queimar todos os meus desejos?<br />
Você pode queimar todos &#8211; ele respondeu calmamente.<br />
E o que restará de mim?</p>
<p>O momento em que você está,<br />
inteira e completa, aqui e agora.<br />
Só um momento?<br />
Sim, só um — mas dura para sempre.</p>
<p>O agora dura para sempre, ela sussurrou,<br />
enquanto as cinzas se dissolviam no ar.<br />
Oh, como a neve cheira divinamente,<br />
ela pensou, tornando-se neve.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Alegria Vive</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/a-alegria-vive/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2025 16:55:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Arte A alegria vive porque a vida insiste na alegria — a que vem de dentro, da fagulha divina que arde no coração. A alegria sussurra — Canta baixinho, às vezes só no peito, como um segredo entre o coração e o tempo. Ela se esconde Nas frestas da manhã, no cheiro do pão, na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Arte</em></p>
<p><span id="more-121134"></span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: #189 A Alegria Vive" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/3xCnmO2sTeJYP6OCKxvo8t?si=PVYA3ozST3OOOWxxWuGz5g&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>A alegria vive</p>
<p>porque a vida insiste na alegria —<br />
a que vem de dentro,<br />
da fagulha divina<br />
que arde no coração.</p>
<p>A alegria sussurra —<br />
Canta baixinho,<br />
às vezes só no peito,<br />
como um segredo<br />
entre o coração e o tempo.</p>
<p>Ela se esconde<br />
Nas frestas da manhã,<br />
no cheiro do pão,<br />
na xícara quente,<br />
na risada que escapa sem pedir licença.</p>
<p>É tímida, agora.<br />
Mas não foi embora.<br />
Anda descalça por entre os escombros,<br />
recolhendo pedaços de beleza<br />
que o mundo esqueceu.</p>
<p>Ela mora no toque leve —<br />
na palavra certa,<br />
no abraço sem pressa,<br />
no olhar que diz:<br />
“eu te vejo”.</p>
<p>E quem a cultiva&#8230;<br />
mesmo cansado, mesmo ferido,<br />
faz do mundo um lugar<br />
onde a vida<br />
é uma teimosia feliz.</p>
<p>E em cada canto onde ela passa,<br />
acende uma luz<br />
pequena,<br />
mas viva!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ato Verdadeiro</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/ato-verdadeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2025 20:11:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Hoje, cedo da manhã, tive um insight muito interessante em sonho. Quis registrar, mas, como uma névoa, ele se desfez na memória. &#160; Percebo uma transição de estados de consciência entre sonho e vigília: um não se comunica plenamente com o outro — quando se ativa o estado de vigília, o conteúdo do sonho se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-weight: 400;">Hoje, cedo da manhã, tive um insight muito interessante em sonho. Quis registrar, mas, como uma névoa, ele se desfez na memória.</span></em></p>
<p><span id="more-120019"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Spotify Embed: #183 Ato verdadeiro" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/1Yz0LgzL75dkcueGlXqkTF?si=BOHdSZjXSY-A0jJJhCUiAw&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Percebo uma transição de estados de consciência entre sonho e vigília: um não se comunica plenamente com o outro — quando se ativa o estado de vigília, o conteúdo do sonho se desfaz.</span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, preenchido de bom ânimo, logo que despertei escrevi o que me restou como o sentido daquele sonho inspirador. Eis o que ficou:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vontade do Todo a cada instante se realiza, não como um trilho, mas como leis executadas com infinitas possibilidades…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas aqui reside um aparente paradoxo: começamos fazendo o inverso dessa vontade e, com isso, produzimos sombras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há uma desconexão entre cada ato nosso e a espontaneidade esperada de uma ação que objetiva alcançar o cumprimento daquela vontade &#8211; o ato verdadeiro, genuíno. De início, ela não é percebida — mas, aos poucos, é sentida com desconforto. Começamos então a tomar consciência da situação, e nisso já há avanço. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É assim que nós vamos nos desmascarando. A partir desse ato verdadeiro, a imagem da vontade, não mais invertida pelas sombras, começa a se concretizar em nossas vidas. Agora, cada ação nossa encontra seu real significado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sonho também trouxe a ideia de que para nascer duas vezes é preciso encontrar conscientemente a ligação entre o tempo e a eternidade. As duas linhas de ação estarão separadas até que o passado e o futuro se encontrem no eterno presente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tempo nada sabe da eternidade — é a eternidade que busca a reconciliação com o tempo. Aos poucos, a luz da nova alma — a eternidade — torna-se o fator determinante de toda a vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E o tempo desperto, livre das sombras, deságua na eternidade.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Natureza se expressa em suas formas</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/a-natureza-se-expressa-em-suas-formas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2025 06:27:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#160; A inteligência da vida, que é evidente na natureza, desperta para si mesma no homem e o confronta. Por exemplo, em uma paisagem, árvore, flor, fruta ou em um cogumelo. No processo de desenho, o artista explora o que vê, o óbvio. Aos poucos, por meio da observação cuidadosa necessária ao desenhar, ele alcança [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Spotify Embed: #180 A natureza se expressa em suas formas" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/23ituOb43wJcOWtTMbtjdx?si=r2QKaKkcSSq2IqnEzRpdRg&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A inteligência da vida, que é evidente na natureza, desperta para si mesma no homem e o confronta. Por exemplo, em uma paisagem, árvore, flor, fruta ou em um cogumelo.</p>
<p>No processo de desenho, o artista explora o que vê, o óbvio. Aos poucos, por meio da observação cuidadosa necessária ao desenhar, ele alcança a imensidão insondável inerente a toda forma visível.</p>
<p>Desenhando e maravilhando-se, o artista entra na figura — como se estivesse em uma capela que também é um laboratório de percepção. Ali, por meio da observação da figura, as portas se abrem para as forças universais que a criaram. Desse espanto surge a pergunta: que inteligência está em ação aqui?</p>
<p>Tal contemplação da criação universal pode inspirar o espírito humano. Desde que ele seja receptivo e aprenda a olhar para o chão, para a origem — para onde um cosmos ordenado emerge do caos fértil, no qual o Logos se revela. “Se você quer conhecer o invisível, você deve se aprofundar cada vez mais no visível”, diz a Cabala.</p>
<p>Por exemplo, nas flores.</p>
<blockquote><p><em>Três coisas nos restam do paraíso: as estrelas da noite, as flores do dia e os olhos das crianças”, disse Dante Alighieri.</em></p></blockquote>
<p>Os movimentos planetários estão inscritos nas flores. Vênus e a Terra, ao orbitarem o Sol, criam uma estrela de cinco pontas no espaço cósmico. <a href="https://logon.media/de/logon_article/die-natur-die-in-gestalten-spricht/#_ftn1">[1]</a> A estrela de cinco pontas, o pentagrama, contém as proporções da razão áurea, que se encontra em todas as pétalas de rosa e também no corpo humano, sendo, portanto, a base da percepção. Ela forma um campo de ressonância livre, lúdico e ao mesmo tempo exato de coerência e concordância.</p>
<p>Quando olhamos para um prado florido, também estamos olhando para o céu estrelado. As flores são vasos delicados de uma perfeição quase sobrenatural. As flores são frutos da luz. Nenhuma pilha de lixo, nenhuma ruína é inadequada demais para que as plantas floridas abram seus cálices coloridos para a luz e, assim, deem esperança até mesmo aos desertos. Nada de gracioso ou fora de moda, mas sim uma manifestação poderosa, delicada e inteligente que cobre toda a Terra.</p>
<p>Uma harmonia de opostos que se complementam em diversas formas e cores, contêm poderes de cura, nutrem e encantam só de olharmos. E o que é a verdadeira alegria senão o necessário maná no deserto &#8211; alimento para os deuses?</p>
<p>—&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><a href="https://logon.media/de/logon_article/die-natur-die-in-gestalten-spricht/#_ftnref1">[1]</a> Esta figura é criada desenhando continuamente linhas imaginárias de conexão entre Vênus e a Terra em intervalos de três dias (1000 vezes).</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uma Parte de Mim</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/uma-parte-de-mim/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Apr 2025 07:41:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Inspirado em &#8220;Traduzir-se&#8221;, de Ferreira Gullar Uma parte de mim atua Outra parte de mim espia Uma parte de mim oscila Outra parte de mim regula Uma parte de mim confronta Outra parte de mim harmoniza Uma parte de mim não vê Outra parte de mim contempla Uma parte de mim sou eu Outra parte [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Inspirado em &#8220;Traduzir-se&#8221;, de Ferreira Gullar</em></p>
<p><span id="more-116641"></span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: #171 Uma parte de mim" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/3anXUf3lQLXFRU7NXtvL7K?si=t9y0XP3qRoC-0NdsyLEZfw&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>Uma parte de mim atua<br />
Outra parte de mim espia<br />
Uma parte de mim oscila<br />
Outra parte de mim regula<br />
Uma parte de mim confronta<br />
Outra parte de mim harmoniza<br />
Uma parte de mim não vê<br />
Outra parte de mim contempla<br />
Uma parte de mim sou eu<br />
Outra parte de mim é puro Amor<br />
Quando enfim percebo que não sou dois, mas Um,<br />
esse ritmo binário se desfaz.<br />
Então, meu eu se dissolve no Todo,<br />
que está no alto e no baixo,<br />
no dentro e no fora,<br />
no pequeno e no grande<br />
– em todas as partes e no interior de cada ser.<br />
Transfigurado em pura consciência cósmica,<br />
apenas sei que sou e estou no Uno.<br />
E, nesse ser e estar eterno, todos os eus<br />
passam a ser e estar em Deus.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Arte é fazer o que você não pode fazer</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/arte-e-fazer-o-que-voce-nao-pode-fazer/</link>
					<comments>https://logon.media/pt-br/logon_article/arte-e-fazer-o-que-voce-nao-pode-fazer/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2025 20:20:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#160; O escritor Peter Handke disse em entrevista ao jornal DIE ZEIT (nº 49/2022, p. 60) que arte significa fazer o que você não pode fazer. Então, a arte não deriva da capacidade do artista, de sua habilidade? Há outros sinais no caminho da arte e da (falta de) habilidade. O pintor Cy Twombly, por [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Spotify Embed: #168 Arte é fazer o que você não pode fazer" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/1gPjDkZ98hPjPbwkpiKb33?si=Yb4or8l2SK2tJhwUGmyUKg&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O escritor Peter Handke disse em entrevista ao jornal DIE ZEIT (nº 49/2022, p. 60) que arte significa fazer o que você não pode fazer. Então, a arte não deriva da capacidade do artista, de sua habilidade?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há outros sinais no caminho da arte e da (falta de) habilidade. O pintor Cy Twombly, por exemplo, amarra seu pincel a uma vara longa para reduzir a influência do ego no processo de pintura. O que o ego aprendeu e pode fazer é visto como um fator disruptivo em sua arte. Durante a Segunda Guerra Mundial, quando era decodificador de códigos do Exército dos EUA, Cy Twombly chegou a pintar no escuro. Os olhos que enganam ou nossa  compreensão que distorce? E para onde a arte aponta quando o próprio artista se torna um obstáculo? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O escritor Uwe Johnson aborda a realidade que deseja trazer à luz por meio de repetidos direcionamentos de palavras, bem como por meio de inúmeras paráfrases que expressam seu tema com mais precisão do que conceitos conhecidos ou tidos por exatos poderiam. A arte de Johnson revela o que geralmente é obscurecido. Sabendo que não pode simplesmente mostrar a realidade, Johnson cria uma literatura que se iguala a ela em complexidade. À medida que o leitor se aprofunda, ele acompanha a busca do autor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os artistas mencionados buscam uma realidade cotidiana e que não pode ser apreendida por meio da mera representação. O resultado seria tocar a dimensão que vive em segredo, o real, e abri-la ao leitor ou espectador. A arte é mais do que um ofício que cria imagens ou textos. Ela tem a coragem de buscar a verdade. Ela também lida com a dor da realidade cotidiana que, como escreve Rainer Maria Rilke no trecho a seguir, tem algo de evanescente porque nossa maneira de lidar com tal dor é como escapar do mundo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">É possível que alguém ainda não tenha visto, reconhecido e dito algo real e importante? É possível que tenhamos tido milhares de anos para observar, pensar e registrar, e tenhamos deixado os milênios passarem como um intervalo escolar em que comemos nossos sanduíches e uma maçã?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Sim, é possível. Será possível que, apesar das invenções e do progresso, apesar da cultura, da religião e da sabedoria mundana, tenhamos permanecido na superfície da vida? Será que até mesmo essa superfície da vida, que seria algo especial, tenha sido coberta com um material incrivelmente chato como a mobília da sala de estar nas férias de verão?</span><a href="https://logon.media/de/logon_article/kunst-ist-zu-tun-was-man-nicht-kann/#_ftn2"> <span style="font-weight: 400;">[1]</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este texto data de 1910 e não poderia ser mais atual. Na superfície das coisas não estão apenas nossas opiniões, conceitos e sentimentos, mas também o uso que fazemos deles. Hoje, elas também são sobrepostas por inúmeras imagens e atraídas para o reino virtual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A arte pode, portanto, ser uma forma de entrar em contato com a realidade que nos escapa. No melhor sentido, é um reflexo e, às vezes, também a expressão de uma atitude espiritual em relação à vida. Arte seria não saber o que é a realidade, refinar constantemente as próprias ferramentas e ir continuamente além dos próprios conhecimentos e habilidades, até mesmo desistindo deles, para permitir que uma realidade mais profunda se revele. O pintor procura formas de dar vida a um quadro e de ajudar neste processo. O compositor escuta os movimentos da sua alma e até mesmo as leis do cosmos. O músico permite que a composição de outro encontre sua própria expressão. O romancista rejeita os estereótipos familiares da realidade, procurando a percepção imediata e escrevendo-a o melhor que pode. Todos praticam e aprimoram suas habilidades todos os dias. Ao mesmo tempo, eles sabem que o próximo passo sempre deve ser dado na ignorância e na incapacidade, pois este processo não é sobre eles próprios e o que pensam que já sabem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando as pessoas querem se tornar construtoras do ‘novo homem’, fazem algo semelhante. Elas tentam ver o novo ser humano por trás de sua aparência cotidiana, em suas lutas e em seus fracassos. </span><b>O caminho traz um autoconhecimento cada vez mais profundo.</b><span style="font-weight: 400;"> À medida que o percorremos, vemos o abismo entre o conhecimento e a ação e, em última análise, também vemos que a velha consciência é um recipiente inadequado para o ser e a vida do homem novo, o novo ser. E então? Pode-se colocar o velho ser no limiar do novo – e ele ressurgir transformado no momento seguinte, milhares de vezes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><a href="https://logon.media/de/logon_article/kunst-ist-zu-tun-was-man-nicht-kann/#_ftnref2"><span style="font-weight: 400;">[1]</span></a><span style="font-weight: 400;"> Rainer Maria Rilke, Os Cadernos de Malte Laurids Brigge</span></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>A Estrela de Davi</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/a-estrela-de-davi/</link>
					<comments>https://logon.media/pt-br/logon_article/a-estrela-de-davi/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Douwe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2024 17:12:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Você prefere ouvir este artigo? Explore nosso LOGON Podcast no Spotify, Youtube, Apple e Deezer Aristóteles entendia que “o inteligível reside no sensível” (De Anima, L. III, c. 8). Podemos interpretar essa frase a partir da ideia de que as formas essenciais (específicas do real) não podem ser “percebidas” (ou entendidas) “diretamente”, mas devem mostrar-se [&#8230;]]]></description>
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<p><span style="font-weight: 400;">Aristóteles entendia que “o inteligível reside no sensível” (De Anima, L. III, c. 8). Podemos interpretar essa frase a partir da ideia de que as formas essenciais (específicas do real) não podem ser “percebidas” (ou entendidas) “diretamente”, mas devem mostrar-se “por um meio”. Esse meio é a imagem sensível pela qual, segundo Aristóteles, é possível encontrar o essencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aristóteles afirma, no mesmo livro, que existe “um intelecto capaz de tornar-se todas as coisas” e outro “capaz de fazer todas as coisas”. Assim, o intelecto humano teria duplo aspecto e, portanto, apenas uma parte seria “imortal e eterna”: o “nous”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filósofo acrescenta que esse nous “não pensa sem imagens” (De Anima, L. III, c. 7), o que significa que o “nous” ou a Alma espiritual usa ideias simbólicas e, por essa razão, precisa de símbolos para formar “ideias universais”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se pensarmos bem, isso tem sua lógica. A realidade do transcendente (os conceitos universais) é, por si só, incompreensível, e só é possível chegar a ela por meio da “indução” (intuição). “A indução é o caminho para os conceitos universais a partir das realidades individuais” (Tópicos, L. A. c. 12). Em outras palavras, as definições e os conceitos baseados no conhecimento intelectual pecam pela imprecisão, porque são dirigidos à razão intelectual. Já o símbolo, dirigido à intuição, explica o incompreensível (o que ainda não é compreendido pela razão) de modo espontâneo. É por isso que, desde a mais remota antiguidade, o símbolo tem sido usado na divulgação de ensinamentos espirituais, já que uma parte do corpo mental do ser humano (geralmente, a única parte desenvolvida) está associada a uma base psicológico-cultural de pensamentos ilusórios, enquanto que a “Ideia Pura” ou “Arquétipo” está associada ao “nous” imortal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O “Hexagrama”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após esses esclarecimentos, ficará mais fácil entendermos o simbolismo de uma figura geométrica muito conhecida: o “Hexagrama”, também chamada de “Estrela de Davi” ou “Selo de Salomão”. Essa figura é composta por dois triângulos equiláteros invertidos e entrelaçados, que determinam um hexágono central regular, cercado por seis triângulos equiláteros iguais e coincidentes de tamanho menor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hexagrama Regular</span><span style="font-weight: 400;">:</span></p>
<p><img decoding="async" src="http://logon.media/wp-content/uploads/2020/11/ndice-2-2_0.jpg" alt="Davidstar" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Metraton”, com os 13 círculos do ‘Fruto da Vida’. A Estrela de Davi é facilmente identificável em sua estrutura central:</span></p>
<p><img decoding="async" src="http://logon.media/wp-content/uploads/2020/11/ndice3-1_1.jpg" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estrela de Davi. Sinagoga de Cafarnaum, Israel, séculos III e IV d.C:</span></p>
<p><img decoding="async" src="http://logon.media/wp-content/uploads/2020/11/ndice4.jpg" alt="Slultar" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como todo símbolo, o hexagrama contém vários significados em sua expressão gráfica. Em seu significado mais difundido, ele representa a ligação entre o celestial e o terrestre, entre o divino (macrocosmo) e seu reflexo na criação (o microcosmo). Isso explica a razão pela qual ele evoca o pacto entre a divindade e Abraão para os judeus. Já para a alquimia, ele se apresenta como o emblema do fogo e da água. Para os cabalistas, o triângulo apontando para cima simboliza o “Ser Supremo”, enquanto que o triângulo com o vértice apontando para baixo seria a sephirah final maljut (realeza), o atributo final dentro da Criação, associada à alma e ao poder de autoexpressão, que absorve a energia dos atributos superiores e os utiliza para descer e criar tudo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob outra perspectiva, a sobreposição dos triângulos simboliza o “andrógeno”, o ser masculino-feminino em perfeito equilíbrio com a divindade. O centro invisível da estrela representa o núcleo interno divino do ser humano espiritualizado, que recebe sua força dos vértices externos, que representam, portanto, a presença divina no interior do ser humano.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><strong>A tríade material e espiritual do ser humano</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após estes esclarecimentos, tentaremos agora nos aprofundar em outro aspecto simbólico da Estrela de Davi.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos que o universo manifestado é número e geometria (essa realidade científica e esotérica é perceptível somente pela observação das estruturas geométricas que nos cercam: as formações de cristais e outros minerais, etc.).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por consequência, o ser humano manifesta-se em um corpo material triplo e, por meio do que normalmente chamamos de “processo espiritual”, deve desenvolver um Corpo de Luz trinitário e imortal. Sem dúvida, tanto a tríade material quanto a espiritual apresentam formas geométricas mais ou menos sutis. No entanto, não é nosso objetivo estender-nos sobre cada uma delas. É suficiente que saibamos que a Simbologia Sagrada faz alusão a essas tríades por meio da Geometria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tríade espiritual — ou Triângulo Superior — da constituição humana é formada por três aspectos que a Teosofia classifica como:</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">-Atman.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">-Buddi.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">-Manas (mental superior).</span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tríade material — ou Triângulo Inferior — da constituição humana (personalidade) é formada por três outros aspectos:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211;<em>o Corpo físico-etérico (ligado a três estados de energia: sólido, líquido, gasoso quatro estados etéricos)</em></span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">-o Corpo astral.</span></em></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">-o Manas (mental inferior).</span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento espiritual do ser humano envolve o desenvolvimento e a união da tríade espiritual (o Triângulo Superior) e sua posterior união com a tríade material (Triângulo Inferior), formando assim a Estrela de Seis Pontas (ou Estrela de Davi).</span></p>
<p><img decoding="async" src="http://logon.media/wp-content/uploads/2020/11/ndice2-1-1.jpg" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos mais ou menos cientes do que é o corpo físico com sua contraparte etérica ou vitalizante, do corpo astral — corpo por meio do qual o ser humano expressa suas emoções e sentimentos — e do corpo mental inferior — corpo que nos permite raciocinar, princípio este que diferencia o ser humano do animal. Menos conhecida, porém, é a tríade espiritual, o Triângulo Superior. Pode-se dizer que a estrutura espiritual do ser humano é a expressão de seu Princípio Monádico ou de seu Núcleo Monádico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O núcleo monádico — também conhecido como centelha atômica do espírito ou como centelha divina — é o princípio espiritual proveniente do Fogo do Absoluto ou da “Causa sem Causa”: o Pai, presente em todo ser humano. É a essência mais pura, o deus interior ao qual todo ser humano está unido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos considerar as Centelhas Monádicas como a vida exalada pelo Logos, ou como os pensamentos do Absoluto que se espalham pelo universo para desenvolver o plano da divindade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma vez criadas essas Centelhas Monádicas, elas reencarnam nos reinos inferiores (involução), progredindo gradualmente pelos diversos reinos (mineral, vegetal, animal, humano) até que, encarnadas em um ser humano, possam empreender seu retorno às regiões divinas de onde emergiram (evolução). Ao longo desse processo evolutivo, o Núcleo Monádico ou Átomo Centelha do espírito incorpora em si a essência dos diversos reinos, desenvolvendo assim a autoconsciência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já ressaltamos que esse Átomo Centelha, presente no ser humano, desenvolve, como meio de expressão, uma estrutura espiritual tripla que a Teosofia chama de Atman-Buddhi-Manas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atman é a expressão do Espírito puro e eterno. Atman-Buddhi é a Alma divina do ser humano e também sua razão pura e intuitiva. Ela é o primeiro revestimento do Atman. Cabe ao ser humano “despertar” e “vitalizar” Buddhi, a fim de transformá-la no veículo que lhe permitirá acessar a verdadeira Sabedoria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Manas superior é o ser humano como um reflexo da Mente universal, o seu verdadeiro corpo mental e também seu princípio “sensorial” dotado de sensibilidade e consciência. É seu verdadeiro Ego.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Manas é dual em sua essência. Unido aos princípios inferiores do corpo físico, do corpo etérico ou vital e do corpo astral, ele forma a personalidade mortal do ser humano. Unido a Buddhi, forma a Alma Espiritual (em oposição a Káma-Manas, a alma humana não espiritualizada).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Junto com Buddhi e Atman, eles formam a tríade superior imperecível e, por meio dela, formam também o corpo imortal, o “Homem Espiritual”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, vemos como o Simbolismo Sagrado traz, ao longo dos séculos, o conhecimento intuitivo do que o homem precisa para se tornar um verdadeiro Manas, um verdadeiro Pensador.</span></p>
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			</item>
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		<title>Dance, dance, pois estamos perdidos&#8230;</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/dance-dance-pois-estamos-perdidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Heiko Haase]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Dec 2024 16:47:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#160; O homem é uma alma que tem um corpo. Não o contrário. Esta alma, esta consciência tenta encontrar o seu caminho neste mundo e entendê-lo. Toda forma de arte é uma expressão da busca por significado e propósito — incluindo a dança, quando ela não serve primariamente ao propósito de entretenimento. Quando a dança [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>O homem é uma alma que tem um corpo. Não o contrário. Esta alma, esta consciência tenta encontrar o seu caminho neste mundo e entendê-lo.</em></p>
<p><span id="more-114392"></span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: #162 Dance, dance, pois estamos perdidos" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/1Aa7NpvQyKw1MjDu62jpNk?si=xRo4DG5qR_WBFM2e8_uAAg&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>Toda forma de arte é uma expressão da busca por significado e propósito — incluindo a dança, quando ela não serve primariamente ao propósito de entretenimento. Quando a dança expressa o que ela é de forma aprofundada ou intensificada, pode ser uma experiência perturbadora para o espectador. Pois esse &#8220;é&#8221; sempre contém um profundo anseio pelo que pode ou deveria ser. E mesmo — ou especialmente — se a representação da condição humana através do movimento físico não corresponder às nossas ideias de beleza e sublimidade, ela pode, ainda assim, falar precisamente sobre isso: Sobre o profundo, onipresente desejo de redenção e salvação.</p>
<p>Ankoku Butoh1, a &#8220;dança das trevas&#8221;, começou em 1959 com uma breve, mas altamente escandalosa performance de Tatsumi Hijikata, concebida em conjunto com Yukio Mishima². Foi mais o que seria chamado de &#8220;acontecimento&#8221; no mundo da cultura moderna ocidental, um ritual sangrento carregado de sexualidade. Mas a breve performance — e a feroz reação do público a ela — desencadeou uma verdadeira explosão de atividades artísticas no Japão. Diz-se que estas foram dirigidas contra as forças estabelecidas, contra o conservadorismo e contra as influências ocidentais, e é verdade que o Butoh foi desencadeado por tais condições limites, sendo uma reação à situação no Japão pós-guerra. No entanto, é uma visão muito limitada ver os esforços artísticos do Butoh apenas como um &#8220;contra algo&#8221;. Essa forma de arte trata de um &#8220;a favor&#8221;, ou seja, de encontrar uma expressão autêntica e verdadeira da condição do ser humano terreno (aqui especificamente: o japonês) — e, finalmente, perder-se na luta por essa expressão.</p>
<p>Agora surge a questão do que a contemplação dessa estranha arte da dança tem a dizer àquele que busca uma verdadeira humanidade, àquele que almeja, de alguma forma, superar as limitações da natureza polar. Veremos.</p>
<p>No mundo europeu, a dança, na forma de balé, desenvolveu-se em uma linguagem artística corporal altamente formalizada, na qual cada movimento, cada forma, expressa um impulso ascendente. Os saltos e as danças na ponta dos pés dão a impressão de leveza, fazendo o corpo parecer levitar; a postura ereta e bem posicionada, muitas vezes com os braços erguidos e a cabeça inclinada para trás, faz o dançarino parecer alto e reto, com o olhar dirigido para longe ou para o céu. É um mundo físico de expressão “elevada” no sentido mais literal da palavra, no qual encontra expressão a ideia de um “céu” ou de um “acima”, ao qual o homem deve aspirar.</p>
<p>Claro, no início do século 20, houve uma contrarreação. A dança expressiva surgiu &#8211; Ausdruckstanz3 &#8211; e a partir dela o que conhecemos como “dança moderna”. No filme de Wim Wenders, “Pina, dance, dance, senão estamos perdidos”, vemos uma das variantes mais maduras dessa forma “livre” de dança moderna artística. No processo de libertação dos formalismos do balé, fica claro que algo mais também se perdeu: os aspectos transcendentais do balé clássico. A dança moderna expressa realidades da vida: jogos interpessoais, na maioria das vezes de desejo, rejeição, conexão e desconexão, fraqueza e força, crescimento e destruição. Dos efeitos etéreos e astrais, conhece apenas o elementar e nada de uma “experiência” de transcendência (a menos que isso seja uma contradição em termos).</p>
<p>O Butoh também nasceu sob a influência da “dança expressiva” dos anos 1920, mas não a imita. Afinal, o Butoh vem de uma cultura que vive com seus espíritos. O culto aos ancestrais manteve a “alma japonesa” livre para a percepção do que chamamos de forças do outro mundo, e estas não estão apenas conectadas aos mortos, mas estão presentes em tudo e com tudo. Você pode reviver isso ao ler Mishima — ou Murakami, ou ver nos filmes do Studio Ghibli⁴, para citar apenas alguns exemplos marcantes.</p>
<p>Ao assistir a um evento de Butoh (o termo “performance” não faz jus), há uma forte impressão de que o dançarino está possuído por forças que o movem. Algo etéreo se expressa diretamente no corpo físico. Kazuo Ohno⁵, o outro fundador do movimento Butoh, falava explicitamente de sua irmã falecida residindo dentro dele e se expressando em sua dança. Aos 75 anos, em uma de suas apresentações de dança, ele “incorporou” outra mulher, a dançarina “La Argentina”, que o inspirou quando jovem com sua dança. Ao assistir, você tem a sensação de que “La Argentina” está ali, usando Ohno como um meio de se expressar — mas, ao mesmo tempo, ele permanece plenamente visível e ativo.</p>
<p>Como buscadores ocidentais que perseguem a ideia de um astral, uma higiene emocional e que desejam — também em termos espirituais — relações claras, lógicas e puras, percebemos tudo isso como sombrio e, de certo modo, grosseiro. Vemos os laços nos quais o artista Butoh entra e que nos parece que o arrastam cada vez mais para baixo, para dentro dessa natureza. Perguntamo-nos o que deveria haver de “libertador” nisso.</p>
<p>Hijikata descreve uma cena-chave de sua infância: os pais trabalhavam nos campos do nascer ao pôr do sol, e era costume colocar as crianças pequenas em um cesto e deixá-las lá, perto do campo, o dia todo para que não fugissem. Se estavam com fome, sujas ou com dor, não importava. Elas choravam, ninguém se importava, e depois paravam. Hijikata diz: “Quando você se senta na sujeira assim, você tem experiências estranhas. A cabeça e os pés de repente trocam de lugar, e nas solas dos pés abre-se uma boca que suga o barro. (…) Posso garantir que minha dança nasceu da lama.”⁶ Levando em conta a sensibilidade e receptividade da alma de uma criança, certamente aqui pode-se reconhecer a experiência de um ponto mais baixo da existência humana.</p>
<p>O que o Butoh faz com experiências desse tipo? Ele as aceita e expressa até que elas se desprendam da pessoa que as viveu e ganhem uma presença etérea como condensações autônomas de experiência. O dançarino entra em um estado de ausência de propósito: ele acaba de tomar o que estava presente em seu microcosmo, vira essa escuridão do avesso e dá-lhe forma.</p>
<p>Começamos a aprender que a “sombra deve ser integrada” — o artista Butoh japonês vive com a sombra e a expressa. De fato, poderia-se dizer que ele se sacrifica por ela, vive para a sombra. Esse é, inicialmente, um estado de máxima limitação. Contudo, isso não “acontece” de forma inconsciente, mas é especificamente buscado, aprofundado e vivido. O ser humano coloca-se completamente em dependência, sacrifica, por assim dizer, seu impulso por uma consciência mais elevada. Isso é visível: a postura é encurvada, as pernas voltadas para fora, as solas dos pés viradas para dentro, a direção da dança muitas vezes é para baixo, em direção à terra — uma imagem oposta à forma da dança clássica de balé como a conhecemos. E, enquanto o “impulso ascendente” do balé ocidental corre o risco de se tornar cada vez mais superficial e vão, esse impulso descendente tem o potencial de se tornar cada vez mais profundo e autodestrutivo. Às vezes, ele aponta para uma esfera de transcendência. O dançarino de Butoh não é uma pessoa que dança ocasionalmente; ele vive a dança, ele se perde nela.</p>
<p>O Butoh também tem uma proximidade com o Zen, que não é buscada, mas surge por si mesma. Ele toma as próprias experiências do dançarino, na maioria das vezes as de infância, como um grande koan da vida, e espera crescer além da luta por uma resposta. Aqui, como lá, trata-se da perda de si mesmo e da superação do propósito.</p>
<p>Nossas ideias de pureza, liberdade e autorrealização são moldadas culturalmente. Mas o caminho para a autossuperação pode ser iniciado a partir de muitos lugares, e nem todos são iluminados.</p>
<p>O que aconteceu no Gólgota? Não temos todos que passar por essa profundidade, esse sofrimento conscientemente vivido, para sermos ressuscitados como um novo ser? Não é justamente a experiência da dor que nos leva para fora de nosso estado aprisionado? Superamos a natureza não ao ordená-la ou negá-la, mas ao atravessá-la completamente, tão profundamente quanto necessário. A Conditio Humana não é negociável. Ela só pode ser superada pela própria vida. Isso é algo que – entre outras coisas – o Butoh pode nos mostrar.</p>
<p>Sob essa perspectiva, a alienação que podemos ter inicialmente sentido em relação ao que o Butoh nos apresenta dá lugar a uma espécie de amor que sentimos por essa natureza castigada – um amor que também podemos aplicar ao que nós mesmos ainda somos, por mais que relutemos.</p>
<p>____________________<br />
1 – Tatsumi Hijikata (9.3.1928 – 21.1.1986), décimo de onze filhos de uma família camponesa de Akita, estudou sapateado, jazz, balé, flamenco e dança expressiva em Tóquio, depois de supostamente sobreviver por algum tempo roubando e furtando. Seu trabalho foi inspirado pelo surrealismo e por autores como Mishima, Lautréamont, Genet e de Sade. Em 1962, ele fundou o estúdio de dança Asbestos Hall com sua parceira Akiko Motofuji. No final dos anos setenta, ele parou de se apresentar em público e se dedicou a escrever e editar livros. Ele morreu pouco antes da primeira apresentação agendada após esse hiato.</p>
<p>2 – Yukio Mishima (14.1.1925 – 25.11.1970), filho de um funcionário público de Tóquio, um dos autores japoneses mais influentes do século 20, publicou 34 romances, cerca de 50 peças, aproximadamente 25 livros de contos, pelo menos 35 ensaios, um livreto e um filme. Sua obra é caracterizada pela ideia de restaurar os valores e modos de vida do antigo Japão e é permeada pela adoração homoerótica de heróis, por uma linguagem extremamente refinada e clássica, e por uma certa mitomania. Em 1968, formou um exército privado com estudantes de direita, com o qual atacou um comando das Forças de Autodefesa do Japão (que cooperavam com os Aliados) em 1970. Ele fez um discurso para seu grupo, &#8220;entregou&#8221; as Forças de Autodefesa ao &#8220;imperador&#8221; e então cometeu suicídio ritual, na forma tradicionalmente praticada pelos samurais.</p>
<p>3 – “Ausdruckstanz” é uma forma de dança predominantemente expressionista, originada nas décadas de vinte e trinta do século XX, que, inspirada pelo movimento de retorno à natureza do Monte Verità, buscava contrapor-se ao balé por meio da expressão pelo movimento natural do corpo. Protagonistas significativos para o Butô incluem Mary Wigmann (1886 – 1973) e Harald Kreutzberg (1902 – 1968). Pina Bausch (1940 – 2003) também retomou essas origens com seu “Tanztheater Wuppertal”.</p>
<p>4 – Studio Ghibli é um estúdio japonês de animação. Produções bem conhecidas do estúdio incluem, por exemplo, Princesa Mononoke, A Viagem de Chihiro e O Castelo Andante. Nos filmes, em sua maioria criados pelo fundador Hayao Miyazaki (*1941), geralmente uma jovem heroína passa por aventuras, durante as quais a harmonia perturbada entre a realidade moderna e um &#8220;outro mundo&#8221; povoado por fantasmas e criaturas míticas é restaurada.</p>
<p>5 – Kazuo Ohno (17.10.1906 – 1.6.2010), filho de uma família de pescadores instruída de Hokkaido, inicialmente um atleta de atletismo em uma faculdade de esportes, começou espontaneamente seu treinamento em dança em 1933 após assistir a uma apresentação de dança de Antonia Mercé (La Argentina). Ele se apresentou publicamente pela primeira vez aos 43 anos, após a guerra e o cativeiro. Tatsumi Hijikata¹ estava na plateia e, a partir de 1959 até 1966, eles trabalharam juntos. Ele se apresentou com Hijikata, com outros protagonistas da dança moderna, em solo e começou a fazer turnês internacionais em 1980. Sua última apresentação foi em 2007, aos cem anos de idade: De uma cadeira de rodas e deitado de bruços, ele formou seus movimentos com mãos e pernas, o mais puro Butô.</p>
<p>6 – Citado de Die Rebellion des Körpers. BUTOH. Ein Tanz aus Japan. Michael Haertder, Sumie Kawai (Ed.), Alexander Verlag, Berlim, 1988, segunda edição. ISBN 3-923854-22-6, p. 38 abaixo.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Houve um tempo</title>
		<link>https://logon.media/pt-br/logon_article/houve-um-tempo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Castro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2024 08:16:56 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://logon.media/?post_type=logon_article&#038;p=113681</guid>

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<p>Houve um tempo<br />
em que o ritmo da vida era suave</p>
<p>a Fé era nata<br />
em casa<br />
e no mundo todo</p>
<p>e a Esperança estava em tudo<br />
naturalmente.</p>
<p><span id="more-113681"></span></p>
<p>Tempo afortunado<br />
de aprendizado<br />
e sobriedade.</p>
<p>O futuro era certo<br />
para o bem de todos<br />
e de tudo,</p>
<p>a pureza tinha lugar<br />
e o Amor era uma possibilidade real.</p>
<p>Éramos crianças,<br />
vivíamos como crianças e<br />
o mundo também era criança…<br />
parece…</p>
<p>Agora<br />
vivemos um outro tempo,<br />
acelerado<br />
e desafiador.</p>
<p>Somos os mesmos,<br />
mas nossa percepção da vida mudou,<br />
nossa consciência está confusa.</p>
<p>Crescemos muito rápido<br />
e deixamos de lado os sonhos,</p>
<p>fizemos do mundo vasto e rico<br />
nossa propriedade,<br />
nossa posse.</p>
<p>Esquecemos tudo<br />
que nos impelia<br />
com leveza,</p>
<p>trocamos tudo<br />
pelos desejos<br />
pelo ‘eu quero’.</p>
<p>Quanto mais teremos que cair?</p>
<p>A volta da inocência<br />
não é possível<br />
mas a pureza<br />
sim.</p>
<p>Quem proverá as cordas<br />
para nos tirar deste fosso?<br />
Estamos divididos,<br />
apartados uns dos outros<br />
em todo o mundo.</p>
<p>Rogo<br />
aos que experimentam<br />
a desesperança<br />
que busquem<br />
a saída,<br />
e aos que enxergam<br />
e têm luz<br />
que iluminem<br />
os que ainda estão na escuridão.</p>
<p>Pois estou certo de que<br />
a águia segue seu voo<br />
nas alturas celestiais<br />
e observa tudo<br />
serenamente<br />
pronta para vir em auxílio<br />
de todos nós.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
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